500 mil não é um número qualquer!

No dia em que o Brasil atingiu a impressionante e vergonhosa marca de 500 mil pessoas mortas por Covid-19, eu fiquei aqui pensando com os meus botões: Quantos mais precisam morrer para percebermos que estamos perdendo essa guerra? Quantos filhos mais ficarão sem seus pais? Quantos pais ficarão sem seus filhos? Quantos netos ficarão sem seus avós? Quantos avós ficarão sem seus netos? Quantas famílias ainda serão destruídas? 500 mil pessoas mortas não é um número qualquer. É preciso bastante reflexão, humildade e respeito à memória dessas pessoas!

O número de mortos por Covid-19 no Brasil é tão absurdo que se comparado à Guerra do Paraguai, que aconteceu entre os anos de 1864 e 1870, é dez vez maior do que o número de pessoas que morreram na guerra, que foi de 50 mil soldados. E o que é mais agravante desse vírus é que ele mata mais os vulneráveis, os doentes, os idosos, os pobres. Por isso, todo esforço é válido para livrar a população desse maldito vírus. 

Acredito também que a população brasileira já fez sacrifício de mais para superar essa pandemia. Tudo o que nos foi solicitado o povo fez com a maior paciência do mundo. Foi-nos pedido para ficarmos em casa, nós ficamos. Foi-nos pedido para manter o distanciamento social, nós mantemos. Foi-nos pedido para usarmos álcool em gel, nós usamos. Foi-nos pedido para usar máscara, nós usamos. Sabemos que o brasileiro é um povo ordeiro, pacífico. Mas estar chegando à hora de não ficarmos mais “deitado eternamente em berço esplêndido”.

Se nós, enquanto população, fizemos e estamos fazendo muitos sacríficos para superar essa pandemia, você já se perguntou quais são os sacríficos que os nossos políticos fizeram ou estão fazendo? Pelo que as redes sociais, a impressa escrita e televisiva, os meios de comunicação de direita, de centro e de esquerda, anunciam, os políticos brasileiros foram os que mais lucraram nessa pandemia. Para não sermos prolixos de mais, até porque eu sei que você não gosta de artigo muito longo, vamos ficar apenas no caso do senador Flávio Bolsonaro. Imagine você pobre trabalhador assalariado quantos anos precisaria trabalhar para comprar uma mansão em Brasília no valor de R$ 5,97 milhões como fez esse político brasileiro? Difícil até de imaginar, não é mesmo?!

Não quero ser taxado de radical e nem de pessimista, mas eu penso que os nossos dirigentes, os políticos que hoje estão no poder, não fizeram e não fazem a parte deles. Não tenho medo de dizer que nos atestados de óbitos dessas 500 mil pessoas mortas por Covid-19 no Brasil têm a assinatura de nossos políticos. Político nenhum nesse país deveria dormir com a consciência tranquila, pois eles sabem que poderiam ter evitados se não todas essas mortes pelos menos a metades delas. 

Pensamos também que é por irresponsabilidade de nossos governantes, tanto da esfera Federal, Estadual e Municipal, que hoje atingimos essa vergonhosa e triste marca de 500 mil mortos por Covid-19. É com dor no coração que eu escrevo isto, mas infelizmente essa realidade vai continuar existindo até o dia em que à população se revoltar e exigir de nossos políticos o mesmo tratamento que eles recebem.

Para acabar de uma vez por toda com essa pandemia, melhorar a saúde e a educação brasileira, propomos que todos os políticos e seus filhos sejam atendidos no Sistema Único de Saúde (SUS) e que estudem, da Educação Infantil ao Ensino Médio, em escolas públicas, como todo e qualquer cidadão brasileiro. Se isso acontecer, eu garanto, dentro de dois a três anos teremos um novo Brasil. Mas enquanto isso não acontece, só me resta perdi perdão para os familiares dos 500 mil mortos pela ganância e pela estupidez de nossos políticos.

Por fim, todos nós, cristãos ou não, precisamos de perdão. O perdão não é concordar com o malfeito. Pode parecer estranho, mas reconhecer-se pecador significa querer acertar, querer mudar de vida. É de humanidade que precisamos nesse momento, de esperança de dias melhores. Que o perdão, a misericórdia, o amor do Divino Mestre instale uma corte positiva no Brasil e que cesse entre nós as mortes por Covid-19. Que assim seja, amém!

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