Uma lendária história de castigo pessoal e outra a caminho (07)

                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Por conta de 6 artigos preambulares postos nesta mesma estação de escritos semanais sobre o tema, buscou-se algumas manobras de figuras desonestas  que a princípio mostraram-se bem sucedidas, talqualmente atraiu-nos a postura de nossos políticos, aqueles que tudo fazem para serem eleitos, como a propósito já se discorreu.

Assim, em linhas anteriores, mesmo em moldes que ora  se repise, assegurou-se que o protagonista que inspirou o aludido proceder trata-se de um dos personagens mais conhecidos da mitologia grega, que foi Sísifo rei de Corinto, tido como o mais astuto entre os homens, mas apesar de toda a sua astúcia, ou talvez justamente por causa dela, sempre se via diante das situções mais complicadas, findando por ser punido por Plutão, como castigo pessoal condenado a empurrar uma enorme pedra até o alto de uma montanha, que, porém, antes de chegar ao topo a pedra rolava para baixo obrigando Sísifo a retomar o esforço até o final dos tempos. Morreu.

Sucede, mostra-se a caminho a outra anunciada história para os políticos locais, de acentuado número de SÍsifos, eis que por troca de votos nos pleitos prometem para os desvalidos toda a sorte de ajuda humanitária, no entanto vazia de cumprimento passadas as eleições. E acima de tudo o pior. É que para manter cativo seu eleitorado e sobretudo sempre crescente, mostram-se contrários a qualquer iniciativa de controle da natalidade que evite o apocalipse populacional a atingir as classes humildes que são o seu reduto de eleitores, como bem se sabe. 

Essa passagem do excesso de população é tido em linhas gerais por estudiosos como capaz de levar à extinção a raça humana, a menos que haja algum evento catastrófico que diminua drásticamente a população mundial sob pena de nossa espécie não sobreviver por mais cem anos segundo prega Robert Langdon, personagem de um consagrado simbologista que usando de sua grande habilidade visando salvar a própria vida e conter uma ameaça que, já se disse, poderá destruir toda a raça humana, colhendo subsídios após partir numa jornada alucinante pela Itália, até um dos lugares mais fantásticos do mundo.

A assustadora tese consta do livro “Inferno” da autoria de Dan Brown, o autor de suspense mais popular da atualidade, com mais de 150 milhões de livros vendidos, cujo seu mega-seller  “O  Código  Da Vinci” atingiu a marca de 80 milhões de exemplares em todo o mundo, tendo escrito também “Anjos e  Demônios”,” Fortaleza Digital”, ” Ponto de Impacto”, “O Símbolo  Perdido” e outos subjuntivos.

Neste presente livro citado figuram também além do mencionado Langdon a jovem  Sienna Brooks, médica superdotada. Quando já não sabe mais o que fazer, Langdon encontra  a primeira pista que o ajudará a descobrir  o que está acontecendo: a imagem do “Mapa do Inferno”, de Botticelli, uma famosa obra de arte inspirada no “Inferno” de Dante Alighieri.

Por fim, um último aceno aos nossos políticos regionais que pecam mais pelo carater ignorante do que pela ganância, distantes do notável facilitador Knowlton, cuja  busca na internet lhe informou sobre o proeminente matemático e demógrafo inglês do século XIX Thomas Robert Malthus, famoso por ter previsto que a superpopulação conduziria a um futuro colapso global, apesar das seguidas ondas de pandemias que se frustram em não alcançar o desmonte excessivo humano para salvar a nossa espécie.

É que a biografia de Malthus incluia um trecho perturbador de seu livro “Ensaio sobre o princípio da população” que deixou o facilitador muito alarmado, concluindo que o poder da população é tão superior à capacidade da Terra de produzir subsistência para o  Homem que a morte prematura chegará, de uma forma ou de outra, à raça humana. Os vícios da humanidade agem de forma ativa e eficaz no controle da população.  Eles são os precursores do grande exército da destruição e muitas vezes terminam eles próprios  o terrível trabalho que iniciam.

 No entanto, se fracassam nessa guerra de extermínio, moléstias sazonais, epidemias e pestes avançam em pavorosa sucessão, ceifando milhares, dezenas de milhares de vidas. Se mesmo assim o fim não é alcançado, uma fome colossal e inevitável vem em seguida, nivelando com um golpe poderoso a população mundial à quantidade de comida disponivel. (Conclusão).

*É advogado de empresas (OAB/AM 436). Contato [email protected].

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