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Uma lendária história de castigo pessoal e outra a caminho (01)

Bosco Jackmonth*

Obriga a pensar, mostram-nos as publicações objetivas eis que de suportes fáticos, da autoria de consagrados psiquiatras, alguns dos mecanismos que levam o ser humano a realizar-se. O sucesso de uma pessoa, asseguram, tem sido avaliado por subsídios de reconhecimento pessoal, ainda que os meios empregados para tal conquista por vezes, não sejam os mais aceitáveis. Ora, é de sabença, pregam os fatos que tal tem sido avaliado pelos padrões irradiados acima, como se sabe. Sucede dos veras, que nem sempre se pode encontrar atributos que levem a tanto. Ao contrário, bem entendido, é o caso das duas figuras de renome, que serão citadas linhas a seguir eis que serão objeto conveniente de compor este texto e que se prestam para culminar o que aqui se vai procurar sustentar.

Um deles é personagem que se prende à mitologia grega, Sísifo. Já o outro à política brasileira, de nome bem badalado, bizarro, que se traduz por um molusco marinho, semelhante ao polvo, portando tentáculos para poder agir. Não convém nominá-lo, pois já é pleno de nove horas. Ambos são notórios, já se disse, ainda que figurados em épocas distantes um do outro, cujas narrativas de suas existências já se vai chegar lá num instante, compondo-se os seus desatinos com o título encimado. Vamos ressaltar o que nos contam ou ensinam longamente a psiquiatria no geral, com destaque racionalizado para Roberto Shinyashiki e outros. 

“A história de Sísifo.” Um dos personagens mais interessantes da mitologia grega é Sísifo, rei do Corinto. Era tido como o mais esperto entre os homens. Notabilizou-se como político … Não, não! Este redator, tomado por surto de paramnésia, está misturando as figuras. Vixe! O gajo do caso, em verdade, chegou a ser preso por trampolinagens mesmo quando se sustentava na culminância desta nação. Foi no Brasil que aconteceu. Não é o caso da Grécia. Não é isso, desculpem-nos!

Segue, colhe-se das estórias da história que o grego, apesar de toda a sua astúcia, ou talvez justamente por causa dela, se via diante das situações mais complicadas. Cada esperteza criava novas dificuldades, que por sua vez pediam novos estratagemas, numa eterna sucessão de saídas provisórias. Certa vez, Sísifo, descobriu por acaso que Zeus havia raptado Egina filha, de Ásopo, o deus dos rios. Como faltava água em suas terras, Sísifo teve a ideia de revelar a Ásopo o paradeiro de sua filha, desde que este lhe desse em troca uma nascente.  O pai desesperado aceitou de bom grado a proposta. Deu a Sísifo a nascente e soube então que a sua filha fora raptada por Zeus. Sísifo teve a água, mas arrumou outro problema: Zeus ficou furioso com a delação e mandou a Morte buscá-lo.

Confiando na própria astúcia, Sísifo recebeu a Morte e começou a conversar. Elogiou sua beleza e pediu-lhe para enfeitar seu pescoço com um colar. O colar na verdade não passava de uma coleira, com a qual Sísifo manteve a Morte aprisionada e conseguiu driblar o seu destino. Durante um tempo não morreu mais ninguém. Sísifo soube enganar a Morte, mas arrumou novas encrencas. Desta vez com Plutão, o deus das almas e do inconsciente, e com Marte, o deus da guerra, que precisava dos préstimos da Morte para consumar as batalhas.

Tão logo teve conhecimento do acontecido, Plutão liberou a Morte e ordenou-lhe que trouxesse Sísifo imediatamente para os Infernos. Deu-se que quando Sísifo se despediu da mulher, teve o cuidado de pedir secretamente que ela não enterrasse seu corpo. Então suplicou um dia de prazo para se vingar da mulher ingrata e cumprir os rituais fúnebres. Plutão concedeu-lhe o pedido. Sísifo então retomou seu corpo e fugiu com a esposa. Havia enganado a Morte pela segunda vez.  

Viveu muitos anos escondido, até que finalmente morreu. Quando Platão o viu, reservou-lhe um árduo castigo especial, demandando muita força na execução. Sísifo foi condenado a empurrar uma enorme pedra até o alto de uma montanha. Antes de chegar ao topo, porém, a pedra rolava para baixo, obrigando Sísifo , no fim das contas, a retomar sua tarefa até o final dos tempos.  

Sabe-se, cumpre ressaltar, o mundo moderno é formado por muitos Sísifos: pessoas que se atiram em funções sem preparo nenhum mas que, é bem de ver, acabam alcançando o que buscam em grande parte da pretensão, como acontece com ampla difusão no nosso meio político, por vezes, e que será a glosa acerca da outra figura anunciada. (Continua). 

É advogado empresarial (OAB/AM 436), versado em atender consultas, redações de pareceres e o mais Contato: [email protected]

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