‘Política não pauta economia’

Ministro diz que questões de cunho partidário não interferem no combate à inflação

O ministro Guido Mantega (Fazenda) afirmou que o combate à inflação, feito pelo governo, “não se pauta pelo calendário político”. Índice oficial da inflação, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) ficou em 0,47% em março e atingiu 6,59% no acumulado dos últimos 12 meses, estourando o teto de 6,5% da meta do governo para 2013.
“Em 2010, elevamos os juros na véspera da eleição. Não nos pautamos por calendário político e o governo toma as medidas necessárias para assegurar o crescimento da economia”, disse hoje Mantega. Ele participa de evento organizado pela revista “Brasileiros” em São Paulo.
Haverá eleições no ano que vem, e o PT já dá como certo que Dilma Rousseff irá disputar a reeleição.
O ministro afirmou que a inflação de alimentos, em curso, atinge mais a população de renda baixa e atrapalha os investimentos do setor produtivo, por isso, disse ele, “o governo tem mantido grande atenção no controle da inflação”.
“Não titubeamos em tomar até medidas impopulares, como o aumento de juros”, afirmou. Analistas apostam que o Banco Central irá subir a Selic (taxa básica de juros), hoje em 7,25% ao ano, nas próximas reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária).

Alimentos
Os alimentos responderam por 60% da variação do IPCA do mês passado.
Com problemas climáticos, quebras de safra e a demanda interna aquecida (o que permite um nível maior de repasses aos custos), seguem como o principal vilão da inflação, com alta de 1,14% em março -haviam subido 1,45% em fevereiro e 1,99% de janeiro.
Esses fatores praticamente anularam a desoneração de tributos da cesta básica, promovida pelo governo no início do mês passado.
Em 12 meses, os alimentos acumulam alta de 13,48%, mais do que o dobro da inflação média no período.

Supermercados

Os preços mais salgados de alimentos afastaram os consumidores das gôndolas dos supermercados. As vendas do setor tiveram a maior queda em nove anos e levaram à retração do comércio varejista como um todo em fevereiro.
Apesar do emprego e do rendimento ainda em expansão, as vendas de alimentos e bebidas caíram 2,1% em fevereiro na comparação com o mesmo mês de 2012.
Foi a primeira redução desde março 2009 e a mais intensa desde novembro de 2003, quando o país vivia uma crise cambial e de confiança.
Em relação a janeiro, a perda foi de 1%, segundo o IBGE.
O comércio, que mantinha bons resultados graças ao dinamismo do mercado de trabalho, sentiu a corrosão do poder de compra com a forte alta dos alimentos e recuou 0,4% ante janeiro e 0,2% em relação a fevereiro de 2012 primeiro resultado negativo desde novembro de 2003.

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