3 de dezembro de 2021
Coronel do Exército, na Reserva, professor universitário, graduado em Administração e mestre em Ciências Militares
Coronel do Exército, na Reserva, professor universitário, graduado em Administração e mestre em Ciências Militares

Carlos Alberto da Silva

Porque não dou mais caronas

Antes que pensem que eu sou egoísta, vou explicar por que não dou mais caronas. Tudo começou em 1978, eu estava estreando a minha CNH e iria viajar do Rio de Janeiro para a cidade de Pindamonhangaba-SP. Ao sair da garagem de casa, meu vizinho me perguntou se eu ia viajar e para onde. Eu disse que ia para São Paulo. Então ele me pediu para levar a sogra dele de carona, pois ela ia para São Paulo também. Pensei, como é um grande amigo, vou fazer este favor. Bem, quatro horas depois, a senhora entrou no meu fusca. Evidentemente

Olimpíadas 2020

As Olimpíadas terminaram hoje, domingo. Assisti todos os eventos que foram televisionados na TV aberta e nos canais pagos. Assisti às transmissões  nacionais e algumas de idioma inglês e espanhol. Também, pelo WhatsApp, recebi mensagens de amigos no exterior que me atualizavam constantemente. Alguns amigos em Tóquio me inundaram de informações a cada 10 minutos. Mas, o que me chamou a atenção nessa Olimpíada? Tudo, na verdade. O momento atual da História humana com a Pandemia foi o tom dos eventos. A falta de público foi absolutamente notada. Faz falta o calor humano e a energia do torcedor, ali, presente,

Minha visão sobre a defesa do meio ambiente

As primeiras vezes na vida que eu ouvi a expressão meio ambiente foi no final dos anos 80, um pouco antes do meu Mestrado. Não sei se o assunto me era desinteressante ou não se falava a respeito. Afinal, um tema qualquer pode despertar interesse ou não. Enfim! Após estudar o assunto, descobri que nos anos 70 existia a Secretaria Especial do Meio Ambiente, vinculada à Presidência da República, que evoluiu, anos depois, para o Ministério do Meio Ambiente. E eu nunca havia ouvido falar dessa Secretaria. Talvez porque esse tema não era tão importante, nos anos 70, como as

A Amazônia é um ativo global

Há alguns dias, penso ter lido em algum noticiário escrito que esta frase foi pronunciada por uma autoridade de um país latino da Europa. Antes que me crucifiquem, vamos esclarecer que xenofobia é apenas aversão a pessoas e coisas estrangeiras. Como gosto de muitas coisas de algumas nações do planeta e tenho amigos nos dois hemisférios, não sou xenófobo. No entanto, tenho todo o direito de discordar de ideias estrangeiras, sim. Após eu ler a frase em questão, refleti muito e voltei aos maravilhosos anos 70 da minha vida. No início daquela década, o nosso governo divulgou a campanha sobre

Como estudar para o Enem e vestibulares diversos

Evidentemente que muitos pensadores, especialistas, estudiosos, colegas professores vão discordar das minhas ideias sobre o tema deste artigo. No entanto, isso sempre funcionou comigo. Então, eu acumulei, na prática real, dados comprovados que reforçam a teoria que vou abordar. Parto do princípio de que esta nova geração gosta de conhecer e de forma rápida, imediata. As redes sociais provam isso. Ocorre que o ENEM e os vestibulares são escritos, com as mãos e canetas. Isso é um mistério para muitos jovens. Escrever? Sim, e nesse contexto, tem o pior inimigo do estudante desta geração: redação! Mas, afinal, o que leva

Reinventando a educação

Eu nunca apanhei de palmatória nas escolas que frequentei. Você sabe o que era uma palmatória de escola? Bem, na época era permitido dar umas palmadas nas mãos dos alunos desatentos ou que errassem muitas perguntas na sala de aula. Em alguns países, esse alunos eram colocados em destaque, não canto da sala, com um chapéu escrito DONKEY, ou BURRO. Naquele tempo, as aulas iniciavam após um formatura dos alunos, com o canto do Hino Nacional e hasteamento do Pavilhão Nacional (BANDEIRA DO BRASIL). Mais tarde, antes de ingressarmos no então Ginasial, o que equivale a uma das atuais fases

Aulas de logística em Manaus

A nossa Amazônia é a região mais cantada em prosas e versos no mundo, mesmo por milhões de pessoas que nunca estiveram por aqui e não conhecem a nossa realidade. Nas Faculdades onde ministro aulas de Logística, encontro rostos ansiosos para saber como é “lá no sul do Brasil”. Eu mostro, aos meus ansiosos alunos, muitos filmetes que mostram, sob determinados aspectos, as enormes diferenças e semelhanças entre as operações logísticas  existentes no mercado brasileiro e que são o grande desafio para as empresas fornecedoras, de qualquer produto ou serviço. Mas, eu sempre me volto às origens da Logística, abordando

A bandeira do Brasil

Uma das imagens mais lindas que existem nos Estado Unidos da América (EUA) são as bandeiras pátrias içadas em residências, prédios públicos, lojas de comércio, gravadas em automóveis, peças de roupas etc. É o que mais me chama a atenção nas diferenças culturais entre o nosso Brasil e os EUA. Experimente participar de uma manifestação política lá e queime uma bandeira das treze faixas e 50 estrelas. Tente queimar ou rasgar uma Stars and Stripes ou Old Glory ou  Red, Blue e White…E no nosso Brasil? A não ser em época de Copa do Mundo de Futebol, é extremamente raro ver

Palavras de um presidente portenho

As  interações humanas são baseadas em escutar, entender, acreditar e  respeitar. Você escuta qualquer um, basta ouvir, mas se não quiser prestar atenção, não vai entender e se não entender, não poderá acreditar, mas, se acreditar, poderá respeitar. Logo, a maior e mais importante forma de interação entre as pessoas é o respeito. Mas, eu, só respeito aquilo em que eu acredito. Havia uma propaganda ridícula na mídia televisa que dizia “tudo começa pelo respeito”. Piada, e de muito mau gosto. Coisa típica de mídia provocativa e sensacionalista. Pombas! Tudo termina no respeito, que é a maior demonstração de concordância

Muita cachaça e pouca oração

Inacreditavelmente eu vi algo realmente estarrecedor, ou melhor, absurdo, aos meus 62 anos de vida. O Sr Jorge Mario Bergoglio, que ocupa o cargo de Chefe de Estado de um pequeno país na Europa, o Vaticano, incrustado na bela cidade de Roma, de tantas riquezas culturais e, aliás, berço da República no mundo. Esse cidadão foi eleito pelos seu pares, sem participação popular, a um cargo de elevada importância aos religiosos e às pessoas que creem no Catolicismo: o PAPA! O líder supremo da Igreja Católica ! Sua Santidade, o Papa! O representante de Deus na Terra! É o primeiro

A política e a seleção brasileira de futebol

Nos anos 60, todo menino conhecia de cor o nome de todos os jogadores da Seleção Brasileira de Futebol. Eram os nossos heróis, eram o objetivo de muitos moleques que queriam um futuro melhor fazendo aquilo que sabiam e não aprenderam nas escolas. Aliás, naquele tempo, a maioria dos nossos jogadores mal sabia ler e escrever. Mas, jogavam futebol. Nos emocionavam. Lembro da Copa de 66, ouvindo no rádio, pois meus pais não tinham TV, que era caríssima. Daí, em 1970, assisti a Copa do Tricampeonato, em TV colorida, na casa de amigos. A turma do Pelé, Rivelino, Jairzinho, Tostão,

Ilegal ou imoral

Muitos “barnabés” dizem por aí que quando criam “química” em licitações para auferir dinheiro vivo para custear festas ou para comprar itens não previstos no Edital de Licitação, estão fazendo algo ilegal mas não é imoral, pois não vão colocar no bolso.  “Barnabés” é como, no meu tempo, nos anos 50/60, se chamavam popularmente os funcionários públicos. ”Química” é o ato de transformar uma licitação de compra de produtos de consumo em dinheiro vivo para o churrasco de final de ano ou algo do gênero. É ilegal? Sim. Mas, se houvesse uma verdadeira pesquisa iríamos nos surpreender e descobrir que