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 Há algo como a nossa falta de imaginação

Nílson Pimentel (*)

Acredita-se que os fatos provocados pelas ações de governantes e políticos transformam o cidadão e o povo em geral apático, impotente, sem imaginação, propenso a aceitar e até aplaudir o óbvio e realizações de ofício (obrigações) de governantes e políticos. Parece-nos que estamos anestesiados de alguma forma, aplausos automáticos, sem vibração, sem energia, o que chega a revoltar alguns poucos conscientes despertos pelas proximidades de eleições nesse país (municipais) e até no vizinho, a Venezuela, como fator esdrúxulo, como nesse caso venezuelano.  Existe um ditado que diz: o contrário da guerra não é a paz, mas a criação! Dialogando com algumas cabeças mais inteligentes que a minha no CEA – Clube de Economia da Amazônia,  chega-se a conclusão que um dos grandes problemas dos últimos séculos é que estamos vivendo uma crise de imaginação profunda, que apesar de nunca termos parado de criar, estamos presos nas mesmas ideias e reforçando as mesmas narrativas calcadas na destruição em geral, física e ideológica. Contudo, como criar quando temos a sensação de que tudo está em “guerra”, em contradição às demandas da sociedade, de forma pior possível? Observando a História, chega-se a constatação que isso é verdade. Segundo alguns estudos, nos últimos 3.400 anos a humanidade só teve 268 anos de paz completa. Compreende-se isso? E mesmo assim, a criatividade humana perseverou e a criatividade e criou da Monalisa até os atuais foguetes exploratórios do espaço. Das pirâmides do Egito aos Povos Ianomamis na Amazônia. Outros entendem que o problema é que com a revolução industrial, as guerras e a destruição aceleraram de maneira violenta e opressora que parece que estamos num looping infinito na mesma narrativa que no fim é uma história sobre consumir e destruir tudo e todos. Chega-se a perguntar: sabe o que significa ter pensamento crítico e criatividade? E conhece maneiras de desenvolver oportunidades de aprendizagem voltadas a essas competências em sua vida, em sua escola? Se deve preparar os jovens para os desafios do século 21?, O pessoal do CE entende ser  fundamental entender a importância do pensamento crítico e da criatividade. Essas duas competências são fundamentais para que os jovens aprendam e possam concretizar seus projetos de vida. Diga não ao pensar no senso comum, a criatividade e o pensamento crítico não são características inatas, mas podem ser estimuladas na sua vida e nas escolas a partir de atividades intencionais.  Seja um super-herói, um soldado de guerra, pois a narrativa é sempre a mesma, se branco, preto, amarelo, homem ou mulher.  Saiba que a história é recontada cada vez de um jeito, sob a visão do vencedor e pode parecer diferente, mas ela acaba sendo sempre igual. A humanidade não tem parado para pensar se a história que se está construindo é a história que queremos quer viver. Nascer, crescer, estudar, trabalhar, casar, procriar, “vencer na vida” e morrer! Não é o fim!  Ter não é o suficiente. É uma história que foi inventada por alguém e há anos e ninguém contestou ou quase. A humanidade aceita e finge ser esse personagem dessas sequências infinitas. Desde que se começou a contar histórias, se percebeu para a história funcionar era necessário colocar o herói da história em situações e lugares limítrofes, em lugares muito bons e/ou lugares muito ruins. Somente assim, se teria o Paraíso e o Inferno dito na bíblia judaico-cristã. Assim também, se tem as partes nobres das cidades e as partes pobres do mesmo  drama vitorianos. Chega-se até ter cidades flutuantes, favelas, poluidoras, terra devastada sem nada de infraestrutura, e danosa à vida das pessoas das comunidades. Sem embargo de outras conotações, as sociedades convivem e trabalham com a dualidade de distopia e utopia. O problema é que poucos entendem essa ocorrência na sociedade. Por outro lado, a falta de recursos faz com que as pessoas não tenham energia e força para mudar e, se você quiser, o sonho acaba fazendo parte dessa casta superior para reproduzir tudo isso.  No século 21, cada vez mais complexo, conectado e globalizado, traz novos desafios à vida e à escola, com novas tecnologias, conceitos e dinâmicas surgem exigências e expectativas inéditas, em um mundo digital com grande facilidade de acesso e disseminação de teorias, opiniões e fatos, o pensamento crítico se mostra ainda mais importante. Assim, meu povo, ser um cidadão significa ser capaz de pensar de forma independente para efetuar seu voto correto. Seja um cidadão consciente!!!

 (*) Economista, Engenheiro, Administrador, Mestre em Economia, Doutor em Economia, Pesquisador Sênior, Consultor Empresarial e Professor Universitário: [email protected]

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