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Papai Noel: “sou elo entre as pessoas”

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Depois de sair ainda adolescente de sua terra natal, os arredores do Polo Norte, e rodar o mundo em busca de viver suas maiores fantasias, o Papai Noel achou outro Norte para chamar de seu. Ele fincou raízes aqui, em Manaus, no meio da Amazônia. Em terras manauaras, o nome escrito em seus documentos é Loránd Lajos. Aqui, ele dirige um jipe e tem dois filhos, que são seu maior orgulho. Mas, o documento que ele apresenta com orgulho é uma licença para dirigir trenó pelos céus. No cartão, o seu nome real: Santa Claus, ou Papai Noel. Foi com essa figura fantástica que o Trends JC desta sexta-feira conversou.

Trends JC recebe o Papai Noel às vésperas do Natal (Fotos: Jefferson Viegas)

“Não podemos deixar morrer a fantasia”, diz o Papai Noel Loránd. Do alto de seus 1,95m, ele ostenta uma linda barba branca, usa óculos de aro dourado e roupas típicas do seu trabalho. Ele garante que suas renas voam excepcionalmente nas noites de Natal, após ele despejar sobre elas uma loção mágica, que carrega em sua maletinha vermelha. “Não posso deixar essa maletinha por aí, para que ninguém use a magia de forma errada”, garante, explicando que na malinha há uma porção de liquen (comida de rena), licença para dirigir trenó, loçao mágica, sino de rena e sino do Papai Noel. “Na noite de Natal, eu saio voando com meu trenó e minhas renas para deixar os presentes para todas as crianças que se comportaram durante o ano e levo essa maletinha comigo”, conta, lembrando que ele é uma “mentira que nunca será verdade”.

A vida de Loránd sempre foi marcada pelo dia 25. Ele deixou a Hungria no dia de Natal e chegou a Manaus também nesta data. Ele vive de magia. Sua persona o Papai Noel dura o ano todo. Ele cultiva não apenas a barba típica, mas pratica bondade e gosta de exercitar o espírito de Natal durante o ano todo. “Quando os pais mantêm a chama da magia viva, meu trabalho faz sentido. Fico triste, quando vejo uma criança de 6 anos que não acredita mais em mim. Sou uma pessoa que gosta de ajudar e fazer o bem. Acho que isso me ajuda a fazer esse trabalho”, conta o húngaro-manauara com seu sotaque arrastado. “Sou o elo entre as pessoas. Tenho orgulho disso”.

Durante a entrevista, o Papai Noel se revelou um grande contador de histórias. Falou sobre a origem da tradição de Natal e de como “ele” nasceu e como perdura até hoje a conexão entre o Natal e o Papai Noel. “As figuras do Papai Noel são diferentes em cada região, continente ou País. Seja qual for a cor da roupa ou o nome que ele é chamado, uma única coisa é igual para todos: o símbolo. Em todos os lugares, o Papai Noel é a união e a representação do amor e da solidariedade”, conta.

Ele saiu de um Polo Norte congelante para um Norte quente. 

Acostumado com as temperaturas negativas de seu País, a Hungria, o calor não o incomoda, mas, a saudade… essa, sim! Ele sente falta das renas, da neve e das tradições diferentes do outro lado do mundo, mas já se considera manauara. Parece que, assim como Deus, Noel também é brasileiro.

O Papai Noel Loránd, que tem licença para dirigir trenó voador na noite de Natal e dirige um jipe no resto do ano, gosta de promessas. Sua extensa barba, de quase 80 cm, é fruto de uma promessa. Ele também prometeu que irá à Parintins e levará uma roupa azul na mala. Ele promete atender às crianças que se comportaram durante o ano e, pelo menos aqui no Jornal do Commercio, ele já cumpriu (os filhos dos colaboradores receberam muitos presentes). Nós prometemos uma coisa a ele também: nunca deixar a magia do Natal se apagar. Que assim seja! Feliz Natal, da nossa família, para a sua.

Por Lilian D’Araujo 

@lydcorr

Lílian Araújo

Lílian Araújo

É Jornalista, Artista, Gestora de TI, colunista do JC e editora do Jornal do Commercio

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