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Vamos fazer o bem sem olhar a quem…

Nesses tempos de tanta violência, qualquer pessoa estranha que se nos aproxime, nos faz acelerar o coração e o passo. Por isso, quando aquele homem de quase um metro e noventa, forte, veio na direção do jovem Renato, que acabara de sair da empresa, àquela hora da noite, era de se esperar que algo acontecesse. Chovia, a rua estava quase deserta. E lá veio o homem forte. Aproximou-se e pediu dinheiro para um lanche. Renato não se fez de rogado. Pediu ao estranho que segurasse sua pasta de documentos e a sacola com agasalhos, enquanto procurava a carteira. Totalmente inesperado. Renato apanhou uma nota e deu para ele.

Quem estava mais surpreso nisso tudo era o pedinte. Ficou agradecido e comovido. Ficou tão feliz que se dispôs a acompanhá-lo, ajudando a carregar seus pertences até o local do ônibus. A chuva continuava e, então, Renato resolveu entrar com ele em uma casa de lanche. O homem ficou encantado. Aquele jovem o estava tratando como um igual, com simpatia, com calor humano. Durante a conversa, ele disse se chamar Paulo. Contou que pertencia à equipe de faxina, encarregada de deixar brilhando um daqueles prédios comerciais. Deveria trabalhar toda aquela noite. Como o pagamento ainda não saíra, e precisava lanchar, fora pedir ajuda. Algumas pessoas haviam se afastado dele apressadamente ou dado negativas meio tortas. E Paulo falou sobre a esposa, filhos, futebol. Conversaram durante um bom tempo. Ele estava muito agradecido a Renato por não ter demonstrado medo, e até confiado nele, pedindo que segurasse os seus pertences enquanto procurava a carteira. Aquilo era incrível, dizia.

Quando o jovem disse que precisava apanhar o ônibus para casa, Paulo o acompanhou. Paulo agradeceu novamente, elogiou a sua atitude. Renato nunca mais o encontrou. Mas aquela noite ficou marcada na sua vida. Em verdade, no trajeto para casa, o rapaz sentiu uma alegria indescritível, não tinha como traduzir. Ele fizera o que recomenda o Racionalismo Cristão: Fazer o bem sem olhar a quem. Fora um simples e despretensioso gesto, mas a gratidão daquele homem ultrapassara qualquer expectativa. 

No próximo dia 24, a nossa Manaus estará completando  352 anos. Parabéns Manaus!

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