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FOME não se combate com “frente parlamentar”, mas com ação

Sempre tive e vou continuar tendo respeito pelo Marcelo Ramos, mas faltou assessoria ao deputado federal pelo Amazonas. O combate à fome não precisa de “FRENTE”, mas de ação. É um problema de décadas que atinge todos as cidades de origem de todos os parlamentares de qualquer nível, mas sempre deixado de lado.

Garanto que já existem várias políticas públicas excelentes de geração de renda, mas os parlamentares não conhecem, nem procuram conhecer. E tem instituição que conhece, mas só quer fazer se tiver convênio. Um pequeno exemplo de política que já existe desde 2009 e que não anda no Amazonas é a Política de Garantia de Preços Mínimos da Sociobiodiversidade – PGPMBio. Essa política de geração de renda tem a nossa cara. Veja os números de acesso em nosso Amazonas?  Veja os números de municípios com o PAA Municipal? Posso afirmar que não será uma “FRENTE” criada às vésperas de uma nova eleição que vai virar esse jogo. Esse jogo vira com conhecimento, cobrança, ação e, principalmente, muita sensibilidade.

Veja quantos amazonenses foram beneficiados com o programa federal Garantia Safra que já existe há 20 anos? Isso mesmo, 20 anos! Se não fosse o governador Wilson Lima fazer a adesão ano passado continuaríamos ficando de fora. Procurem conhecer o que é o Garantia Safra e ajudem o Amazonas a tirar esse atraso de 20 anos já que o atual governo já fez a adesão.

Com relação aos créditos do PRONAF´s, inclusive os Agroecológicos, vejam os números no site do Banco Central do Brasil, ou então acessem meu blog Thomaz Rural para ver nossos ridículos acessos. Acessar o Pronaf é reduzir a fome no Amazonas, mas ainda ocupamos os últimos lugares em âmbito nacional.

Veja quanto chegou no bolso do defensor da floresta de crédito de carbono, REDD+, concessões florestais? Os criadores dos “rios voadores” estão sem poder sonhar em voar pra qualquer lugar do mundo por falta de recursos financeiros, nem pra capital, só voa quem faz discurso em cima desse tema.

Veja como está o andamento do nosso ZEE – Zoneamento Econômico Ecológico.

Veja o que avançamos na regularização fundiária e licenciamento ambiental, esses temas tiram milhares da pobreza e colocam comida na mesa. Isso não precisa de “frente”, mas de conhecimento e ação.

Visite as cozinhas comunitárias da Prefeitura de Manaus e veja a dificuldade para colocar comida todo dia para centenas de pessoas.

Uma sugestão: Já temos políticas suficientes para virar esse jogo, mas nossos parlamentares não conhecem, nem procuram saber o motivo de elas não andarem no Amazonas. Não sou contra novas política e programas, mas já temos muitas que não andam, e algumas precisam apenas de um empurrãozinho pra tirar milhares da pobreza.

Sugiro conhecer o Programa de Combate ao Desperdício de Alimentos implantado no governo Wilson Lima. Veja quanto esse programa já evitou que alimentos saudáveis fossem parar no lixo. Aliás, esse programa precisa de musculatura, e não de “FRENTE”.

Peça pra sua assessoria ter acesso às ATAS das reuniões do CONSEA – Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional do Amazonas que funciona desde 2002, 20 anos. Lá você terá acesso a tudo que precisamos fazer, sem necessidade de “FRENTE”, mas de ação, e muitas com um simples “feijão com arroz”.

No meu ponto de vista sua assessoria falhou ao não estudar sobre o tema, e posso afirmar que não será uma “frente” que vai mudar esse inaceitável quadro que acontece inclusive em nossa capital, com mais de 500 mil que não sabem o que vão comer hoje a noite.

Isso não é pauta nas câmaras, nem na ALEAM e nem no Congresso por nossos parlamentares. Não entendo!

Combater à FOME deveria ser prioridade no primeiro dia de mandato, pois ela melhora a saúde, educação e segurança do povo.

O deputado e amigo Marcelo Ramos foi muito mal assessorado….

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