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O assédio moral e a liderança

É de suma importância tratarmos o assédio moral dentro das empresas e o quanto a liderança precisa observar com atenção o seu desenvolvimento como gestor no trato com as pessoas, bem como, a sua atuação dentro do código de conduta organizacional. Para além disto, nas suas práticas das relações humanos.

É urgente estabelecermos uma cultura de cortesia e inclusão, com tolerância zera à discriminação ou ao assédio, e, de proporcionar um trabalho positivo que reconheça e respeite a dignidade de todos.

Assédio, de uma maneira simples, é sobre tratar alguém de uma forma indesejada, grave, agressiva ou invasiva, e que altere fundamentalmente as condições de trabalho e vínculo. 

Cobre uma ampla gama de comportamentos de natureza ofensiva e é geralmente entendido como um comportamento que importuna ou perturba, com características repetitivo.

Ele pode ocorrer de diversas formas, como: 

  • Não verbal em um olhar sugestivo ou malicioso, gestos ofensivos.
  • Verbal com ofensas, piadas, fazer comentários inadequados de qualquer natureza, como deficiências ou apelidos.
  • Visual com e-mails de conteúdo inapropriado, enviar vídeos de alguém sem permissão.
  • Físico com empurrão e agressão.

É claro que não estou abordando todos os aspectos, bem como não entrando em detalhes. 

No entanto é relevante entender as mais diversas formas e extensão para como líder compreender a situação, as causas e os impactos.

Resolvi escrever sobre este tema porque infelizmente tenho visto gestores extremamente competentes, com larga experiência, excelentes resultados, afundando suas carreiras e comprometendo toda trajetória profissional por conta de comportamentos assediadores. 

Isso vale também para o assédio sexual que nem vou comentar neste artigo. 

Dos exemplos simples como ri e comentar quando o colega faz uma oração na hora da sua alimentação. Zombar constantemente de uma deficiência de alguém. Gritar e desmoralizar as pessoas ou ainda usar de seu poder hierárquico para coagir ou coibir. 

Fique também em alerta sobre a intenção e o impacto. Mesmo que a intenção do comentário ou atitude sejam bons, se a outra pessoa se sentir desconfortável, o gesto não deve ser repetido. 

Você como líder deve entender o quanto antes que é responsável pelo impacto de suas ações sobre os outros.

Sabemos que fazemos parte de uma cultura latina e as brincadeiras, informalidades é como nos expressamos naturalmente em nossa sociedade, generalizando os comportamentos. No entanto, principalmente no ambiente profissional é preciso manter o cuidado para não passar dos limites e não ter atitudes que mesmo sendo comuns são inadequadas.

Se você não perder de vista a ética, a lei e a civilidade nas relações, certamente conseguirá conduzir sua equipe em um ambiente harmônico e produtivo, saudável e eficaz. 

Não são opostos e podem perfeitamente ter respeito sem autoritarismo, resultado sem coação, firmeza sem agressividade, ser descontraindo sem ser desagradável, corrigir sem ser ofensivo.

Vale você manter atenção em atitudes que vão mantendo a sua liderança longe de acusações de assédio moral, como: 

  • não fornecer feedback negativo em público;
  • não fazer cobranças excessiva, desmedida;
  • não corrigir de maneira ofensiva; 
  • não se envolver em eventos vexatório como boatos, fofocas e discriminação;
  • não alterar o volume de voz e bater na mesa como forma de ênfase da frase;
  • não escrever texto com duplos sentidos;
  • não encaminhar conteúdos fora do contexto profissional.

A missão é manter sua conduta em consonância com a legislação e com as normas internas da empresa e desta forma, representar o melhor para sua gestão de pessoas, estratégias de engajamento, saúde mental e emocional do time e por consequência a melhor direção para atingimento de resultados.

Espero que esta leitura seja uma fonte de atenção para o tema e direcionamento para seu maior aprofundamento deste assunto. 

Cintia Lima

Psicóloga, Mentora de Líderes e Master Coach

@oficial.cintialima

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