21 de maio de 2022
é historiador
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Fábio Augusto Carvalho

Líderes que fizeram história no Jornal do Commercio

O Jornal do Commercio registou mudanças em seu comando em 118 anos de existência. Neste período, diversos líderes marcantes se revezaram no comando da empresa jornalística. Desde 1984, esse legado pertence à família do jornalista Guilherme Aluízio de Oliveira Silva. Com sua morte em 2019, seu filho Sócrates Bomfim Neto assumiu a responsabilidade comandar a empresa. Conheça, a seguir, alguns desses líderes: JOAQUIM ROCHA DOS SANTOS     Joaquim Rocha dos Santos nasceu no dia 06 de dezembro de 1851 em Lisboa, Portugal. Veio para o Brasil aos 11 anos de idade, em 1862, morando em Fortaleza, Caxias, no Maranhão, e

Linha do tempo dos 118 anos do Jornal do Commercio

Em 118 anos, o Jornal do Commercio passou por uma série de mudanças na imersão da empresa na história do século mais transformador de toda a humanidade. Como testemunha ativa nessa evolução, o jornal foi sendo moldado, não pelas circunstâncias, mas pelo propósito dos líderes que estiveram à frente de seu controle nesse período. Nessa linha do tempo histórica, é possível conhecer algumas dessas transformações: 1904 É fundado em 2 de janeiro de 1904 pelo comerciante português Major Joaquim Rocha dos Santos (1851-1905), radicado no Brasil desde 1862. Rocha dos Santos teve a ideia de criar um jornal empresa especializado

JC acompanha transformações há 118 anos

Muita coisa mudou nos últimos 118 anos. Quantas descobertas, quantas inovações, quantos acontecimentos marcantes. A sociedade passou por profundas modificações. O Jornal do Commercio de Manaus, que hoje faz aniversário, acompanhou de perto essas transformações, tornando-se um documento vivo de nossa História entre os séculos XX e XXI. Quando foi fundado, em 02 de janeiro de 1904, vivia-se um contexto de avanço industrial, de expansão do capitalismo nas mais vastas áreas do globo. O comerciante Joaquim Rocha dos Santos, a par dessas transformações, que se processavam com bastante intensidade do Amazonas, que via sua economia crescer graças à exportação da

Leste de Manaus, uma zona de expansão intensa

A Zona Leste, junto da Zona Norte, forma a macro-zona denominada zona de expansão, sendo a segunda mais populosa da cidade, com 542.593 habitantes. Possui bairros bastante populosos como Zumbi, Jorge Teixeira e São José Operário. Grande parte dos trabalhadores das regiões centrais de Manaus residem na zona Leste, o que a torna um local vital para o funcionamento cidade. Seu comércio é intenso. Nela estão localizados os terminais de integração T4 e T5, o Instituto Federal do Amazonas – Campus Zona Leste, o Teatro Luiz Cabral, o Shopping T4, a mini Vila Olímpica do Coroado, o Estádio Carlos Zamith,

Zona Centro-Oeste de Manaus concentra importantes entidades

A zona Centro-Oeste confunde-se com a zona Oeste. Menor que esta última, é formada por cinco bairros. O mais populoso é o Alvorada, com 76.000 habitantes. Nela estão localizados o Centro de Convenções de Manaus (Sambódromo), a Fundação de Medicina Tropical (FMT), o Fcecon, a sede da Polícia Federal do Amazonas, a Vila Olímpica Danilo Duarte de Mattos Areosa,  a Delegacia Geral da Polícia Civil do Amazonas, o Liceu de Artes e Ofícios Cláudio Santoro, o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas e a Secretaria de Estado da Juventude e Lazer ALVORADA: O bairro Alvorada, o maior da zona Centro-Oeste,

Manaus nasceu na zona Sul

A zona Sul é a região de nascimento de Manaus. Aqui começou a aventura portuguesa nessa parte da região Amazônica. Ao redor do forte construído na margem esquerda do rio Negro por volta de 1669 surgiu o que viria a ser uma rica metrópole. Nela ficam os bairros mais antigos da cidade, com séculos de existência, como o Centro, a Praça 14 de Janeiro, a Aparecida, a Cachoeirinha e Educandos. Seu bairro mais populoso é o Japiim, com cerca de 63.092 habitantes. Ao todo possui 338.875 habitantes. Além do Centro Histórico, que abriga o Teatro Amazonas, a Igreja de São

O legado incomparável de Guilherme Aluízio de Oliveira Silva (1937-2019)

         O jornalismo brasileiro passou por profundas transformações na década de 1950. Os jornais se tornaram empresas organizadas. Foram introduzidos novos maquinários, novas técnicas e linhas editoriais. Os jornalistas passaram a buscar cada vez mais especializações, atualizando-se nas mais diferentes áreas. Um desses jornalistas era o jovem Guilherme Aluízio de Oliveira Silva (1937-2019), que muito antes de ser um grande empresário do ramo da comunicação, proprietário do centenário Jornal do Commercio de Manaus, iniciou sua carreira na imprensa em 1955, aos 18 anos, no extinto jornal A Gazeta, à época propriedade do político Arthur Virgílio Filho (1921-1987).          Nesse periódico

O Avião DC-3 da Praça da Saudade

Quem viveu entre o final da década de 1970 e o início da de 1980, em Manaus, deve se lembrar do avião que existia na Praça da Saudade, no Centro da cidade. O avião, modelo DC-3 doado pela Varig/Cruzeiro (Viação Aérea Rio-Grandense), foi colocado na Praça da Saudade no dia 24 de dezembro de 1977 durante a administração do Prefeito Jorge Teixeira de Oliveira. Nele existia uma placa com as seguintes inscrições: “A presença discreta e silenciosa desta aeronave na principal Praça de Manaus, com a sua prôa significativamente voltada para os céus, servirá também para lembrar o sentido mais

A antiga Travessa dos Inocentes, em Manaus

No período Colonial brasileiro os enterros seguiam uma hierarquia. Enquanto os administradores públicos, membros do Clero e da elite eram enterrados no interior das Igrejas, próximos do altar, em seus átrios e em catacumbas, os escravos, criminosos, não-cristãos, suicidas, pagãos e pessoas humildes eram sepultados em terrenos improvisados, em valas comuns ou atirados nas estradas ou no mar, estes últimos casos sendo frequentes com os escravizados. Poderiam ocorrer exceções caso a pessoa, escrava ou livre de baixa renda, fizesse parte de alguma Irmandade Católica que possuísse capela própria ou um lugar reservado em Igreja Matriz para realizar os enterros de

Resenha: ‘Manaus: amor e memória’, de Thiago de Mello

Me acompanhou em setembro de 2020 o livro ‘Manaus: amor e memória’, do poeta Thiago de Mello (n. 1926). Compartilho agora, passados quase seis meses, minhas impressões sobre esse trabalho. Nele o escritor nos leva para a Manaus de sua juventude, entre as décadas de 1930 e 1940 (vez ou outra regredindo à década de 1920 e avançando até a de 1950), a cidade que vivia tempos amargos mas que continuava risonha, à espera de dias melhores. É uma obra memorialística, mas não da forma tradicional que conhecemos, em que se tenta afirmar um passado idílico, como o autor deixa

ZFM: 54 anos no coração da Amazônia

Terminado o ‘boom’ da economia gomífera (1890-1920), o Amazonas se viu mergulhado em uma crise sem precedentes. A borracha asiática dominava o mercado mundial desde 1913. Em 1920 a produção de borracha brasileira foi de 30.790 toneladas, enquanto a asiática foi de 304.816 toneladas. Uma breve recuperação veio com a Segunda Guerra Mundial. Entre 1942 e 1945 o Amazonas se viu inserido nesse conflito. Em 1941 o Japão atacou bases Aliadas americanas e britânicas no Pacífico, dominando logo depois as colônias asiáticas produtoras de borracha. Sem acesso a essa matéria-prima, útil à indústria bélica e manufatureira, os Aliados voltaram suas

Vida cultural na Manaus provincial: Sociedade Harmonia Amazonense

A Sociedade Harmonia Amazonense foi instalada na noite do dia 04 de abril de 1869 na casa do Sr. José Antonio da Costa, seu primeiro Presidente. O evento foi bastante concorrido, contando com a presença de seleto grupo. O jornal Amazonas registrou que as jovens disputavam entre si o título de Rainha do Baile, e os jovens aproveitavam para se deleitar com suas belezas, além de convidá-las para contradanças. Foram servidos doces, chás e licores. O baile terminou às 2 horas da madrugada (AMAZONAS, 06/04/1869, p. 04). Naquelas longínquas décadas de 1860 e 1870, constituía-se em um dos poucos, senão