O Brasil que queremos não é este que vivemos

O fanatismo religioso transforma as pessoas bruscamente, torna-as radicais, intolerantes e cegas — a ponto de não enxergar o óbvio. Ficam iludidas, com suas atitudes marcadas pela avidez mórbida de fazer valer suas convicções errôneas. O grave erro desse tipo de fanatismo é esquecer as individualidades e as origens culturais, colocando todos no mesmo barco como se tivessem vindo do mesmo ventre. Este zelo obsessivo, viciado e desconectado da realidade, não passa de uma inócua tentativa de impor condutas intolerantes  e extremistas ao povo cristão — a família continua sendo a célula “mater” do caráter e  dignidade de propósitos.  Pedir a “paz” no mundo não é  ser ingênuo,  mas um ato de amor ao próximo. Guerra é para os fracos de espírito;  pois desconhecem o verdadeiro significado da vida  e dos princípios cristãos que enobrecem o ser humano.

       A sociedade brasileira vive em dias obscuros — não somente pela exclusão social — e sim  pelo baixo nível da educação, ensinado nas escolas de todo o país; não somente  por ser negro ou pobre,  mas porque inexistem perspectivas devido ao país agrupar, principalmente, em Brasília,  um elevado número de políticos desonestos, incultos e corruptos que não desejam alterar o cenário promiscuo onde vivem como se fossem “reis”. Que país é este? É o Brasil da imoralidade em vários segmentos; da miséria e da fome; dos crimes ambientais, da ignorância que isola a igualdade e aumenta o ódio e o preconceito; bem como da criminalidade, onde os privilegiados são protegidos pelo Judiciário.

A existência de um Comitê anticorrupção decorre da falta de caráter — os brasileiros não podem se curvar diante de imoralidades que ferem os princípios éticos e comportamentais. As futuras gerações precisam de um mundo melhor e valores cristãos. Quando teremos a menor taxa de desemprego, o melhor PIB e o menor índice de criminalidade? O atual presidente não se preocupa com nada e agora mira destruir tudo que o ex-presidente deixou em benefício do povo.

O Brasil  que o povo quer e exige não é este que vivemos, onde não há educação básica de qualidade; a pobreza cresce e a desigualdade gerada pelo sistema tributário enfrenta debate no Congresso porque os ricos nunca pagam seus tributos; buscando sempre benefícios como as isenções, subsídios, etc. O importante é saber quem irá crescer com a reforma tributária: o rico ou o pobre que precisa surgir das cinzas.

Como reflexo do desastre de um governo pífio, desacreditado e desastroso, as pesquisas mostram que a “aprovação de Lula recuou de 60% para 54% e que 42% já desaprovam seu mandato”. E, a tendência será sempre piorar. O Brasil que queremos não é este que vivemos!

Manaus, 31 de outubro de 2023

JOSÉ ALFREDO FERREIRA DE ANDRADE Ex-Conselheiro Federal da OAB/AM nos Triênios 2001/2003 e 2007/2009 -OAB/A

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