“Nem fusão e nem extinção do DEM”

Sucessivos escândalos em nível nacional envolvendo o Democratas (DEM) e a perda de sua principal aposta, o senador goiano Demóstenes Torres – pego em conversas suspeitas com o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, o senador tinha expectativas de ser candidato a presidente em 2014, abalaram as estruturas do partido. Agora já circula pelos bastidores a possibilidade de fusão do DEM com o PSDB ou até mesmo, extinção da legenda – o que é negado pelos caciques dos dois partidos no Amazonas.
O Deputado Federal amazonense pelo Democratas, Pauderney Avelino, descarta a fusão entre os partidos. Ele foi veemente ao negar as duas hipóteses sobre o que poderá acontecer com o DEM: “Nem uma coisa, nem outra. Não existe a menor possibilidade nem do fim do partido, nem de uma fusão com o PSDB”, declarou o parlamentar. Já com relação a uma candidatura dele à Prefeitura de Manaus, Avelino deu a entender que poderá disputar a vaga no Executivo municipal, mas pelo DEM e com apoio ou não de outros partidos: “Pode contar com isso! Pelo Democratas, lógico, que é o meu partido. Por qual outro partido seria?”, respondeu o Deputado.
O líder tucano na Câmara Municipal de Manaus, vereador Mário Frota, também não vê com bons olhos uma fusão entre DEM e PSDB, principalmente se essa união resultar na candidatura do Deputado democrata Pauderney Avelino à Prefeitura de Manaus. No entanto, apesar de ser contra, Mário Frota entende que a decisão cabe aos dois partidos: “Se o preço da união for esse [a candidatura de Pauderney à Prefeitura], eu sou contra. Não vejo com simpatia, uma vez que ele não corresponde à imagem do Prefeito que eu desejo para Manaus. Se minha opinião valer alguma coisa eu desaconselho, mas a decisão não depende só de mim. Somos um partido e política se faz com muita conversa”, declarou..

Executiva nacional

O DEM tem a oitava bancada da Câmara dos Deputados. Apenas quatro senadores. Somente uma governadora de Estado. Dois escândalos de corrupção recentes. Ex-todo-poderoso do Congresso, ainda sob o nome de PFL (Partido da Frente Liberal), o Democratas passa por uma crise de representatividade. Às vésperas de uma eleição municipal, que poderia redimir a legenda, não faltam integrantes mais ansiosos por uma eventual fusão com o aliado PSDB do que por crescer nas urnas.
Apesar dos representantes do Democratas no Amazonas descartarem fusão com PSDB ou o final da sigla, lideranças nacionais se direcionam para o contrário. Agora, admitem membros do DEM, o cenário mais provável é de tentativa de fusão com o PSDB após as eleições municipais. “A diferença deve ser na forma”, disse um parlamentar da legenda que não quis se identificar. “Se o [deputado federal] ACM Neto ganhar a eleição em Salvador, se José Serra se eleger prefeito com um vice nosso, o cenário é um. Se isso não acontecer, as condições devem ser mais difíceis. Quando um partido fica muito maior que o outro, as condições para quem entra são piores.”
Caso a fusão aconteça, o novo partido teria 80 deputados –menos apenas do que o PT. Pode não ser o suficiente diante de uma avassaladora base aliada de Dilma, mas pode criar um grupo mais coeso.

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