23 de maio de 2022
Amazonólogo, MSc em Sociedade e Cultura da Amazônia – UFAM, Economista, Professor de Pós- Graduação e Consultor de empresas especializado em ZFM.
Amazonólogo, MSc em Sociedade e Cultura da Amazônia – UFAM, Economista, Professor de Pós- Graduação e Consultor de empresas especializado em ZFM.

Juarez Baldoino da Costa

Quanto bem faz ao Brasil esta Zona Franca de Manaus há 55 anos!

Uma das raras unanimidades nacionais é a considerada alta carga tributária do país. O povo, os governos, os políticos e os empresários – todos concordam que há excesso de tributação, e a ZFM, por isso, só faz bem ao Brasil, e justamente no quesito tributo, o indesejado por todos. Cada brasileiro que comprou TVs, celulares, motos, vídeo cassetes ou aparelhos de ar condicionado ao longo destes 55 anos, entre outras centenas de produtos fabricados no Polo Industrial da ZFM, conseguiu não somente ter acesso a eles também por terem preços mais baratos, como também sobrou dinheiro para compra de roupas

Na escolha entre a rentabilidade e o emprego, sobra o desemprego

A rentabilidade vem também pela automação, aplicada em escala cada vez maior na indústria em geral pelo mundo. Entre as mais visíveis está a da indústria automobilística que utiliza centenas de robôs de precisão substituindo operações manuais executadas antes por centenas de operários. Com a indústria 4.0, os robôs potencializam sua colaboração no alcance de resultados sempre melhorados. As linhas de produção de componentes eletrônicos em 1980 eram operadas por dezenas de funcionárias preponderantemente mulheres, consideradas mais eficientes por terem atributos como atenção e destreza manual superiores aos dos homens. Os pequenos componentes recebidos a granel eram inseridos manualmente nos

No dia seguinte, sem a ZFM, perde o comércio e o agro; ganha a indústria

Mesmo sem a ZFM, quando ela terminar, o Brasil vai continuar consumindo bicicletas, aparelhos de ar-condicionado, motocicletas, smartphones, TVs e uma série de outros artigos produzidos no PIM (Polo Industrial de Manaus). Estes fabricantes, sem a ZFM, vão continuar atendendo o mercado nacional, ou importando de suas matrizes no exterior ou produzindo em outro local do país, e devem continuar mantendo suas margens globais de resultado. O comprador deverá pagar um pouco mais pelo mesmo produto que hoje ainda compra do PIM. A indústria é nômade desde a revolução industrial de 1800, e se instala onde melhor lhe convier economicamente.

Estudantes de hoje: futuros cidadãos com educação incompleta, mas de sapatos

Entre os candidatos universitários que entrevistei em processo de seleção para ocupar um posto de trabalho burocrático, menos da metade soube responder certo qual o valor a pagar por um sapato caso o vendedor oferecesse 10% de desconto para pagamento em dinheiro sobre um preço da etiqueta de R$ 90,00.O ensino fundamental dos candidatos que responderam corretamente que o valor a pagar em dinheiro é de R$ 81,00 foi concluído, na maioria, no setor privado. As respostas mais comuns dos candidatos reprovados foram: 1ª. “Posso usar uma calculadora?”; 2ª. “Ficaria por R$ 80,00?”; e 3ª. “Não sei responder”. A maioria

Mesmo com energia e recursos o interior do Amazonas não avança

A economia do interior não avança, mas não é por falta de energia e nem por falta de recursos. Apesar da extensa rede hídrica do Amazonas, uma de suas principais características locacionais e que obriga a adoção de uma engenharia específica, o Programa Luz para Todos – LPT definido pelo decreto 4.873 de 2003 operado pela Eletrobrás conseguiu em 2021 implantar com sucesso, mesmo com atrasos, 9 das 10 tranches previstas; a última deverá ser concluída no primeiro semestre de 2022.Os 61 municípios do interior foram dotados de novos geradores próprios de energia térmica, e permitiram a extensão das redes

A balela da riqueza da Amazônia

Aos “gringos”, na expressão popular alusiva aos estrangeiros, temos dito de forma geral que concordamos que a Amazônia é rica e que devemos protegê-la. Neste caso, proteger se entende que seja evitar a remoção de floresta, e assim permitir que esta riqueza seja caracterizada e reconhecida. Nos fóruns internacionais sobre clima e florestas nos quais o Brasil participa, oficialmente a posição também é de que “precisamos proteger a floresta com suas riquezas”. Considera-se que estamos falando da Amazônia Biológica de Superfície, a mais conhecida inclusive internacionalmente, e não sobre a Amazônia mineral subterrânea que não tem relação com o conceito

Ministro Paulo Guedes: a ZFM é dinheiro em caixa

Prezado Ministro Paulo Guedes: como o senhor sabe, ao longo das últimas décadas a população brasileira tem se beneficiado em seus orçamentos domésticos de uma importante economia direta de dinheiro proporcionada pela existência da Zona Franca de Manaus – ZFM. Quem adquiriu televisores, videocassetes, celulares, disquetes, smartphones, CDs, motocicletas, aparelhos de ar condicionado, toca fitas, auto rádios, bicicletas e uma série de inúmeros outros artigos, economizou milhares de reais por não ter sido necessário pagar parte dos tributos que estariam nos preços, caso não fossem fabricados na ZFM.Como a carga tributária do Brasil é de mais de 35%, considerada excessiva

A Zona Franca de Manaus é o termômetro do Brasil

Os produtos fabricados no Polo Industrial da ZFM – Zona Franca de Manaus não são bens de primeira necessidade, e quando o faturamento de suas indústrias totalizou R$ 131 bilhões até outubro de 2021 como anunciado pela Suframa – Superintendência da Zona Franca de Manaus, e mesmo com os dados de que o desemprego de 14 milhões de pessoas esteja elevado e os juros também estejam altos, a indicação é de que parece que o Brasil vai bem melhor do que se tem tido de notícias em geral. O otimismo de que há melhora vem ainda dos 36 milhões de

Presidente Bolsonaro, ouça a Amazônia

Presidente Bolsonaro, sabemos que o senhor não pôde conhecer tanto a Amazônia quanto o senhor certamente gostaria de conhecer, tanto pela magnitude da região quanto pelo pouco tempo que o senhor teve por ter que cumprir seus 7 mandatos em Brasília por cerca de 30 anos.  Até os pesquisadores que se envolveram diretamente no estudo da Amazônia por muitas décadas, também não conseguiram dominar seu enorme e múltiplo conteúdo.  Mas sempre que o senhor puder, mesmo com sua extensa e importantíssima agenda na condução do executivo do nosso Brasil, ouça os 26 milhões de amazônidas: tanto os 18 milhões que

Crime e cobiça – um capitulo insistente do Rio Madeira

”Que é preciso explorar o ouro e as outras riquezas da Amazônia é tão óbvio quanto respirar. Conivir com o crime, entretanto, é coisa de sociedade enferma” Algumas pessoas em busca do ouro dos rios da Amazônia se lançam com suas balsas que podem custar, as menores, R$ 100 mil, mesmo correndo o risco de elas serem queimadas em ações da Polícia Federal e do IBAMA caso as identifiquem como ilícitas, tal qual ocorreu com a operação Uiara no início de dezembro no Rio Madeira. Há também balsas de R$ 500 mil. O Vice-Presidente da República Hamilton Mourão revelou que

Os indígenas sem direito à terra, pela Constituição Federal

O jornalista Lorenzo Carrasco Bazúa, presidente do Movimento Solidariedade Ibero-americana – MSIa, durante o 2º. Webinar Brasil 2022 promovido pelo Instituto General Villas Bôas em 6 de outubro/21, destacou, entre outras abordagens, a declaração publicada no Jornal do Brasil em 30 de outubro de 1993 do eminente jurista já falecido Clóvis Ramalhete, ex-membro da Corte de Haia e ex-ministro do STF, sobre os direitos originários dos indígenas na Constituição Federal – CF de 1988. Teria dito Ramalhete que o direito internacional no século XVI assegurou a propriedade e posse das terras descobertas de então à soberania da coroa a qual

Interior do Amazonas também faz aniversário

A cada semana, mais de um dos 62 municípios do Amazonas faz aniversário de emancipação, mas somente Manaus é notícia de destaque. Mesmo os caçulas trigêmeos Apuí, Careiro da Várzea e Guajará, com 34 anos cada, também não recebem as homenagens que a capital, a irmã mais velha e com 352 anos, recebe. A cidade-estado Manaus é a primeira colocada na região Norte do Brasil em valor de PIB, em população e em absorção de recursos públicos. É a mais rica do Amazonas e a cada ano vai se distanciando mais dos irmãos interioranos, como se fosse um xodó, sombreando