3 de dezembro de 2021

Joyce Tino

Verbo, para que te quero?

Verbo, para que te quero?

Trarei alguns verbos que, quando mal-empregados ou mal redigidos, podem causar problemas de entendimento ou confusões ortográficas. Mas para que servem os verbos, eles são essenciais numa construção? O verbo é uma das partes mais importantes numa construção, mas pode haver decodificação sem verbo. Sendo assim, vejamos, só haverá oração se nela existir pelo menos um verbo. Por outro lado, na frase essa condição não impera, isto é, a frase é uma oração sem verbo. E a função do verbo, qual é? Alguém sabe? O verbo pode indicar ação; estado; mudança de estado; fenômenos da natureza etc. Depois desse introito,

Juridiquês

Juridiquês

 O juridiquês é um neologismo, em voga no Brasil, para designar o uso desnecessário e excessivo do jargão jurídico e de termos técnicos do Direito. Não que a linguagem jurídica, com seus brocardos latinos e expressões próprias, precise ser evitada. Pelo contrário, cada ramo profissional possui suas terminologias características, um exemplo disso é a área médica. O que deve ser abolido é o exagero perante o jargão jurídico, principalmente quando o público-alvo não é ambientado com tal linguagem. Hoje faremos diferente, vou trazer uma situação, verídica, ocorrida em um fórum aqui mesmo de Manaus. Os vocábulos escolhidos, foram: o substantivo

Mais sutilezas da língua

Mais sutilezas da língua

Os idiomas são repletos de sutilezas linguísticas, históricas; é interessante descobri-las e, muitas vezes, questionar-se: “só agora descobri isso?”. Nunca é tarde para adquirir conhecimento, para descortinar os olhos e perceber coisas novas, seja no campo idiomático seja na vida em si. ENE VEZES X ENES VEZES Antes de apresentar o significado, propriamente dito, que tal esclarecer se ambas estão corretas ou se apenas uma é acertada? Risquem da fala/escrita de vocês “enes vezes”, até mesmo porque só existe a expressão “ene vezes”, no singular. Mas o que ela quer dizer? Quando se usa a expressão “ene vezes” está se

Ser curioso é para os fortes

Ser curioso é para os fortes

Em um cenário de conteúdos cada vez mais prontos; processados; engessados; em que as coisas ocorrem muito rapidamente; de maneira padronizada, ser curioso; buscar o novo; o desconhecido; almejar ilustrar-se; galgar degraus de conhecimento é tarefa para os fortes; para os destemidos; para aqueles que buscam um diferencial nesse mundo tão geral e, às vezes, sem arte. Hoje, trouxe alguns vocábulos que, ao olhar atento, causam indagações e vontade de saber mais. GRÁTIS X GRATUITO Para usar de maneira correta um ou outro é preciso saber a função morfológica de ambos. Complicou? Vamos adiante. GRÁTIS é um advérbio, logo, altera,

Português de além-mar – Parte 2

Português de além-mar – Parte 2

Nas minhas idas a Portugal passei por algumas situações cômicas, desconsertantes etc. É o mesmo idioma, com certeza, mas cada lugar tem suas peculiaridades. Entre os estados brasileiros já acontece tal falto imaginem entre países. AS CÔMICAS Ambas as situações envolvem senhoras. Uma delas ocorreu depois que eu esbarrei em uma pessoa, não tão idosa, e que se sentiu profundamente ofendida depois do meu pedido de desculpa. “- Nossa, me desculpa!”. A senhora se saiu com essa: “- Mas que petulância, esbarra em mim, equivoca-se com o pronome e ainda me chama de tu!”. Calma, eu explico. Em Portugal emprega-se,

Dia dos Avós

Dia dos Avós

Comemoramos no domingo passado o dia dedicado àqueles que são nossos “pais com açúcar”; nossos ascendentes; nossos queridos avós; verdadeiros mananciais onde, muitas vezes, encontramos características tão próximas às nossas, ou quanto ao gênio ou quanto à semelhança física ou quanto aos dois. O Português EM GOTAS dessa semana é dedicado inteiramente a essas criaturas que povoam nossas lembranças ou que ainda nos agraciam com sua presença. AVÓS X AVÔS Em se tratando de “avôs”, acredito não haver muitas indagações, pois “avôs” é o plural de “avô”. Agora, quando nos reportamos a “avós” pode ser tanto o plural de “avó”

Lusco-fusco linguístico

Lusco-fusco linguístico

A língua portuguesa, assim como muitas línguas neolatinas, é cheia de meandros, de sinuosidades e, de repente, por isso seja tão encantadora, tão pouco previsível, a ponto de nos surpreender com seus “lusco-fuscos linguísticos”. O lusco-fusco é um momento do amanhecer ou do entardecer em que, devido à pouca luminosidade, não se tem uma visão nítida, exata do que se vê. Fincada nessa analogia trago três trincas de palavras que, por serem parecidas, podem causar dúvidas e incertezas a quem se depara com elas. CLÁSSICO X ERUDITO Aqui não vamos nos ater a um campo, como, por exemplo, o da

Mudanças

Mudanças

Uma frase do filósofo pré-socrático, Heráclito, diz: “A única coisa que jamais vai deixar de mudar é a mudança”. Quando se está preparado para conviver com as mudanças, deixa-se de temê-las como ameaças e procura-se usufruir das oportunidades de melhorias que elas trazem. Esses tempos de pandemia nos impuseram uma série de mudanças, nem sempre ruins. Notem que as mudanças, muitas vezes, nos impulsionam a, acima de tudo, nos modificar. Hoje, particularmente, trarei alguns estrangeirismos que já são a cara desses novos tempos. Bem-vindos ao curso relâmpago de inglês em tempos de covid-19. DRIVE-THRU (DRIVE-THROUGH) X DRIVE THRU (DRIVE THROUGH)