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Estátua do Tenreiro Aranha está limpa e à espera de restauro

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Não foi um restauro de obra de arte; não foi uma reforma; não foi uma intervenção permanente. Foi apenas uma limpeza de uma estátua que estava debaixo de décadas de sujeiras das mais diversas. É o que garante a artista visual Rosa dos Anjos, convidada do Trends JC desta quarta-feira (8). Estamos falando da pintura em dourado do monumento à Tenreiro Aranha, que fica localizado na praça 5 de Setembro, a popular praça da Saudade.

Quem não lembra da confusão, polêmica, briga e gritaria nas redes sociais da sociedade manauara há umas semanas? Pipocaram vídeos, fotos e posts na timeline baré de críticas à intervenção artística que deixou a estátua dourada de um dia para o outro. E surpreendente mesmo é alguém notar alguma coisa nas praças locais. Porque, convenhamos, acontece de tudo nas praças e não vemos muitos posts sobre vandalismo; abandono; depredação do patrimônio histórico. E, bora combinar, isso é rotina na cidade.

Mas, voltando ao tópico da discórdia, muito se criticou, no longínquo meados de janeiro, a pintura em dourado feito de forma voluntária pela artista sobre a estátua. Mas, apesar de afetar alguns gostos pessoais dos influencers locais, muitos especialistas atestam: ela não cometeu nenhum erro técnico. “Recebi muitas acusações e críticas, mas chegou a mim também muitos elogios ao trabalho e, até mesmo, aprovação técnica de um especialista, pós-doutor em história, do Sul do país que saiu em minha defesa. Então, aproveitei a visibilidade para disseminar ainda mais a minha arte. Já estou preparando novos lançamentos para este ano”, comemora Rosa dos Anjos.

A intervenção feita na estátua de Tenreiro Aranha passou primeiro por uma limpeza, feita com limão, sal e vinagre, segundo a artista. “Foi bonito de ver a real coloração da estátua de bronze. Ao passar a mistura de sal, limão e vinagre, pude ver as feições do rosto de Tenreiro Aranha, a espada… coisas que ninguém nunca tinha visto, porque estava coberta de fezes e outras sujeiras”, relata a artista que subiu pessoalmente em um guindaste para limpar o monumento, recebendo ajuda de algumas pessoas e apoio técnico de uma empresa (que disponibilizou o guindaste).

Depois da limpeza, a artista pintou a estátua de dourado, em uma cobertura provisória, tanto que já está desaparecendo. “Quem passa no local hoje pode observar que a pintura já está saindo. Agora, é necessário que os órgãos competentes façam o restauro, sim. Precisamos preservar nossas artes históricas”, alertou a artista que não recebeu pagamento pelo serviço. “Fui voluntária”, garante.

A artista visual amazônida já é figura frequente em exposições na Europa e em muitos outros locais do mundo com a sua obra. Participou de mostras no Leste europeu e pretende trazer para Manaus uma ação conjunta com artistas de Paris, entre outras iniciativas internacionais. 

Durante a entrevista ao Trends, Rosa revelou que irá trabalhar em ações no Museu do Índio de Manaus, pretende fortalecer suas parcerias internacionais, quer ensinar alunos a fazer estátuas de bronze e tem tanta energia, que está preparando mais um monumento, desta vez em homenagem ao Rei Pelé e conta: será dourada.

Rosa dos Anjos conta no podcast de variedades do JC que nem a doença com a qual convive é capaz de derrubá-la, por isso, está tentando usar os holofotes que ganhou com a polêmica, para atrair público para sua arte. “Se me jogam pedras, coleto e construo um novo monumento”, ensina.

Lílian Araújo

Lílian Araújo

É Jornalista, Artista, Gestora de TI, colunista do JC e editora do Jornal do Commercio

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