‘Fui levada a esse rumo’, afirma Dilma

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Presidente responsabilizou Aécio Neves pelos ataques pessoais na reta final da campanha

A presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, responsabilizou nesta sexta-feira (17) o adversário Aécio Neves (PSDB) pelo aumento dos ataques pessoais na reta final da campanha eleitoral e disse que foi “levada” a adotar um tom agressivo.
No debate entre os presidenciáveis promovido pelo SBT, portal UOL, e rádio Jovem Pan nesta quinta-feira (16), a petista insinuou que o oponente foi apanhado dirigindo “sob álcool e droga” e que beneficiou parentes no governo de Minas Gerais.
O tucano, por sua vez, afirmou que um irmão de Dilma foi funcionário fantasma da Prefeitura de Belo Horizonte quando a capital era administrada pelo PT.
Em entrevista após ato político em Florianópolis, a presidente foi questionada sobre a agressividade nos debates e a decisão da Justiça Eleitoral que suspendeu uma propaganda do PT que acusava Aécio de perseguir jornalistas quando governou Minas.
Questionada se pretendia mudar o rumo da campanha, Dilma respondeu: “Eu não estou tomando este rumo, fui levada a esse rumo. Acredito que os debates seriam melhores se fossem mais propositivos”.
“Acontece que não é da mesma forma que o candidato adversário tem se comportado”, disse a petista, afirmando que preferia apresentar programas federais como o Pronatec e Minha Casa Minha Vida. “Agora, eu não posso me furtar ao debate que vier, porque sou candidata. Não posso usar de nenhum artifício e fugir das discussões”, concluiu.

Afagos
Dilma visitou Santa Catarina visando aumentar sua votação na região Sul, onde as pesquisas apontam vantagem de Aécio na corrida eleitoral. O tucano venceu as eleições no Estado no primeiro turno, com 52,8% dos votos válidos. Dilma teve 30,7%. À tarde, a petista irá ao Paraná, para uma caminhada em Curitiba.
A presidente fez diversos afagos ao governador Raimundo Colombo (PSD), reeleito no primeiro turno com 51,3% dos votos. Colombo fez campanha para José Serra, então candidato do PSDB, nas eleições de 2010, mas neste ano decidiu apoiar a petista.
“Há quatro anos eu não lhe apoiei, mas hoje estou aqui com a maior convicção”, disse Colombo, que citou várias vezes ter “gratidão” a Dilma por parcerias em obras de enfrentamento às enchentes, pelo apoio à exportação para frigoríficos sediados em Santa Catarina e pela duplicação da BR-101, ainda em andamento.
Dilma devolveu os elogios. “Entendo que vocês tenham eleito Colombo no primeiro turno, foi mais do que merecido. Homens públicos dessa envergadura sempre devem ser valorizados”, disse a presidente.
Ao lado de Dilma e Colombo, no palco montado em um centro de convenções de Florianópolis, estava Cláudio Vignatti, presidente do PT-SC e candidato derrotado ao governo.
Durante a campanha, ele fez forte oposição ao governador, mas ficou em terceiro lugar, com 15,5% dos votos.
Antes do comício, que reuniu militantes do PT e de partidos aliados como PMDB, PDT e PC do B, Dilma se reuniu com cerca de 160 prefeitos do Estado para pedir apoio na reta final.

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