7 de Setembro – Viva a Independência!

Na última terça-feira nossa Nação, a República Federativa do Brasil, celebrou uma data histórica, de significado singular: O Dia da Independência em relação ao domínio de Portugal, em 7 de setembro de 1822 (há exatos 199 anos). Este foi um processo longo até se concretizar, envolvendo fatores internos e externos, como a transferência da Família Real Portuguesa para o solo brasileiro (até então colônia portuguesa). Porém, o mais significativo disso tudo é o fato de nós termos nos tornado uma nação soberana. Todavia, ainda como resultado de um processo de colonização com base na exploração, com a mistura de diferentes povos, culturas e influências, o Brasil nunca apresentou um desenvolvimento uniforme.

 Com um território de dimensões continentais, o nosso país apresenta, até hoje, desigualdades regionais e pessoais profundas. Além disso, há diversos entraves que ainda precisam ser vencidos, em diversos âmbitos. Nosso povo, apesar de ser formado, em sua grande parte, por pessoas acolhedoras, generosas e de boa índole; tem também em sua composição aqueles que desagregam, que não têm compromisso com a moralidade, com a coletividade e com princípios inegociáveis. Ou seja, são muitos os obstáculos para vencermos e podermos nos tornar uma Pátria verdadeiramente livre, independente e justa. 

Um país só pode ser considerado de fato independente quando tem a sua população com acesso pleno à educação, ao conhecimento. E a ausência dessas oportunidades é uma mazela histórica em nossa Nação, o que contribui muito para tornar o Brasil cada vez mais desigual. Um dos grandes benefícios gerados pela Educação e pelo Ensino é justamente o desenvolvimento de uma visão crítica, cívica a ampla, de forma que as pessoas tenham base e fundamento para escolher seus representantes de maneira consciente, fiscalizando e cobrando as ações daqueles que são eleitos e têm mandato a cumprir em nome do povo. A Bíblia Sagrada, Palavra de DEUS, nos diz no Livro de Oséias, capítulo 4, versículo 6, que o povo foi destruído por falta de conhecimento. Apesar disso, é perceptível que nos últimos tempos há uma nova postura dos brasileiros, com um maior interesse e atenção às questões públicas gerais. E uma das grandes demonstrações dessa nova posição cívica se deu no 7 de setembro de 2021 (terça-feira), oportunidade em que vimos uma das maiores manifestações políticas e pacíficas dos cidadãos a nível nacional, em protesto contra atitudes arbitrárias por parte de determinadas autoridades, que geraram muitos questionamentos quanto ao embasamento legal e jurídico destas, pois todos, especialmente os agentes públicos, precisam agir dentro dos limites da Constituição. Mas esta nova situação não começou agora. A partir de 2013, com as manifestações e protestos contra o aumento da passagem de ônibus, começou a nascer e crescer um maior interesse pelas decisões que envolvem a política, bem como os direitos do cidadão. 

É preciso quebrar o paradigma e o falso conceito de que “política não se discute” e de que o melhor é não querer se “envolver” nesta questão. Não podemos nos omitir e nem confundir o conceito de ‘política partidária’ (que também é um instrumento da democracia, mas que nem todos são obrigados a participar) com a política em seu sentido central (que vem de polis – tudo o que tem relação com assuntos comuns aos cidadãos; com a coisa pública), e que é de interesse de todos, sem exceção.

É certo que ainda temos um longo caminho a percorrer até nos tornarmos, de fato, cidadãos maciçamente conhecedores dos nossos direitos, ao mesmo tempo cumpridores exímios dos nossos deveres. Mas já é um grande começo o que temos visto. O investimento em políticas públicas de Estado (que é perene e contínuo), perpassando governos (que são transitórios), com pilares fundamentados na Saúde, na Educação e na Oportunidade de Emprego, Renda e Empreendedorismo a todos, é um fator decisivo no crescimento e liberdade plena de todos os brasileiros. Um povo educado e preparado não se deixa escravizar, sob nenhum aspecto. É preciso não abrir mão de nossa liberdade e independência, e isso não é apenas na questão física, porque há diversas e perversas formas “sutis” de se tolher a cidadania de outrem, e uma dessas formas é o cerceamento de garantias constitucionais, de liberdade de expressão e opinião, de negação ao conhecimento, etc.

Ou seja: o dia 7 de setembro foi um dia emblemático para a nossa história; um verdadeiro marco. Contudo, ele foi apenas o pontapé inicial de um processo de libertação longo, que ainda está sendo construído e que depende de nós fazê-lo ser concluído. É preciso vencer o jugo da corrupção, da incompetência, da inoperância, do desperdício, da falta de transparência e profissionalismo e do descaso. 

Os protagonistas da Independência da então Colônia do Brasil cumpriram o seu papel naquele momento e circunstância, oportunizando a todos nós galgarmos uma nova condição política, administrativa e financeira enquanto país. Porém, cabe a nós agora, que estamos fazendo a história do Brasil de hoje, tomarmos posição e não negligenciarmos em nosso dever de avançar e contribuir para o progresso da nossa amada Pátria, pois ainda existem muitos “gritos do Ipiranga” que precisamos “bradar” para chegarmos onde temos que chegar.

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email