O cheiro da derrocada

  É comum em um governo com boa gestão pública  as prioridades surgirem após prévia análise de vários segmentos, mas no atual  governo federal elas surgem da vontade do presidente petista — que ora age com ódio, ora com revanchismo. É o caso do fechamento dos clubes de tiro que geram emprego em todos os estados. O atual governo que ocupa o poder, o que menos se preocupa é combater ladrões e assassinos. Defender o cidadão chefe das famílias ou as mulheres vítimas de estupros não faz parte da cartilha do Ministério da  Justiça. Como dizia minha avó: “cada um dá o que tem”  — afinal, se há liberdade para que pedir permissão para portar armas? 

       O governo federal deseja controlar o povo porque tem receio ou por ideologia? Ou porque deseja eliminar o instinto de defesa que decorre da extrema necessidade do momento? A hipocrisia tem limite e em qualquer país sério não se admite a subversão da ordem legal. Mas o que esperar de um desgoverno em que um  Ministro se julga no dever de determinar medidas que atingem “moradores de rua”? E outro autoriza uma “suposta trans, sem cirurgia, a cumprir pena em presídio feminino”?

Como reflexo dessas anomalias temos um “presidente” que “debocha do princípio da inocência” — esquecendo de seus deveres constitucionais. E, ainda, alimenta um populismo e finge “ignorar as regras básicas da Constituição; promovendo um retrocesso civilizatório” (Estadão). Se entende “que debocha da nossa inteligência” só mostra sua debilidade mental. É revoltante o país ter um presidente hipócrita e fora da realidade.

O presidente ilaqueia a boa-fé dos pobres e miseráveis ao se utilizar de promessas vazias — não administra mais vários de seus nomeados — todos individualistas; enquanto alguns supostos líderes de partidos já sentem o cheiro da derrocada. Sem maioria na Câmara, partiu  para o “dá lá, toma cá”.  E, como não desce de avião nem em seu Estado Natal, nutre ódio e inveja de Bolsonaro, ovacionado por onde passa como recentemente em Brasília no “famoso festival Capital Moto Week”. Ao afirmar  que “pobre e negro não tem que estudar, mas  trabalhar”, cometeu crime inafiançável.

Como Ignorar o cenário econômico do Brasil? Os exemplos são muitos: 36 mil empresas que fecharam as portas no Ceará, a gigante varejista “POLISHOP  fechou mais  de 100 unidades”.  Eles reclamam “que governo arrecadou menos em junho”,  por isso, tachou todos os prêmios recebidos pelo vencedor em 30% de seu valor que irão para o cofre da felicidade. Destruir tudo, empobrecer a todos e eliminar quem gera emprego, talvez, sejam as metas deste governo que começa fracassar com apenas seis meses de vida. Tanto isto é verdade, que em face dos “seguidos prejuízos ao longo dos últimos meses”, o governo do comunista “fechou o primeiro semestre  com rombo de R$ 42,5 bilhões nas contas públicas”, conforme dados divulgados — 27 de maio de 2023 —  pela Secretaria do Tesouro Nacional; enquanto no governo Bolsonaro no mesmo período houve superavit de R$ 14,6 bilhões.

Manaus, 01  de agosto de 2023

JOSÉ ALFREDO FERREIRA DE ANDRADE

Ex-Conselheiro Federal da OAB/AM nos Triênios 2001/2003 e 2007/2009 — OAB/AM 

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