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Historiando a história – 5

Então Kennedy expressou sua preocupação pela tendência esquerdista-comunista do movimento trabalhista no Brasil. Jango demonstrou aborrecimento do que ele taxou de “um problema extremamente exagerado”, pois segundo sua ótica “embora os comunistas pudessem ter uma participação exagerada na liderança trabalhista, ele estava confiante que poderia resolver qualquer problema que porventura surgisse.” O interlocutor, então, apressou-se a explicar quo comentário tinha sentido amistoso e que não se desejava absolutamente interferir na auto determinação do Brasil.

Antes, contudo, havia acontecido a questão cubana e o Brasil, na reunião da OEA realizada em Punta del Este se portara inteiramente contrário às pretensões norte americanas que exigiam sansões continentais contra Cuba. Nessa ocasião o Ministro San Tiago Dantas, do Brasil, criticou abertamente a posição norte americana, sustentando a linha política independente do Brasil, não concordando com a expulsão de Cuba da OEA nem com a imposição de sansões econômicas ou diplomáticas contra aquele país. Mas antes dessa reunião, Richard Goodwin, assessor do Secretário de Estado Dean Rusck, escreveu: “a situação política do Brasil é extremamente precária. Não temos remédio senão trabalhar para reforçar esse Governo, pois parece não haver alternativa viável.

Cabe aqui um parêntese para estabelecer alguns “ganchos” que levarão ao final desta série, a encontrar os norte-americanos parados na esquina contemplando caminhos desconhecidos e inesperados em razão de tais e tantas que fizeram ao chamado “Mundo Livre”. Vejamos. A revista “Time” publicou há tempos, uma reportagem de capa mostrando todo o horror do império da tortura feito instrumento de repressão dos Estados. Na denúncia a América Latina aparecia em lugar de destaque. Mas também o Irã, aliado dos Estados Unidos (na administração” do Xá) estava recebendo mais de 10 bilhões de dólares em armas.

Além desse apoio em armas, 24 mil “assessores” mandados pelo Pentágono, cujo algarismo final previsto era de 50 mil, “numa escalada que lembra o que acabou dando na guerra do Vietnam”. A revista perguntava “estarão alheios ao martírio de iranianos? Ou esse martírio é, no mínimo, item da mesma tragédia que levou o Xá a cercar-se de milhares desses assessores?” Opinou-se a respeito que essas eram perguntas que poderiam estar nos anais do Congresso dos Estados Unidos representando frustrações de uma sociedade “que insiste em cultuar valores de liberdade e justiça, no bicentenário de sua independência, e descobre a todo momento que andou e continua andando metida em grossas sujeiras.”

Na verdade, todo esse apoio à “administração” do Xá, resultou em mais um bom negócio. Além do longo processo que ‘deserdou”o povo iraniano, antes de se mandar o Xá lembrou-se de agasalhar na capanga 6 bilhões de dólares,, hoje depositados no Chase Manhattan Bank pertencente à família Rockfeler, dizem agora os anais.

Outra. Parece que ninguém acreditou. O dr. Jorge Vivo diretor do Centro de Pesquisa Geográfica da Universidade do México acusou: “Cientistas dos Estados Unidos desviaram a trajetória do furacão FIFI, reativando-o por meios artificiais e jogando-o sobre Honduras. Os mortos somaram 10 mil e os prejuízos totalizaram vários milhões de dólares. Ninguém acreditou. E novos esclarecimentos foram feitos: “O furacão já havia esgotado sua fúria na região de Tampico no México, quando os norte-americanos injetaram iodeto de prata nele, fazendo-o recompor-se e tomar o rumo da América Central. Mas por quê? “Para proteger a declinante atividade turística da Flórida”, informou o dr. Jorge Vivo. (Continua).

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