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Muito papo e pouca ação do CEAPO e da CATRAPOA

Não sou mais conselheiro, mas participei da reunião conjunta que aconteceu recentemente a convite do secretário da SEPROR. Temos no Plano Safra do Governo Federal e do Governo Estadual ações que envolvem a SOCIOBIODIVERSIDADE. Então, no meu entendimento, ficou sem sentido o questionamento na reunião dos Conselhos que aconteceu na sede da SEPROR sobre a “ausência” da palavra SOCIOBIODIVERSIDADE na apresentação da secretário Daniel Borges. Aliás, falta o CEAPO (conselho dos orgânicos) reunir para entender a razão do desperdício de milhões da PGPMBio que não chegam ao guardião da floresta, segunda dados da Conab, que opera a política. O CEAPO deveria chamar as ONGs para saber por que não ajudam a fazer chegar esses milhões de renda para os guardiões que trabalham com produtos da SOCIOBIOVERSIDADE e vendem abaixo do custo de produção. A PGPMBio existe desde 2009. Não entendi também a afirmativa de que a produção da AGROECOLOGIA é vida, e as demais produções é MORTE. Tenho enorme respeito por quem fez essa afirmativa, gosto muito dela, ela sabe disso, sendo da EMBRAPA, chamar de “MORTE” todas as pesquisas científicas que sua EMBRAPA faz com total respeito à sustentabilidade não foi correto. Não foi uma afirmativa feliz e em nada agrega para retirar os 65.6% dos amazonenses que estão abaixo da linha de pobreza. Ainda não temos produção orgânica/agroecológica suficiente, e até mesmo os agroecologistas comem produtos com a tecnologia da EMBRAPA. Ainda falando sobre a SOCIOBIODIVERSIDADE, lembro que o Plano Safra Estadual contempla a subvenção, paga pela ADS, para a PIAÇAVA, BORRRACHA e PIRARUCU. O CEAPO já pautou esse assunto? idem CATRAPOA (Comitê dos Povos e Comunidades Tradicionais) ? Então, não é justo dizer que a SOCIOBIODIVERSIDADE está fora dos planos. O que falta é ação, apoio, parceria para ampliar ainda mais esses programas. Falta sair do discurso e ir para a prática em defesa do guardião da floresta. Será que o CEAPO já discutiu que os produtos da SOCIOBIODIVERSIDADE da PGPMBio só contemplam CUSTO DE PRODUÇÃO? Bem, já faz tempo que defendo esse PLUS ambiental. A CATRAPOA, CEAPO e CPORg já fizeram esse pleito, que é meu, que defendo e já bem antigo? O atual governo atendeu e criou o CEAPO, mas tem sido pouco utilizado, nem se compara com as reuniões do CONEPA e CEDRS. Todos os instrumentos de COMPRAS PÚBLICAS contemplam os orgânicos, mas se o CEAPO, CATRAPOA e CPORG não reunirem para ter maior abrangência vai ficar patinando. Pode ser virtual, mas tem que reunir. Eu, junto com minha equipe da Conab, fiz o primeiro contrato público do governo federal com um grupo formal de orgânicos de Manaus. Não foi ao final por falta de gestão, erros identificados pela CONAB. Já está sendo providenciado capacitação para as diretorias a fim de melhor trabalhar com recursos públicos? É fácil reivindicar, mas fazer o certo me parece difícil. Nossos pescados são orgânicos, o nosso pirarucu é orgânico, mas não recebem como tal. Isso sim é pauta, e também é produto da SOCIOBIODIVERSIDADE. Lógico que devemos ter um PLANO dessa área, mas isso é papel do CEAPO reunir e trabalhar nesse sentido, contudo, tem o feijao com arroz acima que não estamos fazendo. A nova superintendente da SFA-AM, Dionisia Campos, falou que está trabalhando para tentar disponibilizar espaço da sede da SFA-AM para orgânicos, mas não ouvi resposta nesse sentido. Espaço em órgão público tem critério de utilização, foi esse o motivo que parou depois de longos anos. O problema do espaço cedido pela ADS, pelo que me informei, não é questão de ser “PORÃO”. Afirmativa que não foi justa, porque, pelo que me informei é no estacionamento do shopping Ponta Negra, uma das feiras mais movimentadas da ADS. Parece que o problema é o DIA. Se for isso, o diálogo deve resolver. Sempre faço críticas construtivas da ADS, mas na questão FEIRA eles têm se esforçado para atender a necessidade em termos de ESPAÇO, e não vão negar para uma produção orgânica e agroecológica. Este blog está aberto neste item 11, pois foi em cima do que ouvi na reunião. Os demais itens eu confirmo, porque conheço e vivi. Cadê a tabela dos produtos ORGÂNICOS da Conab? Aliás, não vi a Conab na segunda passada, e vários assuntos ligados a ela foram mencionados. Cadê os Pronaf’s agroecológicos, ECO, Floresta do Amazonas? Qual a razão de agroecologistas não pleitearem o ZEE, que tem um E de ecológico? Tem muito mais, mas fico por aqui. Se não descermos do palanque, do radicalismo excessivo e desnecessário (quem defende a agroecologia como todo dia produtos convencionais cultivados com a segurança alimentar da ciência, da Embrapa) a família da CANOA sequer terá o direito de visitar e tomar um cafezinho nos shoppings de Manaus, só as lideranças ficam com esse direito, os empregados públicos e eu na condição de aposentado. Temos centenas de pontos convergentes, desperdiçando recursos…é urgente focar nos 65.6% que não tem o que comer CONVENCIONAL, AGROECOLÓGICO, ORGÂNICO nem SINTRÓPICO. É FOME MESMO!

05.03.2024

Thomaz Antônio Perez da Silva Meirelles, servidor público federal aposentado, administrador, especialização na gestão da informação ao agronegócio. E-mail: [email protected] 

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