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Inovação na saúde da mulher: autocoletor pode redefinir a detecção do câncer de colo do útero

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O câncer de colo de útero continua a ser uma das principais causas de mortalidade entre as mulheres brasileiras, com números alarmantes especialmente na região Norte. No estado do Amazonas, em particular, a situação atinge níveis preocupantes, demandando atenção urgente e ação coordenada.

Para o triênio 2023-2025, estima-se que ocorrerão 17.010 novos casos de câncer de colo de útero no Brasil, resultando em uma taxa bruta de incidência de 15,38 casos a cada 100 mil mulheres. Além disso, a doença mata cerca de 7 mil brasileiras por ano.

Analisando regionalmente, observa-se que o câncer de colo do útero é o segundo mais incidente nas regiões Norte e Nordeste, com taxas de 20,48 e 17,59 casos a cada 100 mil mulheres, respectivamente. O Amazonas lidera as estimativas de câncer de colo do útero no Brasil, com uma prevalência de 31,71 casos para cada 100 mil mulheres. Essa taxa é quatro vezes superior à de estados como São Paulo e Rio Grande do Sul. Os dados, do Instituto Nacional do Câncer, refletem os desafios enfrentados na região, incluindo os gargalos de acesso ao exame papanicolau, a baixa adesão à vacina contra o papilomavírus humano (HPV) e o fator constrangimento que é um obstáculo para muitas mulheres.

Os números evidenciam a necessidade de intensificar os esforços de prevenção e acesso aos serviços de saúde, especialmente na região Norte. A conscientização sobre a importância do exame preventivo e da vacinação contra o HPV é essencial para enfrentar esse desafio e garantir a saúde e o bem-estar das mulheres em todo o país.

Pensando nisso, o combate a essa doença ganha novas perspectivas com iniciativas que visam facilitar o acesso ao diagnóstico precoce, reduzindo os obstáculos que muitas mulheres enfrentam para realizar exames médicos. Uma dessas inovações é o autocoletor de papanicolau desenvolvido pela empreendedora Jenni Garzon (foto), que está revolucionando a forma como as mulheres se cuidam.

Jenni conta sua motivação por trás do desenvolvimento do produto. “Eu sempre tive muita vontade de erradicar o câncer de colo de útero, principalmente porque perdi minha mãe para esta doença quando eu tinha 14 anos. Por isso criei o produto, para que todas as mulheres tenham acesso e se cuidem da melhor forma.” Além do produto, ela fez uma parceria com um laboratório para desenvolver toda a tecnologia para a análise do exame.

O processo é simples: as mulheres recebem o coletor em casa, junto com um manual de instruções detalhado e uma ficha para responder sobre seu histórico de saúde e garantir que estão em condições mínimas para a realização do autoexame. O exame é vendido de forma virtual e, posteriormente, analisado pelo próprio laboratório, garantindo confiabilidade e privacidade.

“É importante destacar que a nossa tecnologia oferece resultados precisos e rápidos, reduzindo o tempo de diagnóstico. Com testes moleculares, atingimos 99,8% de precisão nos resultados”, enfatiza Jenni. Ao oferecer resultados rápidos e precisos, essas tecnologias podem desempenhar um papel crucial na detecção precoce e no tratamento eficaz da doença, potencialmente salvando inúmeras vidas.

Esses avanços tecnológicos não apenas proporcionam resultados precisos, mas também são acompanhados por um atendimento humanizado, com suporte emocional às pacientes.

O estrategista comercial e representante do produto na região Norte, Flávio Silva Oliveira ressalta a importância crucial do exame de detecção do HPV na prevenção do câncer de colo do útero, já que a detecção precoce pode ser determinante para salvar vidas. “Esta inovação é particularmente relevante para comunidades distantes ou marginalizadas, onde os serviços de saúde são limitados ou onde o estigma associado à realização de exames ginecológicos pode desencorajar as mulheres de procurarem cuidados preventivos.”

Apesar do valor de venda ao público em geral, atualmente em  cerca de  R$ 1 mil, a empresa tem buscado democratizar o acesso ao teste. Mais de 1 mil testes foram doados para a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), que foram aplicados em mulheres de cinco cidades de todas as regiões do Brasil, como parte de um projeto-piloto, buscando expandir seu impacto e tornar a prevenção mais acessível a todas as mulheres. Vida para todas as mulheres!

(FOTO)

Pesquisa e empreendedorismo em prol de famílias amazonenses

Em 2017, quando a paraense Ingrid Telles era aluna de Engenharia de Produção pela  Faculdade Estácio, talvez não imaginasse que seus estudos e dedicação pudessem render bons frutos no futuro. Naquela época, ela desenvolvia um projeto para ser exposto no primeiro parque tecnológico do estado do Pará, o PCT-Guamá. Para sua surpresa, o trabalho que consistia no desenvolvimento de um filtro utilizando manga como matéria-prima foi premiado como um dos melhores da feira. Segundo ela, aquele foi o primeiro momento em que pensou seriamente sobre os motivos que a fizeram merecer o prêmio e sobre a possibilidade de ter seu próprio negócio.

Os primeiros passos foram, sem dúvida, os mais desafiadores. No entanto, a persistência foi fundamental para a criação da startup Ver-O-Fruto, projeto-piloto que visa levar água potável de forma rápida e eficaz para as famílias ribeirinhas do Amazonas, através de um sistema de tratamento capaz de suprir a demanda de até 100 famílias, utilizando caroços do açaí como filtro.

De acordo com a empreendedora, o crescimento do negócio e dessa ação social é apenas uma questão de tempo, pois fazer com que o sistema seja uma produção escalável não acarreta custos fixos significativos, o que facilita a gestão e execução eficientes do sistema. Atualmente, as famílias da Ilha das Onças e da Ilha de Combu já estão sendo atendidas.

A trajetória da empreendedora, que também é aluna de mestrado em Engenharia Industrial pela Universidade Federal do Pará (UFPA), demonstra como uma ideia inovadora, originada em um parque tecnológico, pode evoluir para uma startup de impacto, enfrentando desafios e promovendo mudanças positivas em comunidades carentes da Amazônia.

Mercado imobiliário: o desempenho da Home Negócios Imobiliários Ltda.

Fundada em 2020 pelas empreendedoras Jéssica Califórnia e Ana Rute Pinheiro, a Home Negócios Imobiliários tem realizado o sonho de muitos manauaras: a conquista da casa própria.

O setor da construção civil, apesar de sensível às variáveis do mercado, apresentou bom desempenho em Manaus no segundo trimestre de 2023, quando foram lançados seis empreendimentos residenciais verticais, resultando em um total de 2.312 unidades, de acordo com dados da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas (Ademi-AM).

Aproveitando essa performance, segundo Jéssica, a Home é campeã em vendas para as construtoras de Manaus, alcançando a marca de R$ 12 milhões  em comercializações pela empresa, que registra um faturamento  anual de cerca de R$ 500 milhões.

Atualmente, a Home atua exclusivamente na comercialização de imóveis de Manaus,  o que lhe rendeu importantes premiações, como “Campeões de Vendas” das construtoras da capital amazonense, com destaque para as premiações trimestrais de 2023, realizadas em parceria com as construtoras MRV e Morar Mais. No nível nacional, a Home recebeu premiações consecutivas nos anos de 2023 e 2024, concedidas pelo Instituto Nacional de Pesquisa e Qualidade (INPEQ).

RÁPIDAS & BOAS

No sábado (9/3), a partir das 14h, ocorrerá a 1ª Edição do evento denominado “Café com Networking (CCN)”. O encontro será realizado no  Calicantus Casa de Eventos, situada na Rua Kamakamura, Portal do Japão, Parque 10. A programação é uma homenagem ao Dia Internacional das Mulheres e tem como objetivo apresentar o Clube Mulher Brilhante em uma tarde repleta de networking, conteúdo e discussões voltadas para o empreendedorismo feminino, visando fomentar negócios e parcerias estratégicas entre as participantes. Inscrições podem ser realizadas por meio do site (https://encurtador.com.br/CKO48).

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As inscrições para a segunda edição do “Elas Exportam”, programa de mentorias que busca aumentar a participação de empresas lideradas por mulheres no comércio exterior, foram prorrogadas até o domingo (10/3). O programa é uma parceria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Informações e inscrições estão disponíveis pelo link (https://encurtador.com.br/fkoK3).

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A Rede Mais Mulheres Empreendedoras realizará na segunda-feira (11/3), das 19h às 22h (Horário de Brasília), um encontro virtual voltado para mulheres de negócios, que terão a oportunidade de conhecer e trocar experiências com outras empreendedoras, além de participarem de palestras e workshops práticos. A inscrição é gratuita e está disponível pelo link (https://encurtador.com.br/dsAW4).

Cristina Monte

Cristina Monte

Cristina Monte é articulista do caderno de economia do Jornal do Commercio. Mantém artigos sobre comportamento, tecnologia, negócios.

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