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Lafer, Whitaker, Levy, Machado Neto sem herdeiros

Aristóteles Drummond

A presença do alto empresariado paulista na vida pública nacional sempre foi relevante. Uns com mandatos eletivos e outros ocupando altos cargos no governo.

Esses homens garantiam qualidade no exercício da função pública, emprestando cultura, bom gosto, bom senso e exemplo pela reputação ilibada de todos.

Adhemar de Barros, ele mesmo empresário, foi responsável pela presença, como prefeito de Ubatuba, de Francisco Matarazzo Sobrinho, o criador da Bienal. E, em São Vicente, Charles de Souza Dantas Forbes. Quando prefeito de São Paulo, teve na Secretaria de Finanças nada mais nada menos do que Amador Aguiar e na eleição de 62, como vice, Laudo Natel.

A bancada federal paulista já contou com Brasílio Machado Neto, Guilherme Afif e Paulo Maluf, ex-presidente da ACSP, assim como o banqueiro Herbert Levy e o industrial Horácio Lafer, da Klabin, que, além de deputado, foi ministro das Relações Exteriores de JK e da Fazenda de Getúlio Vargas. Olavo Fontoura, outro levado por Adhemar para a política, foi deputado. Outro notável, que presidiu a Câmara dos Deputados, foi Pereira Lopes. Uma verdadeira seleção de valores que deram mais do que receberam da vida pública.

Minas Gerais também teve políticos de vida empresarial, como Magalhães Pinto, que foi presidente da Associação Comercial de Minas aos 30 anos e, na bancada federal, Sebastião Paes de Almeida, Gilberto Faria, Antônio Luciano, Bilac Pinto e José Alencar. Foram prefeitos de Belo Horizonte, o banqueiro Osvaldo Araújo e o pai da siderurgia privada nacional, Américo Giannetti, e o presidente da Bolsa de Valores, Ruy Lage.

No Estado do Rio, exerceram mandato Mário Tamborindeguy, Edilberto Ribeiro, Denizart Arneiro de Castro e Hélio de Almeida. No âmbito estadual, Everardo Magalhães Castro e Mauro Magalhães.

O Nordeste levou ao Senado Ermírio de Moraes, Albano Franco, Jessé Freire, Paulo Sarasate, Carlos Jereissati, João Cleofas e Teotônio Vilela, entre outros.

O Brasil só terá a ganhar com a volta de empresários à política. Afinal os países de livre empresa sólida são os que oferecem melhor qualidade de vida para o povo.

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