3 de dezembro de 2021
é empresário
é empresário

Luiz Lauschner

Um festival de criatividade

Há quase duas décadas a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes – Abrasel lançava o primeiro Festival Brasil Sabor. Alardeado como o maior cardápio nacional. O festival englobava aproximadamente uma centena de restaurantes em cada cidade que atua somando milhares em todo Brasil. Os restaurantes participantes lançavam um prato novo com forte conotação regional que, depois de lançado faria parte do cardápio deste restaurante. Durante estes anos todos, novos pratos surgiram, muitos mesclando receitas tradicionais com produtos regionais ajudando a consolidar assim o chamado Fusion Food. Muito foi criado e muito se perdeu pelo caminho. Alguns dos restaurantes nem existem

Caixa preferencial

Grande parte das leis é feita com a intenção de beneficiar aos cidadãos. Outras para punir e ainda há a maioria que é para arrecadar ou regulamentar a arrecadação. Quando criaram a lei do tempo máximo de fila nos bancos, esqueceram de estendê-la também às repartições onde o atendimento prioritário existe. E é sobre o atendimento prioritário que vamos falar hoje. Não se pode deixar de aprovar as normas dos hospitais públicos que colocam em prioridade os pacientes de maior risco e, nesse caso, quem não está muito doente, que espere calmamente a sua vez. Isso nos remete a uma

O que nos ensina a política?

Por algum motivo ocorreu a lembrança do artigo jornalista Ricardo Noblat, ocorrido há mais de dez anos. “Não espere coerência dos políticos”, dizia ele. Simples assim. Os “ladrões” de ontem são os conselheiros experientes de hoje, onde os santos de ontem são os demônios de hoje.  Enfim, os adversários de ontem são os aliados de hoje e vice-versa. Os políticos são uma raça à parte. Isso não é ofensa, é elogio. Quem não for capaz de engolir sapos, esquecer veementes ataques, não ingresse na política. Por que digo que é elogio? Porque, embora os políticos tenham sua mente fixa no

Capitalismo selvagem (pero no mucho)

Após tantos anos da assinatura do Protocolo de Kyoto, surgem novos termos no capitalismo mundial. Não precisamos tocar em sistemas de governo para saber que tanto no capitalista, como no comunista impera o imediatismo materialista. Nos países comunistas ele é ainda mais flagrante pela ausência de democracia e liberdade de imprensa. O que está se tentando fazer é transformar o progresso e o crescimento industrial em um setor “ecoamigável”. Só o tempo é que poderá dizer ser a pretensão é utópica ou não. A “remoção” da natureza para implantação de projetos industriais, agrícolas e até de moradias é comparável à

Desperdiçar para economizar

Como era no princípio, assim continua. A lavoura está salvando o Brasil. Graças a Deus não são apenas os grãos, mas todo agronegócio. Pode-se estender o agronegócio até à produção de máquinas para a lavoura, embora tecnicamente, ela pertença a Indústria. Muitas das indústrias de maquinário agrícola surgiram em regiões de cultivo. Porém, se por um lado surgiu a lavoura intensiva a cultura de subsistência nunca parou no Brasil. Os pequenos agricultores da região sul se tornaram empresários rurais com o incentivo à criação de pequenos animais. Devemos lembrar que os grandes frigoríficos surgiram para abater os porcos que os

Brasil terra das proibições

Já falamos que o Brasil é a terra das oportunidades e que no Amazonas existem as águas da oportunidade também. Quando falei da caça aos jacarés, todos me falaram de que isso é proibido. A caça ou a pesca ao predador jacaré é apenas a ponta do iceberg das proibições nada inteligentes que povoam nosso território. No Brasil há tantas proibições que só são explicadas pela ignorância ou preguiça dos órgãos públicos em permitir a exploração regrada. Proibições que vão desde a venda de bebidas em dias de eleição até a exploração do nosso solo.  Há algumas décadas a venda

Águas da oportunidade

Na Amazônia não falta água. Nas cidades é até difícil ensinar a alguém criado na fartura hídrica do interior que o custo da água encanada é grande e que precisa ser usada racionalmente. Os rios são tão abundantes que os pequenos, que em outras regiões merecem destaque, nem são marcados nos mapas na Amazônia. Os povos sempre viram os rios como fornecedores de proteína, até a época atual, nunca precisaram criar peixe em cativeiro. A bacia amazônica, com raras exceções é um grande lago. A queda da água é tão pequena que, mesmo na cheia, os rios não aumentam sua

Terra das oportunidades

A vocação natural do Amazonas para o turismo foi relegada a segundo, terceiro ou quarto plano por quem decide sobre o planejamento macro econômico. O polo industrial suportou a economia quando o comércio da Zona Franca recebeu um golpe mortal no governo Collor do qual nunca se recuperou. O comércio era a farra do turismo de compras na década de 1970 até 1990. Quem não se lembra de ser abordado por algum estranho no aeroporto para levar uma mercadoria para o restante do Brasil para aliviar algum excesso que esta pessoa ou grupo tinham comprado em Manaus? Nem se falava

Rotulagem

Depois do restabelecimento dos direitos políticos do ex-presidente Lula, o Brasil se prepara para mais um embate dualístico. No Brasil parece só existir duas pessoas capazes de postular a candidatura à Presidência da República: o ex-presidente e o atual. Tal qual no Amazonas, onde só parecem existir dois times de futebol no Brasil: Flamengo e Vasco. Esta visão estreita volta a tomar conta do Brasil, estimulada pela mídia que escolhe este tema para contrapor ao batido corona vírus. É impressionante como as pessoas aceitam ser rotuladas de lulistas ou bolsonaristas sem ao menos gritarem contra a limitação que esta pecha

Eu discuto, sim

O famoso ditado que religião, política e futebol não se discute é, provavelmente, o ditado mais mentiroso que existe. Tenho maior respeito pela maioria dos ditados, porque trazem sabedoria milenar em si, mas este não. Não há no mundo assuntos mais discutidos que esses. Concordo que a discussão religiosa, sectária, para trazer o adepto de uma crença à sua, só deve ser feita a pedido do interlocutor. Porém nunca vi um torcedor mudar de time por causa de discussões insólitas sobre resultados de placar. Os torcedores do time vencedor fazem chacotas sobre os torcedores de quem perdeu. Os perdedores por

Campanha da fraternidade

Há muitos anos a Igreja Católica vem provocando reflexões profundas no tempo de quaresma com a Campanha da Fraternidade. Consciente do seu papel de “maior Igreja do Brasil” tem optado sempre mais por temas sociais, com forte conotação religiosa, como não poderia deixar de ser. Muitos dos que se dizem católicos não seguem os dogmas, nem as orientações da sede da sua Igreja. Talvez nem conheçam porque a quaresma é um período especial. A Igreja Católica Apostólica Romana é a mais velha crença viva do cristianismo. Entre aqueles que pouco se preocupam com o seguimento de dogmas se encontram os

O ônus da prova

Quando falamos de situações, temos o costume de generalizar e colocar todos os envolvidos no mesmo patamar. Infelizmente, a corrupção grassa em muitos setores. E todos concordam que ela maior em setores do governo, nos três poderes. Um amigo costuma dizer: Saudades do tempo em que perguntávamos “qual o político é honesto?”. Hoje precisa incluir: ”qual o juiz é honesto?” A dúvida deste amigo está sendo a pergunta de muitos. Com determinada injustiça, descobrimos que a pergunta que poucas vezes é expressa é: ”qual funcionário público é honesto?” Comparações sempre são odiosas e colocar todos os gatos num mesmo saco