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Eleitor admite que teme a disseminação do ódio na política

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Que garantias tem hoje o eleitor brasileiro? O cenário é extremamente preocupante. Mesmo antes do início da campanha eleitoral, o Brasil já assistia episódios de violência política envolvendo seguidores de Bolsonaro e Lula, apesar de algumas autoridades de segurança divergirem desses fatos.

Na realidade, hoje a situação é atípica. O eleitorado teme ser alvo de agressões. O fanatismo impera, ameaçando a integridade da população. Se alguém revelar publicamente suas escolhas, por um ou outro candidato, é como se submeter a um ninho de cobras prestes a atacar, não importando seja lá qual for a sua vítima.

As eleições no Brasil geraram um clima de disputa no futebol. As torcidas se agridem. E muitas vezes, as agressões acabam em mortes e feridos, deixando perplexos quem ainda tem discernimento para conviver em paz e harmonia.

Basta consultar uma pessoa nas ruas sobre a sua preferência na reta final da campanha no segundo turno que, em seguida, vem a resposta. “Prefiro não revelar o meu candidato”.

Há muitas motivações, mas sempre com conotações políticas. Não estamos mais na velha república ou no coronelismo de barranco, que mandavam matar seus desafetos.  E quem não se enquadrasse em suas políticas, era morto literalmente. 

Os recentes assassinatos motivados por enfrentamentos entre lulistas e bolsonaristas ainda reverberam nas mentes do eleitorado. Fanáticos não hesitam em até morrer por defender suas ideologias, as cores partidárias e preferências, ora pendendo para a esquerda, ora para a direita.

Porém, o que se viu nesses episódios que culminaram em homicídios foi uma ação caracterizada como extrema direita. Futilidades tiraram a vida de pessoas. Em uma democracia, todos têm direito de pensar e decidir por suas escolhas. Porém, infelizmente não é que se vê hoje.

Parece que esses princípios democráticos deixaram de nortear consciências. Os brasileiros estão inflamados com tanta disseminação do ódio na política. As eleições se transformaram em uma guerra, literalmente.

E dizer que o brasileiro é inocente, suporta as consequências sem esboçar qualquer reação, é um ledo engano. Ao contrário, o fanatismo político já toca fundo o eleitor, dividido entre apoiar Bolsonaro ou Lula.

Ninguém quer ver o Brasil mergulhado em sangue (desculpa pelo exagero), com seus cidadãos expostos a tanta violência. E isso não é impossível de acontecer. Estamos como que andando em ovos, expostos a situações de riscos iminentes.

Não navegamos mais em águas calmas como antes. O cenário se inverteu. Em vez de promover tranquilidade, a polarização na política se transformou em uma hecatombe que pode ser detonada a qualquer momento. Lastimável.

Nota abre Perfil

Agora, falta pouco….!

O segundo turno está próximo de ter o seu desfecho. Os candidatos têm praticamente uma semana para fisgar os eleitores. Nesta reta final da campanha, a metralhadora giratória se direciona para um ou outro oponente, de acordo com os interesses e conveniências políticas. É o último pavio do jogo do tabuleiro eleitoral que fará diferença nas urnas eletrônicas. No Amazonas, o governador Wilson Lima (UB), que tenta a reeleição, lidera as intenções de voto, segundo as últimas pesquisas. E chegou a ter uma diferença de 16 pontos porcentuais em relação ao senador Eduardo Braga (MDB), seu oponente.

No plano nacional, Lula continua liderando. Mas a diferença é praticamente ínfima – está com 50%, contra 46% de Bolsonaro. Se pesquisa ganhasse eleição, o petista já estaria eleito. Porém, esses dados deixaram de ter credibilidade junto à população. Suas previsões no primeiro turno naufragaram, o que hoje impacta diretamente no eleitorado. Portanto, não há favoritos. Mas no domingo, dia 30, o Brasil vai conhecer o seu novo presidente. E que vença a melhor escolha para o País.

Contraofensiva

O TSE aprimorou o seu aparato logístico para combater fake news que tentam prejudicar os candidatos, de acordo com os seus seguidores. As mídias sociais exibem vídeos contendo as coisas mais bizarras. Bolsonaro e Lula são demonizados. O fanatismo assusta. A violência já é transparente, ameaçando eleitores. O País vive uma situação atípica com tantas pendengas políticas que podem culminar em confrontos. Se o sistema de segurança não apertar o cerco, estamos próximos de uma tragédia.

Petista?

Os seguidores de Bolsonaro não cansam de atacar o ministro Alexandre de Moraes. Dizem que o magistrado é até o vice de Lula na corrida pela Presidência da República. Até o próprio presidente já se reportou dessa maneira. Moraes é demonizado tanto quanto o líder do PT. E, com certeza, deve circular com escolta armada, temendo algum atentado. Vai lá, tem um bolsonarista de plantão em qualquer esquina, e pá….É o que mais se comenta nos bastidores do TSE, segundo fontes da mídia brasileira.

Mamata

A Justiça acabou com a mamata de ex-governadores do Estado que recebiam pensão vitalícia no Amazonas, entre eles Amazonino Mendes, Eduardo Braga e José Melo. Omar Aziz só não estava recebendo o benefício por ser senador. O Brasil é o país das benesses, mas só poderosos são contemplados, enquanto grande parte da população vive à míngua, sem ter praticamente o que comer diariamente. Um mundo tão desigual só corrobora para agravar a questão social. E o crime tem as cartas na manga.

Pedofilia

O senador Omar Aziz (PSD-AM, reeleito este ano, abriu um processo contra Bolsonaro que o acusa de pedofilia. Os dois são grandes desafetos. E protagonizaram muitos embates durante a CPI da Pandemia no Senado. Faz tempo que o parlamentar convive com a ‘pecha de pedófilo’, como atacam seus adversários políticos, como o próprio presidente da República. Mas agora está decidido a contestar os ataques na Justiça. Porém, nem isso foi suficiente para tirá-lo do Senado pelo Amazonas.

Insatisfação

Os bastidores da Câmara Municipal de Manaus ainda fomentam muita polêmica com a manobra do vereador David Reis (Avante), presidente da Casa, de mudar a Loman para tentar a sua reeleição. As forças estão divididas – uns apoiam a proposta do presidente e outros são contrários. O placar é de 19 favoráveis e 20 contra. O prefeito David Almeida (Avante) está preocupado. A pendenga acabou rachando a sua base de apoio no legislativo municipal. E, agora, tenta apagar o incêndio. Qual será o desfecho?

Operação

A PF prendeu suspeitos de pedofilia e apreendeu material pornográfico durante operação no Amazonas e em outros Estados. Agentes federais estiveram até em municípios ribeirinhos, onde também foram constatados os crimes. E acabaram efetuando prisões. Impressionante. A sociedade está doente. Tanta volúpia é uma ameaça às famílias. As crianças estão desprotegidas. Os pedófilos se proliferam nas redes sociais. Os pais devem redobrar os cuidados com os filhos.

Ouro

O garimpo ilegal prolifera na Amazônia. E pode ter movimentado R$ 300 milhões, segundo a PF. O problema é que as próprias autoridades constituídas são subornadas pelos criminosos. O poder do dinheiro faz a diferença. Investidos de cargos, poucos não conseguem ceder ao assédio de empresas que operam essas atividades ilegalmente. O mercúrio, usado para detectar o ouro, contamina o meio ambiente, principalmente a fauna, de onde as comunidades indígenas tiram o seu sustento.

FRASES

“Faço uma homenagem a todos os servidores da Justiça Eleitoral. E que prevaleça a democracia”.

Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado, ao comentar eleições.

“Nunca fui contra o aborto”.

Lula, presidenciável do PT, desmentindo denúncias de seguidores de Bolsonaro.

Redação

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.

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