“Fico no Amazonas. É uma questão de honra”

O blog do jornalista Ilimar Franco, no jornal O Globo, o apontou nesta semana como um potencial “indicado” por membros da cúpula do PSDB para disputar a prefeitura do Rio de Janeiro nas eleições de 2012. Mas o ex-senador amazonense Arthur Virgílio, que nas eleições de 2010 obteve 644.340 votos no Amazonas, prefere manter-se firme na sua postura de “não deixar o Amazonas, por nada”.
De Lisboa, onde segue a carreira diplomática na função de conselheiro da Embaixada Brasileira, Arthur respondeu à indagação do JC sobre a possibilidade aventada pelo O Globo e outras, que já lhe foram propostas ao longo da carreira política que o levou a ser escolhido em 2009 como o segundo senador mais influente do país e em 2010 o colocou no topo da lista, mesmo sendo de oposição ao governo.

Jornal do Commércio – O Sr. Aceitaria disputar a prefeitura do Rio, se fosse uma opção estratégica do seu partido?
Arthur Virgílio – Meu querido amigo, eu jamais trocaria o Amazonas por qualquer outra possibilidade. Essa proposta de ir para o Rio é antiga: fui convidado, antes, para disputar essa mesma prefeitura, o Senado e o governo estadual. Recusei sempre.

JC – Mas o Sr. é tido na cúpula do PSDB como um dos nomes de maior prestígio no Centro-Sul do país, com grandes possibilidades em qualquer Estado?
Arthur – Já quiseram levar-me para São Paulo. Recusei. O governador Marconi Perillo me propôs ser Secretário do Entorno Goiás-Brasília, pelo seu Estado de Goiás. Objetivo: dar-me asas na periferia do Distrito Federal para, junto com o trânsito de que desfruto no Plano Piloto, disputar o governo do DF em 2014. Recusei.

JC – Qual o motivo de o Sr. recusar tantas propostas políticas, já que o Sr. é um dos políticos mais conceituados do Brasil?
Arthur – Tudo que espero é ver as ações do MP Eleitoral julgadas (refere-se às ações impetradas pelo seu partido no Amazonas contra os senadores eleitos Eduardo Braga (PMDB) e Vanessa Grazziotin (PCdoB), por suposta compra de votos e abuso de poder econômico nas eleições para o Senado em 2010). Qualquer que seja o resultado, ficarei no Amazonas. É compromisso de honra.

JC – Haveria alguma hipótese em que o Sr. poderia ser candidato fora do Amazonas?
Arthur – Só seria candidato, além do Amazonas, em três hipóteses, duas delas longínquas: Presidência e Vice. A terceira seria, no voto direto, o Parlamento do Mercosul. Se os processos não tiverem sido julgados, no que não creio, antes de essa eleição se realizar em 2012, aviso que estou bem em Lisboa, lendo, estudando e me preparando para voltar à luta melhor do que dela saí.

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