13 de abril de 2021

“Acabar com 14º e 15º salários é demagogia”

A proposta do deputado estadual José Ricardo Wendling (PT) sobre o fim dos 14º e 15º salários da ALE (Assembleia Legislativa do Amazonas) continua fomentando polêmica entre os parlamentares da Casa, até mesmo entre colegas da oposição.

A proposta do deputado estadual José Ricardo Wendling (PT) sobre o fim dos 14º e 15º salários da ALE (Assembleia Legislativa do Amazonas) continua fomentando polêmica entre os parlamentares da Casa, até mesmo entre colegas da oposição. Para Marcelo Ramos (PSB), a defesa do petista surpreende porque “só agora José Ricardo, depois de oito anos de mandato como vereador e um como deputado estadual, levanta essa bandeira de luta?”.
A exemplo do deputado federal Audifax Barcelos (PSB/ES), que propôs a mesma iniciativa na Câmara Federal, em Brasília, José Ricardo quer reproduzir no Amazonas.
“Todo parlamentar tem que ter os mesmos benefícios como qualquer trabalhador. Não tem cabimento nenhum deputado, juiz ou promotor ter mais de trinta dias de férias. Assim também como todos os outros servidores de outros poderes, todo trabalhador recebe 12 salários e o décimo terceiro. Portanto, todos os agentes públicos, entre eles os políticos, os magistrados, promotores ou juízes têm que ter os mesmos 12 salários”, diz Ramos, que defende a propostas, mas não aceita demagogia em torno do assunto.
“Eu não concordo com o discurso do deputado José Ricardo (PT) de que é uma imoralidade ou bandalheira os 14º e 15º salários. Isso é uma garantia que se dava ao mandato do parlamentar. Hoje a sociedade não suporta mais e questiona esse tipo de conduta dos parlamentos. Eu respeito a sociedade porque somos representantes dela. O que não dá é para ficar fazendo demagogia em torno disso como está fazendo o deputado José Ricardo (PT)”, dispara Marcelo Ramos.
Para o deputado socialista, o assunto deve ser discutido entre os membros da Casa.
“O que deve ser feito é reunir os deputados e dialogar para chegarmos a uma conclusão, mas fazer disso uma bandeira que constrange aos outros deputados, isso eu não posso concordar. O ex- senador Jefferson Perez dizia que era uma imoralidade e abria mão de receber este benefício. Aí tinha um nível de coerência. O que não dá é virem dizer que é uma imoralidade e continuar recebendo todo ano”, revelou, lembrando que o ‘deputado do PT recebeu todos os ‘auxílio-paletó’ como vereador e recebeu no começo do ano como deputado’.
“Como pode vir agora dizer que é uma imoralidade? Então, com todo respeito, ele faz parte dessa imoralidade. Não importa o que fez com o dinheiro. O que acontece é que recebe o dinheiro. No meu ponto de vista todo parlamentar tem que ser bem remunerado dentro do limite do razoável, do que o Estado suporta. Hoje, se acabarem com os 14º e 15º salários, não significaria nenhum centavo de economia para o Estado por um problema simples: o orçamento da ALE é constitucional. É 4% de tudo que o Estado arrecada, portanto, se não se gasta com isso, vai se gastar com outra coisa, acho que tem coisas mais importantes para se preocupar”, reclamou.

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