Governador! Faça essas perguntas quando visitar comunidades rurais ao lado de alemães e americanos 

Todos que acompanham minhas colunas do JC e meu BLOG sabem que defendo as ações do atual governo Wilson Lima pelos acertos, resgates históricos, comando técnico na SEPROR e presença constante nos eventos do AGRO amazonense. Sei que tem pendência, mas ainda tem quatro anos para mais acertos. Aliás, estou junto desde antes da “onda” vitoriosa chegar, lá na Casa Verde e na casa do amigo Merched. Gosto do Wilson, é bom caráter, tem sensibilidade, quer realmente ajudar quem precisa, mas as pautas de um governador são infinitas, e por isso julgo importante, com todo respeito, ajudar fazendo as considerações abaixo. Diante disso, tomo a liberdade de fazer uma sugestão ao governador Wilson Lima que se baseia em identificar a origem e reduzir o crescimento da pobreza em nosso estado, pois sei que ele não quer isso, e ciente de que no passado tivemos bastante recurso do Fundo Amazônia cujos projetinhos que geraram miséria não mudaram a nossa realidade, o percentual de pobreza só aumentou. Quando visitar as comunidades rurais do interior, como feito recentemente com autoridades alemães, pergunte dos comunitários qual é a renda anual deles, mas não pergunte do líder da comunidade nem dos líderes que lhe levaram, pergunte daquele guardião da floresta que tá lá no cantinho da sala ouvindo os discursos, aquele que tá lá atrás, vá direto na fonte. Melhor ainda para aquele que nem apareceu na reunião, que ficou do lado de fora vendo a floresta que ele preservou. Outra coisa: Pergunte desse que tá lá no cantinho da sala se eles sabem o que é DAP, PAA, PGPMBio, PRONAF, ZEE, PNAE, PREME, PAF, PGPAF, entre outros. Se já foram beneficiados por esses instrumentos? Mais uma: Pergunte daquele que tá no cantinho da sala se sabe dessa propaganda distribuída no período eleitoral que afirmava que a “próxima pandemia pode começar por aqui“. Aliás, essa propaganda foi puramente eleitoreira que prejudicou, e muito, a imagem do nosso estado. Um tiro contra, um gol contra o turismo no Amazonas, contra nossa economia, mas talvez, quem sabe, de olho no retorno do Fundo Amazônia. Outra: Pergunte desse que tá no cantinho da sala, se ele sabe que o Amazonas tem 97% preservado e talvez ela tenha recebido 50 reais por longos quinze anos por esse serviço ambiental tão importante ao mundo e que faz autoridades mundiais nos visitarem rapidamente. Em síntese, todos esses países apoiadores do FUNDO já sabem que no AmaZONAS (falei AmaZONAS, e não AmaZÔNIA) temos 97% preservado. Eles têm satélites e sabem disso. Acompanham TUDO! Talvez (falei talvez) não saibam que os projetinhos do passado não mudaram a vida dos guardiões da floresta, os dados oficiais mostram que a pobreza vem aumento ao longo dos últimos 20 anos. Se esses países querem ajudar, que invistam direto através do governo federal, estadual e municipal, e não por ONGs (até defendo abrir exceções, mas com regras claras e que 80% dos recursos vão para o bolso do guardião). O governo já tem o CPF de todos que estão na pobreza, NÃO precisa de intermediários para fazer projetinhos que geram miséria aos comunitários. Como já disse acima, é só perguntar o valor da renda ano desses comunitários, mas daquele que está no cantinho da sala ou daquele que nem na reunião apareceu. Você vai se assustar com a renda, e vai ter a confirmação de que um dos motivos do porquê que com tanto recurso para manter a floresta em pé a vida deles não melhorou em termos de renda. É lógico que os nossos serviços ambientais são importantes, caso contrário, essas importantes lideranças dos Estados Unidos e Alemanha não estariam por aqui logo nos primeiros meses do atual governo federal. Será que sabem que o Bolso Floresta foi de 50 reais por longos 15 anos? Com 58% na pobreza está mais do que comprovado que os métodos do passado não podem se repetir para manter o homem e a floresta em pé, não somente a floresta, que o AmazONAS preservou 97%. Invistam esses recursos para fazer o ZEE, estruturar a sala de monitoramento do IPAAM, estruturar o Sistema SEPROR, em especial o IDAM e ADAF (lá tem verdadeiros projetos de geração de renda). Usem esses recursos para esses profissionais, já chega de consultorias, já sabemos o que quer o interior. Usem para a EMBRAPA. Se não fizermos assim, breve passaremos dos 60%. Mais uma vez recorro à ALEAM que fique atenta a essas propagandas que prejudicam o nosso Estado. Nosso Estado precisa produzir alimentos, sair do isolamento e copiar os bons meios de transporte que existem na Europa, incluindo Alemanha, França, Noruega, Reino Unido e Estados Unidos. Nosso caboclo tem todo direito de conhecer o Brasil e o Mundo que ele trabalha diariamente para manter VIVO.

Meu partido é, e sempre será o AMAZONAS!

21.03.2023Thomaz Antonio Perez da Silva Meirelles, servidor público federal aposentado, administrador, especialização na gestão da informação ao agronegócio. E-mail: [email protected]

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