3 de dezembro de 2021
Coronel do Exército, na Reserva, professor universitário, graduado em Administração e mestre em Ciências Militares
Coronel do Exército, na Reserva, professor universitário, graduado em Administração e mestre em Ciências Militares

Carlos Alberto da Silva

Que venha a 4ª Guerra Mundial

Dizem por aí que em determinada ocasião perguntaram a Albert Einstein como seria uma 3ª Guerra Mundial e ele havia respondido mais ou menos assim: “não sei como seria uma 3ª Guerra Mundial, mas uma 4ª seria de paus e pedras”. Bem, tomara que seja assim mesmo. E que haja humanos sobreviventes para assistir a 4ª GM. Interessante, já notaram que todos os conflitos de nível mundial se iniciam e terminam no Hemisfério Norte? Será devido à colcha de retalhos cultural da Europa? Ou a ânsia de domínio global das potências asiáticas? Mas, de qualquer forma, sempre foi poupado o

Mentiu, sem apresentar provas

É moda agora, de uns dois anos para cá, quando determinado membro do Poder Executivo afirma qualquer coisa, diversos canais de impressa obrigam seu colaboradores a publicar coisas negativas. Sim, mesmo que os colaboradores não concordem, cumprem, com medo de perder o emprego e o status. Mas, tem os colaboradores radicais do contra, é claro. Me divirto quando leio que empresas poderosas está mudando para “acompanhar a evolução do mercado”. Traduzo como: estamos perdendo lucro e temos que continuar na frente, de qualquer jeito. Não se muda time que está ganhando, mas depende do jogo do time adversário.  Ou nossas

O Brasil do meu tempo

Sinto saudades, sim. Final dos anos 50, início dos anos 60, quando eu nasci. Bons tempos. Naquela época a minha geração era formada por filhos de jovens trabalhadores esperançosos de um mundo melhor, cerca  de 10 anos após a Segunda Guerra Mundial.  Eu, negro, filho de um negro porteiro de  edifício e de uma branca, empregada doméstica. Ambos nordestinos e analfabetos. Mas muito honrados, honestos e trabalhadores, muito trabalhadores. Não é como parcela dessa geraçãozinha de hoje que só reclama e fuma maconha. Muitos, a maioria, uns inúteis, de porcelana. Aos meus cinco anos de vida, morando no Catete, no

O aborto

Nenhuma. Ambos matam vidas. Matam. São assassinos. Bem, muitos dirão isso. Muitos vão contrariar isso. Que bom! Nada melhor que o conflito de ideias! E de opiniões! Quem é casado conhece muito bem esta dinâmica! Mas, vamos em frente! Eu me lembro quando nasci, nos testículos de papai e, posteriormente, tive que vencer uma corrida desesperada contra meus irmãos, espermatozoides, para chegar às entranhas de mamãe, e ali, receber a formatação final, dela e de papai, e me tornar o que sou hoje. Ou seja, já nasci em luta pela vida. Brigando contra meus irmãos naturais. Eu venci! E nunca

Eu e as vacinas da Covid-19

Ou a Ciência se superou na rapidez de uma cura de uma doença nova em âmbito planetário ou parte da mídia mundial está ganhando dinheiro propagando informações ditas de fonte técnicas, mesmo que sejam desamparadas de total verdade, em alguns casos. A humanidade convive há séculos com doenças que ainda não tem cura, pelo menos disponíveis para a população em grande parte do planeta. Cito algumas: Malária, AIDS, Câncer. Sim, vão dizer, todas possuem tratamentos e curas em muitos casos. Concordo. Mas, não me lembro de uma vacinação em massa contra elas. Ou seja, o mercado seleciona o que pode

Uma visão popular sobre as constituições do Brasil

Bem, vamos iniciar o artigo nos ambientando: fomos colonizados e explorados de 1500 até 1808. E fomos invadidos também. Ou seja, o nosso Brasil nasceu em uma situação belicosa. Mas, conseguimos vencer todos os nossos inimigos. Pelo menos os inimigos externos ou estrangeiros. Depois de 1808 fomos apenas explorados, mas iniciamos a perder as correntes com Portugal, haja vista que a Realeza estava aqui, na terrinha. Enfim, em 1822 declaramo-nos independentes da Corte lusitana. E não foi fácil manter esse status quo. E agora éramos um Império. Aliás, o único império da América do Sul. E tivemos muita confusão aqui

A velhice é uma doença?

Antes de tentar responder, vamos pensar um pouco. Eu tenho 62 anos, e, para algumas atividades me considero normalmente sadio e saudável. Para outras, sirvo apenas como peso para papel. Bem, não é muito exagero. Meu corpo me diz que sou um idoso. Meu cérebro diz o contrário. Às vezes tenho a impressão de que ambos, corpo e cérebro, agem individualmente e quase não se conhecem. Claro que entre ambos tem o tal de coração, que reage a ambos e controla ambos. Bem, os médicos que me perdoem, pois estou tentando ser um leigo um pouco otimista. Mas, continuo leigo.

O desarmamento e a opinião pública

Em 2005, após muitas e muitas idas e vindas, foi realizado um Plebiscito no Brasil sobre se nós, o povo, poderíamos adquirir uma arma de fogo ou não. Mais de 63% da população votou que queria ter esse direito. Sim, isso mesmo, a maioria decidiu que teríamos que ter esse direito à nossa defesa e de nossas famílias, sim. Mas, o que ocorreu? Os nossos políticos, que só nos procuram e nos dão atenção em época de buscar nossos votos, simplesmente criaram o Estatuto do Desarmamento, que, na prática, dificultou o nosso acesso legal às armas de fogo para nossa

Racismo? Só pela cor da pele?

Eis um assunto extremamente polêmico e antigo, muito antigo na história da Humanidade. Eu posso dizer que já vi muitas atitudes e ouvi falar e li a respeito. Mas, eu nunca sofri racismo. Pelo menos, não acusei o golpe ou não percebi. E a vida seguiu seu caminho. Hoje sou um idoso. E se cheguei até aqui, lógico que venci todas as batalhas que a vida me apresentou. E descobri muitas, muitas coisas boas e coisas maravilhosas. Mas, focando no tema deste artigo, me lembrei das guerras tribais em determinadas regiões da África, onde os grupos da tribo A guerreavam

O combustível que pagamos e a Petrobras

Ao longos dos anos 30 e 40, a população brasileira tinha a certeza de que o Brasil não tinha petróleo. Claro que isso foi produto de propaganda e marketing, baseado em interesses econômicos nacionais e internacionais, contrários ao nosso desenvolvimento e à nossa Soberania. E, evidentemente, hoje, não se concebe tal certeza. Quem já leu determinados livros de Monteiro Lobato se aprofundará sobre o assunto, na visão de quem viveu naquela época, ou conversando, hoje, com os mais idosos. Enfim, no início dos anos 50, o governo brasileiro criou a nossa PETROBRAS ( PETRÓLEO BRASILEIRO S/A). Lembrando que sigla de

Você, leitor, e Napoleão Bonaparte: qual a relação?

O título pode soar estranho, mas, à luz da História veremos que existe muita relação e importância para todos nós, brasileiros. Vamos relembrar que fomos descobertos em 1500, pelos portugueses. Muitos dizem que nosso território já era conhecido por vikings, chineses e alguns povos europeus, antes da chegada de Pedro Álvares Cabral. Enfim! Mas, a nossa real colonização iniciou-se em 1530 para fazer frente ao interesse de outros países em nossas riquezas naturais. Aliás, é assim até hoje. Até então, Portugal enviava para cá os seus criminosos degredados. Éramos uma enorme penitenciária. Enorme e distante. Procedimento semelhante à relação da

As ditaduras no Brasil desde 1822

Lembrando que de 1500 até 1822 éramos Colônia sem direito a nada, então vamos partir do princípio, de forma bastante resumida, que um golpe de Estado se define quando ocorre a subversão da ordem institucional. Nesse caso, o Brasil conheceu cerca de nove golpes ao longo de sua história. Claro que por motivos de pressão política-ideológica, não se comenta isso, nos últimos 30 anos, e dificilmente se ensina nas escolas. Creio mesmo que  maioria esmagadora dos nossos patrícios não tem a menor noção desses fatos, na totalidade, e nem mesmo superficial. Até alguns pensadores dizem que existem ditaduras violentas e ditaduras