A força da esperança – Parte 3

Fácil é observar o quanto a esperança qualifica a nossa vida. Sem esperança, a nossa vida seria um deserto, sem sentido algum. Sabedora da importância da esperança na vida humana, Cora Coralina dizia: “Mais esperança nos meus passos do que tristeza nos meus ombros.”

Não importa o estado de vida a que nos encontramos, a esperança fortalece e aumenta a nossa confiança na superação dos problemas. Não importa os problemas pelos quais enfrentamos, a esperança devolve ao coração humano a genuína sensação de que estamos no caminho certo. 

Nos tempos atuais, em que a rotina do ser humano se transformou numa constante corrida, quando se fala em esperança, duas questões soltam-nos aos olhos: Como não perder a fé no ser humano? Como manter a esperança no Deus da vida se o que fala mais alto é o deus da morte? 

Infelizmente, cada vez mais desorientados, os seres humanos estão à procura de pontos de referências nos quais poderão se apoiar, e essa realidade torna a esperança, mais do que nunca, um sólido esteio para a manutenção de nossa vida. Nesse sentido, nunca e jamais, podemos perder a esperança de dias melhores, de um mundo melhor, mais justo e igual para todos.

Conhecedor das debilidades e desordens da natureza humana, Nosso Senhor Cristo ensinou-nos buscar em primeiro lugar o reino de Deus e sua justiça, dizendo que todo o resto nos será dado por acréscimo. Ou seja, se você é uma pessoa de esperança coisas boas acontecerão em sua vida. Não há o que temer e certamente aquilo que você espera virá. Lute por seus objetivos!

No entanto, a força da esperança, a exemplo do Mestre Jesus Cristo, reclama o cuidado com a vida, especialmente dos mais vulnerais, as crianças, as mulheres, os pobres, os humildes; afinal, foi o próprio Jesus Cristo que disse: 

“Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me. E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” (Mateus 25: 35; 40)

A sociedade atual, que é industrial e capitalista, tem mostrado pouco cuidado com as pessoas, tornando-as objeto de consumo, afirmando que elas só valem o que tem. No entanto, acreditamos que a vida humana não escurece sem que alguma luz desponte no horizonte da esperança. 

Acredite, a esperança é o que há de melhor na vida humana. Sem esperança, a vida torna-se triste e sem sabor. Pode parecer bobagem, mas, afinal, quem nunca perdeu a esperança pelo menos uma vez na vida? Eu, por exemplo, já perdi a esperança no Governo Federal.

Outrossim, o sambista Nelson Cavaquinho, em “Juízo Final”, cantou: “O sol há de brilhar mais uma vez”. Quer dizer, a esperança é fundamental para a nossa existência. Nela identificamos os princípios, os valores e as atitudes que fazem de nossa vida valer a pena. 

A esperança é a melhor parte do ser humano. Segundo Padre Fábio de Melo, “Ainda que o caminho seja longo, dele não desisto. Insisto na visão antecipada de seus vislumbres para que o mar não me assuste na hora da travessia. Aquele que sabe antecipar o sabor da vitória, pela força de seu muito querer, certamente terá mais facilidade de enfrentar o momento da luta”.

Pelo exposto acima, é fácil compreender o quanto a esperança qualifica a vida humana. Sem esperança a vida perde a alegria, o colorido, a paixão. A esperança é como um poema, uma obra prima, do agir humano. Na esperança surge a força, a coragem para o amanhã, para a perseverança, para a certeza de que algo é possível mesmo quando tudo indica o contrário. Por fim, é preciso ter esperança e continuar lutando por ela.

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