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Pharmakos D’Amazônia lança produtos e planeja aumento no faturamento

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Fundada em 2001, pelo mestre em Ciências Farmacêuticas e professor aposentado da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Schubert Pinto, a Pharmakos D’Amazônia segue firme e forte no compromisso socioeconômico e ambiental com a região. Atualmente, à frente do negócio, a filha de Schubert, Samara Rodrigues (foto), explica o que motivou o pai a começar a empreitada.

“A Pharmakos surgiu de um sonho do meu pai, pesquisador e professor de tecnologia farmacêutica na Ufam. Os filhos concordaram em apoiá-lo e se especializaram nas demais áreas que a empresa precisava, como economia e o setor administrativo. Logo após concluir a faculdade procurei investir nas áreas ‘falhas’ da empresa que estavam ligadas à gestão, já que meu pai tinha muito conhecimento sobre desenvolvimento de produtos e quase nenhuma experiência na área administrativa, financeira, fiscal, tributária, regulatória e outro itens que a empresa precisou para crescer e se manter saudável todos esses anos”, recorda.

Segundo a CEO, a proposta inicial da Pharmakos visava a promoção da saúde e beleza por meio de insumos da biodiversidade amazônica em três pilares: geração de renda, qualidade de vida à população e o respeito ao meio ambiente.

O nascimento da empresa ocorreu a partir de um plano de negócio, apresentado e apoiado inicialmente pelo SEBRAE e pelo Centro de Incubação e Desenvolvimento Industrial (CIDE) – onde as instalações da Pharmakos permaneceram por oito anos.

Um dos produtos mais conhecidos da Pharmakos D’Amazônia é um gel massageador para o tratamento de contusões e alívio de dores. De acordo com Samara, o portfólio da marca é composto por 70 itens. Insumos presentes na região amazônica como a copaíba, andiroba, urucum e guaraná são alguns, dentre outros, que integram as composições da marca. A matéria-prima é adquirida de cooperativas rurais e ribeirinhos em municípios do interior do Amazonas, entre eles Maués, Codajás e Urucará.

Recentemente, a empresa fez a migração de sua área fabril para o recém-inaugurado hub Distrito Industrial de Micro e Pequenas Empresas (DIMPE), localizado na capital amazonense. Em números, a perspectiva é de um aumento de 15% no faturamento da empresa nos próximos dois anos, sendo R$ 9 mi em 2024, e R$ 10,5 mi em 2025.

A meta, como adianta a empreendedora, é o lançamento ainda no segundo semestre de 2023 de uma linha de óleos ozonizados de abacate, rícino, arnica e rosa mosqueta e de mais dez produtos em 2024, além de otimizações no processo de exportação. “Nossos produtos têm autorizações pelo SISGen (Sistema Nacional de Gestão do Patrimônio Genético e do Conhecimento Tradicional Associado), Ibama e Anvisa. A Pharmakos está em constante desenvolvimento, possuímos projetos de incentivos a startups para formar parcerias, pois muitas delas possuem excelentes produtos, mas não possuem orientação ou condições de legalizá-los e assim colocá-los à venda, além de Joint Venture, White Label, Spin-off”, encerra.

(FOTO)

Estudo aponta planta nativa amazônica como substituta ao mercúrio no garimpo

Uma pesquisa conduzida pela Universidade Federal de Rondônia (Unir) pode dar fim ao uso do mercúrio usado no garimpo do ouro. É importante lembrar que a tal substância vem poluindo peixes, rios e pessoas. Uma nota técnica produzida pela WWF-Brasil, baseada na análise da OTCA sobre o garimpo ilegal, aponta que a contaminação afeta, principalmente, as comunidades ribeirinhas e indígenas da Amazônia. Tanto que a concentração média de mercúrio no organismo de populações ribeirinhas é de 15,44 partes por milhão (ppm), bem superior a 10 ppm, a quantidade máxima indicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como segura para a saúde humana. Agora imagina poder usar o ‘pau-de-balsa’, árvore nativa da Amazônia, como substituto ao metal tóxico? É esse o fundamento do estudo da Unir. Os experimentos com a folha da planta têm se mostrado promissores em separar o ouro dos demais sedimentos, porém a pesquisa ainda não conseguiu identificar quais constituintes químicos são responsáveis por esse efeito. Mas, essa luz no fim do túnel já é um passo e tanto.

Com o elevado preço do gás de cozinha, consumo de lenha cresceu 

Um levantamento do Observatório Social do Petróleo (OSP) constatou que o preço do gás de cozinha vendido pela Refinaria da Amazônia (Ream), privatizada no fim do ano passado, é o mais alto do Brasil e custa 72% acima do cobrado pela Petrobras (BVMF:PETR4). Pra se ter uma ideia desse disparate, enquanto o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) nas estatais custa R$ 31,66, na refinaria amazonense, do Grupo Atem, o gás de cozinha sai por R$ 54,41, uma diferença de R$ 22,75! Mama mia!

E como o povo cozinha? Bom, o jeito foi recorrer ao passado e utilizar a lenha em substituição à botija de 13 quilos, ou seja, enquanto o planeta caminha para uma sociedade mais tecnológica, inclusiva e inovativa, a gente vai meio que pro período das cavernas, quando se trata de acesso a um item fundamental à nossa sobrevivência que é comer! Olha só: de acordo com a análise do OSP, com base no Balanço Energético Nacional 2023, o uso da lenha, que havia regredido entre os anos 2007 e 2013, voltou a crescer nos anos subsequentes, chegando em 2022 ao maior volume dos últimos 13 anos. Nesse ano, as famílias consumiram 24,2 milhões de toneladas de lenha, aumento de 225 toneladas em relação ao ano anterior.

Uniforme de comissários da AA com ‘formol’ rende indenização de US$ 1 milhão

Essa vem direto da terra do Tio Sam e colocou a American Airlines (AA) numa ‘saia justa’. Em 2016, a companhia aérea introduziu um novo uniforme para os seus comissários de bordo. Ocorre que, para evitar ‘rugas’ nos tecidos, o fornecedor utilizou formaldeído (nome oficial Metanal e chamado popularmente de formol) nas peças de roupas. A partir daí, vários comissários passaram a desenvolver doenças, como: problemas respiratórios, náuseas violentas e sensibilidades cutâneas. Por causa disso, num longo processo judicial travado na Califórnia, de acordo com o Washington Post, quatro comissários receberam a indenização de US$ 1 milhão.

RÁPIDAS & BOAS

Na terça-feira (7/11), às 15h (Horário de Brasília), no canal da FGV (Youtube), irá ocorrer a palestra ‘Inteligência Artificial – A Ascensão das Máquinas’, ministrada por André Barcaui, autor de diversos artigos e livros na área gerencial. Ele vai explorar como a Inteligência Artificial (IA) está cada vez mais presente no cotidiano, passando uma visão geral da história e do crescimento de aplicações, considerando as oportunidades e desafios que esse movimento representa. Segue link para inscrição (https://encurtador.com.br/knIRV).

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Startups de todo o país podem se inscrever até o domingo (12/11) para a chamada pública do programa Conexão Cocred – Rodada #2, iniciativa da cooperativa de crédito Sicoob Cocredem parceria com o Manaus Tech Hub (MTH), espaço de inovação e empreendedorismo do Sidia Instituto de Ciência e Tecnologia. Segue o link, para informações e inscrição (https://encr.pw/EXscW).

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O Sebrae-SP e o TikTok lançaram um concurso para microempreendedores de todo o país. A plataforma vai premiar até R$ 1,5 milhão para negócios com impactos positivos nas postagens da plataforma. As inscrições vão até o domingo (12/11). Informações e o regulamento estão disponíveis pelo link (https://encurtador.com.br/kqO59).

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Nos dias 22 e 23/11, das 13h às 20h, acontecerá no Centro de Convenções do Manaus Plaza Shopping, a 4ª edição do ‘Senac Capacitar Manaus’, organizado pelo Senac-AM, o evento visa ao aprimoramento profissional em campos do comércio de bens, serviços e turismo. As inscrições estão disponíveis para empresários e colaboradores, e podem ser realizadas pelo link (https://encurtador.com.br/gkLT2).

Cristina Monte

Cristina Monte

Cristina Monte é articulista do caderno de economia do Jornal do Commercio. Mantém artigos sobre comportamento, tecnologia, negócios.

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