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Líder e a gestão das emoções

Há no mundo um aumento expressivo de pessoas emocionalmente adoecidas. Não é para menos diante de todos os desafios do cenário nos últimos tempos. O que nos faz refletir que embora tenhamos a intenção positiva e visão otimista sobre o futuro, os obstáculos na vida serão contínuos e as pessoas que não conseguem gerenciar as próprias emoções terão ainda mais problemas em suas vidas e terão cada vez mais a sensação de serem esmagadas em uma sociedade que em seu processo evolutivo age de forma acelerada. 

Imagina esta pressão para os que assumem papéis de lideranças?

Se vê rendendo com toda esta carga em suas atribuições de líder?

Percebe a exponencialidade de dificuldades para quem precisa gerenciar pessoas? 

Estar em vigilância com a saúde intelectual e corporal é importante, mas observar a saúde mental e os motivos que levam uma pessoa a colapsar são formas de alerta para todos nós. É por isto, que a gestão das emoções é um tema tão atual e relevante para os líderes e para os que pretendem viver com tranquilidade interna, mesmo que o mundo externo esteja borbulhando.

Pense na frase: “Tudo pode ser tirado de uma pessoa, exceto uma coisa: a liberdade de escolher sua atitude em qualquer circunstância da vida.” (Viktor E. Frankl).

É fato que as emoções surgem à tona e que em muitos momentos torna-se difícil controlá-las, mas ter consciência de que as nossas emoções não podem dominar nossas obrigações são um meio de ter sanidade frente a tantos momentos delicados e que exigem de nós um pouco mais de cautela e serenidade. 

Por este motivo a atualidade trata tanto o termo inteligência emocional. Na prática a inteligência emocional nada mais é do que receber as percepções da sensação e saber distinguir aquilo que está sentindo, sem permitir que elas te paralisem. É através desse autoconhecimento que conseguimos agir no mundo sem sermos pautados pelos nossos desejos e sensações do momento, mas cumprindo nossas obrigações e deveres diários independente de qualquer coisa.

Quando líderes, conseguirem fazer o que precisa ser feito com disciplina, sem ferir-se ou sem ferir as pessoas, é o autocuidado necessário que transbordará no cuidar do outro.

Não tenho como fazer você aprender a gerenciar suas emoções em algumas linhas a serem lidas, mas posso reforçar que a inteligência emocional, neste sentido fundamenta-se em 5 pilares a serem desenvolvidos para que tenhamos as competências pessoais e sociais necessárias para fluirmos em plenitude, a saber: conhecer as emoções, lidar com elas, motivar-se, reconhecer as emoções nos outros e lidar com os relacionamentos.

Eu diria, que antes de conhecer as emoções, é importante encontrar o mais profundo motivo que o mobilizaria para projetar o seu futuro com muito mais interesse na gestão das suas emoções.

Viktor Frankl, o autor da citação inicial, foi o desenvolvedor da logoterapia, a ciência que estuda o sentido da vida e o vazio existencial. Frankl viveu em quatro campos de concentração nazistas e observou a reação dos prisioneiros durante todo esse tempo. Para ele, o ser humano precisa ter um “por quê”, um “para que” e algo fora de si mesmo “pelo que lutar”, sem isso, a vida se perde em meras obrigações sem sentido entre si e causam dentro da alma um buraco, levando a uma angústia desconhecida.

Se o cenário em si não for a maior razão para que você busque mais inteligência emocional, ao menos, descubra dentro de você o que mais faz sentido em sua vida para que a busca por saúde, com sucesso e felicidade seja a mola propulsora para melhor gestão das suas emoções.

Ter inteligência emocional é perceber e acurar as emoções, avaliá-las e assim expressá-las. É essa noção de si mesmo através da autoconsciência dos próprios interesses, senso de missão, sentimentos e atos que vai conseguindo controlar aquilo que fala, pensa, e a forma como age.

Ainda que tenhamos uma vida recheada de deveres, olhar para si é um ato de cuidado e de amor. Perceber que somos seres humanos inacabados, em construção e que buscam evoluir todos os dias, ainda que as coisas desandem ou estejam inadequadas ao nosso momento. Este é inclusive um dos principais modelos mentais da liderança: continuar aprendendo, se desenvolvendo, evoluíndo.

Viktor Frankl percebeu ainda que no campo de concentração os prisioneiros que não pensavam em morrer eram aqueles que tinham um ideal pelo qual lutar, isso fazia com que eles tivessem força diante daquela adversidade, e é isso que espero: que você olhe agora para a sua vida e encontre seu ideal, entendendo que o vetor da vida é para fora e que os sentimentos não devem impactar em seu dever diário. Lidere a si mesmo! Este seja seu lema para aprender a gerir suas tarefas, seus comportamentos e o que mobiliza isto acontecer: suas emoções.

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