16 de janeiro de 2022
é doutor em Ciências do Ambiente / Economia Ambiental – Universidade Federal do Amazonas
é doutor em Ciências do Ambiente / Economia Ambiental – Universidade Federal do Amazonas

Sérgio Gonçalves

Custo da burocracia na execução de projetos ambientais

Recentemente numa tentativa de executar um projeto na área ambiental, devidamente aprovado, conveniado e com uma expectativa bastante otimista em atingir os objetivos proposto no escopo do mesmo, acabei me defrontando com algo que parecia já ter sido superado: a burocracia no setor público.  Sabemos que a burocracia é um dos maiores obstáculos para o crescimento econômico e para a expansão dos negócios no Brasil, e, mais recentemente, tenho observado que a pesquisa e desenvolvimento segue a mesma direção, podendo implicar em perdas para sociedade, na medida em que os custos manifestados nos excessivos processos de controles e exigências, acabam

O antagonismo e o Dia Mundial do Meio Ambiente

Esse é o terceiro ano consecutivo que tenho a oportunidade de escrever nesse importante espaço sobre o Dia Mundial do Meio Ambiente. Certamente, alguns sabem de meu convencimento que iniciativas pontuais e sem escala, regulamentações isoladas e descontinuidade de ações governamentais, tem contribuído negativamente para o avanço da agenda ambiental. Nesse sentido, olho para trás e embora veja bons exemplos, esforços e otimismo nessa pauta, ainda estamos verdadeiramente longe do Desejável.  Não é em face das diversas operações associadas a apreensão ilegal de madeira, índices crescentes de desmatamentos ilegais, queimadas, vigor da indústria da ilegalidade,  troca de acusações entre lideranças,

Conservação inclusiva e baseada na comunidade

Recentemente tive a oportunidade de participar de um debate sobre os impactos do Covid 19 na saúde humana e por consequência, em  atividades produtivas em unidades de conservação – UC´s de uso sustentável.  Medidas alternativas, programas alternativos, biossegurança,  biodiversidade local e economia foram temas que naturalmente surgiram, em uma perspectiva pós-pandemia para conservação e melhoria da qualidade de vida das comunidades residentes nestas áreas e entorno.  Não há dúvidas que o impacto sobre a saúde humana leva à medidas imediatas de profilaxia nas mãos, uso de máscaras, distanciamentos, diminuição do fluxo de pessoas não residentes de UC´s, atividades colaborativas e

Conscientização sobre as mudanças climáticas

Esse mês, mais especificamente no dia 16 de março foi celebrado o Dia Nacional da Conscientização sobre as Mudanças Climáticas. Sabemos que em um País cheio de desafios, mais recentemente por conta da pandemia, incertezas econômicas, desemprego, desacordo entre poderes, desigualdades e preconceitos, essa “reflexão climática” pode até passar por algo invisível e distante para a sociedade como um todo, no entanto, a mesma é de suma importância e merece a atenção de qualquer pessoa que habite nosso planeta. Não tenho nenhuma pretensão em esgotar o assunto e nem mesmo citar divergências políticas e/ou cientificas em torno do tema, mas o fato que

O risco de marginalização do manejo de florestas naturais

Em julho de 2019, escrevi um artigo intitulado “Crise florestal e transparência”, frente aos fatos associados a produção florestal no estado do Amazonas, onde fiz uma alusão a indústria da ilegalidade, produção florestal e transparência, dito este último como o principal elemento para inibição das práticas nocivas associadas à exploração, ao transporte, ao processamento e ao comércio de madeira amazônica e o ambiente favorável a corrupção. Passado um certo tempo, o desafio continua, mas venho observando uma certa confusão por parte de lideranças, políticos e pesquisadores em relação a legitimidade do manejo de florestas. É importante ressaltar alguns itens que,

Iniciativa: Fatos e reflexões florestais

No final do ano passado, em um clima de pandemia, resolvemos lançar uma iniciativa denominada Fatos & Reflexões Florestais. Trata-se de um espaço virtual que pudéssemos discutir de forma institucional as grandes oportunidades e desafios associados ao patrimônio florestal e as relações socioambientais no estado do Amazonas e na Amazônia.  Este evento foi promovido pela Universidade Federal do Amazonas – UFAM, liderado pelo Departamento de Ciências Florestais – DCF/FCA, e contou com as ilustres participações do Dr. Zenóbio da Gama e Silva da Universidade Federal do Acre – UFAC, o Dr. Humberto Ângelo da Universidade de Brasília – UnB, e

Desafios nas concessões florestais em curso

Foi lançado no mês de setembro de 2020, pelo governo do estado do Amazonas a forma de implementação de política, com fases e atividades que possibilitam as primeiras concessões florestais em unidades de conservação estaduais destinadas para esta atividade, além de em algumas glebas estaduais no Amazonas. Não se trata ainda de um programa, mas confesso que fiquei bastante otimista e confiante com o lançamento desta, considerando que há mais de uma década tem-se discutido esse assunto, sem que ocorresse uma tomada de decisão tão objetiva, ficando bastante claro que o caminho é esse, mas há o reconhecimento que o

Bioeconomia em prática

Na verdade é necessário considerar iniciativas que hoje são realidades bastantes promissoras, e não na Europa, Estados Unidos, enfim, estou falando de Brasil e especificamente na cidade de Manaus.

Bioeconomia: um conceito em construção? Parte 2

Na primeira parte desse artigo-opinião, encerrei praticamente com uma pergunta: Qual a Bioeconomia que nos referimos [?], em face do termo ser bastante amplo. Em linhas gerais, entendo que a bioeconomia implica no desenvolvimento inclusivo e sustentável da economia, com ações estruturantes para o crescimento socioeconômico baseado no uso de fontes de renováveis. Esse processo não é espontâneo, logo, políticas públicas que induzam inovações, aprimoramento nos negócios, antecipe tecnologias, promova desenvolvimento de mercados e forneça incentivos ao uso eficiente de recursos e de baixo carbono, propiciando ganhos de produtividade. Recentemente foi ratificado o Protocolo de Nagoia pelo Brasil, aprovado pela

Bioeconomia: um conceito em construção? Parte 1

Recentemente, organizei uma atividade extracurricular especial em plataforma on line, pela UFAM,  na temática Bioeconomia e cadeia de   valor. A procura pela mesma foi bastante expressiva, considerando que atualmente na Amazônia é preciso profissionais que compreendam como é a construção e mapeamento de uma cadeia de valor de modo a consolidar uma bioeconomia local e propor a articulação entre os promotores, operadores e reguladores dessas cadeias e até mesmo aqueles que de uma forma ou de outra têm um compromisso com a mesma. Nesse desafio convidei alguns colegas profissionais para a participação nessa atividade, e de forma curiosa nos

Divulgação

PPP e bioeconomia florestal

Essa colaboração pode proporcionar vários benefícios há essas comunidades