“Puxadinho” rende números bons para varejo da construção

O impacto do mercado popular no varejo de material de construção e o famoso “puxadinho” como um dos principais fatores de atração da baixa renda neste setor serão os temas abordados pelo diretor do Data Popular Pesquisa & Consultoria, Renato Meirelles, no 6º Congresso Brasileiro de Material de Construção, que acontece de 16 a 18 de agosto, em Belém (PA). Com o título “Como vender material de construção para público de baixa renda”, a palestra acontece no dia 16 de agosto e será seguida de debate sobre o tema.
Na ocasião, Renato Meirelles apresentará pesquisa do Data Popular, encomendada pela Avenida Brasil Comunicação e Marketing, sobre o comércio de materiais de construção para baixa renda, que movimenta mais de R$ 37 bilhões. De acordo com o sócio-diretor, apenas 16% dos brasileiros pagam aluguel. Ao longo de sua trajetória, o Data Popular aprendeu que a casa do consumidor popular está em constante construção e o crescimento da família faz com que sua casa logo dê origem ao famoso puxadinho. “Mais de 68% dos gastos com moradia das classes C, D e E estão relacionados a reforma e mais de 5,5 milhões de homens estão empregados na construção civil. Essas duas afirmações apontam para uma dinâmica fundamental no varejo da construção: este cidadão é cliente – e também avalista”, afirmou Meirelles.
De acordo com a pesquisa, há mais complexidade na venda de materiais de construção, reforma e acabamento do que pode parecer. Afinal, homens, mulheres e profissionais da construção têm interesses, expectativas e comportamento de compra bastante distintos. Logo, seus diferentes perfis de consumo irão interferir na decisão de compra de cada categoria. “O varejista de construção deve em primeiro lugar avaliar cuidadosamente o mix de ofertas e promoções. Se houver muitas ofertas ao mesmo tempo, o cliente acredita que está sendo ludibriado. Para este consumidor, quando tudo é oferta, nada é oferta”, argumentou o sócio da Avenida Brasil, Wagner Sarnelli.
Outro ponto indicado como importante pela pesquisa é o relacionamento com os operários das obras. Cerca de 32% das compras pequenas e urgentes são delegadas a este profissional que também espera proximidade (física), atendimento especializado e atenção.

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