Reneé Veiga: ‘Compromisso com a sustentabilidade’

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      Falar em ações ambientais desenvolvidas pelo Polo Industrial de Manaus pode parecer uma dualidade, mas existe o compromisso das indústrias com a sustentabilidade. Para falar sobre isso, convidamos a diretora-adjunta da Coordenadoria do Meio Ambiente e Rec. Naturais da Fieam, Reneé Veiga. Ela falou também sobre  a importação da Zona Franca de Manaus, a conservação da biodiversidade, o empreendedorismo na região, e algumas ações de políticas públicas no Estado.

Chamada de pulmão do mundo por alguns, a Amazônia abriga um dos maiores centros de produção industrial do Brasil: o Polo Industrial de Manaus. Em nossa visita à Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM),  não apenas exploramos as conquistas e desafios do setor industrial na Amazônia, mas também examinamos a visão de futuro das instituições do Polo Industrial de Manaus em relação à preservação das riquezas naturais da região. 

Com um enfoque claro na eficiência operacional e na responsabilidade social, essas instituições demonstram um compromisso firme com o desenvolvimento sustentável. Portanto, nossa conversa abrange desde o empreendedorismo na região até as políticas públicas que estão moldando o futuro do Amazonas, mostrando que a preservação ambiental e o progresso econômico podem coexistir em harmonia nesta parte única do mundo.

JC- Diretora Rennée Veiga, o que a Indústria amazonense vem fazendo como ação ambiental do Polo Industrial de Manaus?

RV– A Indústria amazonense possui um grande compromisso com a sustentabilidade. Entendemos a importância da ZFM para a conservação da nossa biodiversidade, e, por isso, as indústrias aqui sediadas, habitualmente, desenvolvem programas relacionados a responsabilidade socioambiental.

JC- Sabe-se Diretora, que a Fieam possui uma Gerência de Sustentabilidade e a Coordenadoria do Meio Ambiente, Rec. Naturais e Responsabilidade Social o que ela tem feito sobre as questões socioambientais e na elaboração de políticas públicas?

RV– Elas atuam diretamente nas questões socioambientais, sobretudo na elaboração das políticas públicas e da legislação referente aos temas, através das representações em Conselhos Temáticos e colaboração com o Poder Público na forma, estatuariamente, delineada. Aliás, desde o início da gestão do presidente Antônio Silva essa tem sido uma barreira importante hasteada pela Federação. Ele (o presidente) determinou a criação dessa estrutura de sustentabilidade dentro da Instituição, e, ainda a implantação de diversos programas internos relacionados a temática e direcionando essa ótica para as indústrias e sindicatos e pautando ações institucionais sempre considerando o viés da sustentabilidade.

JC- Como seria empreender hoje, na Amazônia?

RV-Empreender na Amazônia é um grande, mas prazeroso desafio. Acreditar na nossa gente, nas nossas potencialidades e utilizar de forma racional todos os recursos naturais únicos que aqui temos e fazer tudo de forma encadeada, gerando riqueza, renda e projeção para o nosso Estado, ao mesmo tempo em que preservamos a nossa biodiversidade, é uma grande e enriquecedora vivência.

JC- As Instituições instaladas no PIM possuem visão de futuro clara diante das responsabilidades com a preservação de riquezas naturais da região e demonstram preocupação em desenvolver estratégias que tornem suas atividades eficientes, e, socioambientalmente responsáveis?

RV- Habitualmente, gosto de destacar que hoje o Amazonas é muito mais do que apenas o nome de um estado brasileiro; é uma marca universalmente reconhecida, e, sinônimo de verde, de sustentabilidade. Hoje, entendemos que diversificar nossa matriz econômica passa obrigatoriamente pelo desenvolvimento da bioeconomia, da bioindústria.

     Assim, monetizar de forma responsável nossos ativos naturais únicos, utilizando-os em prol da indústria farmacêutica, cosmética de alimentos e outros, e, proporcionando ao mundo, nossas potencialidades sendo, entretanto, o grande desafio para os próximos anos.

JC- Qual seria, nesse caso, a meta principal da indústria amazonense?

RV-Atualmente, a meta da indústria amazonense, e que tem sido levada muito a sério, é, cada vez mais tornar nossos processos produtivos mais eficientes, mais limpos, mais sustentáveis e éticos, agregando o máximo de valor ao que aqui é produzido e gerando o mínimo de impactos negativos, concluiu. 

Por Lia Mônica – @lia.mônica

Redação

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Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.

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