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Historiando a história – I

Pode-se reconhecer que persiste uma crise política no Governo Bolsonaro. Bom, mas até aí morreu o Neves. Crises políticas são mesmo da genética de alguns governos. A questão preocupante é que esta se agravou ao se converter nas suposições de uma crise militar, segundo manifestações partidas da burguesia de sempre que deu um salto e veio a campo expor-se. 

Ái, ái, ái.  Olhando-se pelo retrovisor da história brota um temor tendo o passar do tempo como podendo ligar o passado ao presente, quando as tendências se perpetuam. Sim, isto é história, ou seja, já vimos este filme antes, aí por volta de mais de meio século, quando do golpe militar que o País sofreu em 1964. Mas afastemos o receio; talvez seja um impulso do autor desta estação de escritos semanais quando lecionou história em educandário particular. No entanto convém reescrever a história em longos capítulos sobre aquele passado e por as barbas de molho, em que pese vá aí mais um lugar-comum…

Como se dava naquela altura, a nossa região e mesmo a nossa cidadania refletia os humores culturais de Tio San, e o que há tempos se tinha registrado em outra estação de escritos semanais, ora rememorando, ligava-se ao status quo (ante), mas nos dias que correm. Sei não…   Então vamos aos registros, historiando a história, conforme anunciado, mutatismutandis. Inclinamo-nos aos pesquisadores sociais quando sustentam que a formação cultural do povo americano é diversa da brasileira porque esta lamentavelmente acompanhou o modelo nefasto imposto pelos conquistadores em quase todo o Continente, quando da ocupação, que atende também como descobrimento. É que enquanto no Norte os colonizadores viam um Mundo Novo para instalar-se, no resto do Continente Americano espanhóis e portugueses viam sim um Novo Mundo mas para a saquear.

Nascida, a nação norte-americana cresceu sem conhecer rival no campo da interpretação e uso das potencialidades naturais e no aplicar da adequada violência para alcançar a sua autodeterminação. Nenhuma outra nação do Continente com riquezas naturais similares, pôde manejar seu destino livremente. Estas sucumbiram em razão do domínio imposto pelos europeus que não foram enfrentados adequadamente, como no Norte. Sucede, sem nenhum questionamento e sem quem os criticassem, os Estados Unidos mostram-se desde sempre como líderes e modelo da sociedade capitalista feliz. Voltados para o seu grau de progresso, desenvolvimento e autoimagem, nada era negativado, chegando a vender ao mundo as suas próprias dificuldades morais, eis que o planeta foi invadido pelas maravilhosas estórias no oeste selvagem, uma violência fraticida, na eliminação dos índios, na guerra dasecessão, no gangsterismo, parecendo a todos, por muito tempo, como estórias maravilhosas, mesmo.

Criaram, em doces momentos, coisas positivas exportadas através de filmes, livros e músicas, como os gloriosos personagens infantis nascidos da magia de Walt Disney, tanto quanto fizeram nascer os heróis e super-heróis, projeções desenhadas dos valores morais e coragem inaudita que atribuíam a si próprios, embora com um certo estoicismo. Sabe-se lá porque os heróis dos quadrinhos – o veículo de divulgação – têm que sempre agir como eunucos? É que Batman e Robin, não se explicam; o Fantasma passa mais tempo junto do Herói, do que com a Diana, parece que prefere o cheiro do cavalo ao da noiva; o Mandrak vive um lance com a Narda mas tem aquela transa do Lotar pelo meio; o Super-Homem faz tudo mas não faz o principal que a Miriam Lane espera; o Zorro nunca teve um caso, e prefere viver em eterno “camping” na companhia do Tonto. Pode uma coisa dessas? (Continua).

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