Os riscos atuais e a nossa empregabilidade

A busca incessante pela estabilidade no emprego e até mesmo em sua própria empresa, caso você seja um empreendedor, é algo de fundamental importância para todo ser humano. Dizemos que precisamos mudar sempre, mas, quando a mudança interfere diretamente em nossa vida, iniciamos um processo natural e normal de resistência, pois, estamos saindo de uma área de conforto para certo grau de incerteza que nos deixa desconfortável. Este momento difícil para o mundo inteiro nos faz ficar muito apreensivo, ansioso e preocupado. A capacidade de adequação do profissional e do empreendedor às novas necessidades e dinâmicas do mercado atual é uma realidade. O grande perigo para as organizações é quando nos deparamos com situações com pouca visão sistêmica, de mesquinharia, falsidade, desmotivação, jogo duplo, egocentrismo, tentativas de onipotência e onipresença, tramas, teatro, enfim, situações extremas de falta de profissionalismo a fim de “segurar” o emprego a qualquer preço ou fingir que não sabia do risco. Agora precisamos mudar comportamentos e nos preparar para o futuro.  

Sabemos da necessidade de melhorar significativamente a relação capital (dono do meio de produção) e trabalho (mão de obra) sempre. Mas a falta de profissionalismo, tanto de alguns líderes quanto de alguns liderados, vem criando um problema bem maior, pois assim, ninguém sai ganhando. Possuímos algumas pessoas trabalhando em nossas empresas despreparadas para a velocidade da mudança que ocorre na atualidade. Muitos profissionais estão se transformando em seres humanos e profissionais medíocres, fazendo tudo para garantir seu emprego. Tudo mesmo. Incluindo aqui todo um processo natural de desgaste com visão deturpada da Administração que ao invés de criar soluções aumentam ainda mais o problema já existente e a justificativa passa a ser priorizada ao invés das soluções.

Atualmente bons profissionais estão sofrendo consequências devastadoras dentro de nossas empresas devido estarem sendo administrados (geridos) por profissionais que já foram bons gestores ou mesmo nunca o foram. Isto está colocando em risco o nosso emprego e a nossa empresa. Precisamos urgentemente avaliar com maior periodicidade e técnica nossos líderes e chefes e buscarmos uma concentração maior nas pessoas e em seguida nos processos organizacionais, caso contrário, não estaremos somente caminhando para um abismo, mas estaremos correndo para o suicídio organizacional.

Precisamos nos concentrar na causa do problema. Primeiro, um ato desesperado demonstra claramente a falta de capacidade, habilidade, profissionalismo, lealdade, ética, moral, proatividade, resumindo, tudo de ruim que um profissional pode ter. Sendo assim, não podemos querer resolver algo atacando a consequência. Precisamos atacar a causa. Mas parece que poucos estão preparados para atuarem na causa ou fingem que não estão e preferem viver da exploração do desespero alheio. 

Portanto, precisamos nos conscientizar que são nas boas contratações que podemos resolver as causas do problema em nossas empresas e devemos buscar profissionais preparados para mudanças radicais ou quando contratarmos nossos colaboradores devemos pensar, além de atingirmos os números necessários para uma melhor rentabilidade, em transformá-los realmente em colaboradores voltado para o coletivo e disponibilizar o tempo necessário para um grande profissional agir. E nunca podemos esquecer do monitoramento constante mesmo sendo os resultados satisfatórios, pois assim, estaremos evitando consequências desastrosas em futuro próximo. Certamente, podemos defender e até tentar “segurar” nossos empregos e nossas empresas e até criar certa estabilidade com eficácia, eficiência e efetividade desde que tenhamos habilidades conceituais, humanas e técnicas equilibradas ao ponto de servirmos de bom exemplo onde estivermos desenvolvendo nosso trabalho. O mercado sempre estará necessitando de profissionais com características empreendedoras que sempre possuam ou busquem a habilidade de ver nas ameaças grandes oportunidades. 

Vamos refletir sobre isto?

Flávio Guimarães é Mestre em Engenharia de Processos pela UFPA, Diretor da Guimarães Consultoria e Treinamento Empresarial Ltda., Diretor de Educação da ABRH, Administrador de Empresas, Especialista em Empresas Públicas e Privadas, Pós Graduado em Gestão Estratégica de Negócios, Consultor Empresarial, Pós Graduado MBA Gestão e Docência do Ensino Superior, Professor Universitário (Estácio Amazonas), articulista do Jornal do Commercio e da Amazon Play TV digital e Coordenador de MBA Executivo e dos Cursos de Logística, Qualidade e Recursos Humanos e do LPG – Laboratório de Práticas em Gestão da Faculdade Estácio do Amazonas.

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Jornal do Commercio de 28.02.2023.

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