‘Prévias dependem do PSDB’, diz Aécio

O senador Aécio Neves (MG) afirmou ontem que não depende dele a realização de prévias no PSDB, embora ele seja presidente nacional da sigla. Segundo Aécio, isso é responsabilidade da Executiva do partido, a quem deve ser dirigida uma eventual solicitação de realização de eleições internas para definição do candidato do partido à Presidência da República.
Aécio falou mais uma vez, agora em Belo Horizonte, sobre a proposta de prévias para a escolha do candidato do PSDB ao Planalto, feita pelo ex-governador José Serra. Aécio sugere que, se Serra realmente pretende participar, que formalize isso no partido.
“O estatuto [do partido] prevê isso. Eu não mudei de opinião, sempre defendi [a prévia]. Basta solicitação à Executiva, não ao presidente do partido. É a Executiva que vai definir como isso vai acontecer, quais os instrumentos para que isso possa acontecer”, afirmou.
Indagado se estaria disposto a se afastar da presidência do PSDB para que a disputa se dê em “igualdade de condições” – -conforme defendeu Serra, mas sem pedir esse afastamento de forma direta- -, Aécio disse “não ter escutado” isso de ninguém do partido. “É totalmente legítima a postulação dele [de querer prévia]. Eu não escutei essa proposta ainda [de afastamento da presidência]”, afirmou.
Enquanto isso, Aécio continua em ritmo de campanha eleitoral. Tal como ocorreu no final de semana no interior de São Paulo, ontem, em um ato de posse da presidência mineira do Instituto Teotônio Vilela, ele voltou a dirigir críticas ao governo do PT.
O ato era para dar posse ao ex-ministro Pimenta da Veiga na presidência do instituto em Minas. Dessa forma, Aécio oficializou Pimenta como o articulador da sua pré-campanha em Minas, mas também situou o ex-ministro do governo FHC e fundador do PSDB como um dos pré-candidatos ao governo mineiro.
O grito de “Aécio presidente” foi ouvido por várias vezes durante o evento.

De costas para Tancredo

Falando muitas vezes com tom de candidato, Aécio voltou a criticar a presidente Dilma Rousseff não apenas pelas questões administrativas e “promessas antigas”, mas até citando a memória do seu avô Tancredo Neves (1910-1985).
Para Aécio, Dilma desrespeitou o avô na semana passada, quando ela esteve em São João del-Rei, berço da família Neves. O desrespeito teria ocorrido porque a presidente discursou na cidade “de costas” para a estátua do ex-presidente.
“Não posso deixar de externar aqui a minha incompreensão em ver a presidente da República discursar de costas para a estátua de Tancredo Neves […]. Discursar de costas para a estátua de Tancredo Neves é discursar de costas para a democracia”, afirmou.
A queixa de Aécio é pelo fato de o palanque do evento que Dilma participou na cidade ter sido montado de costas para a estátua, que estava a cerca de cem metros do local do ato, na avenida que leva o nome de Tancredo. O fundo do palco dava para a imagem do avô de Aécio.

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