Finalamente, a 48ª Lei das 48 Leis do Poder

Carlos Silva

Porque os jovens, de forma geral mudam as regras da sociedade e nós, os idosos, permanecemos tradicionais? Sempre foi assim e quando ocorre de maneira diferente, chama muito a atenção. Já vi idosos bem mais vividos que eu, surfando de skate no asfalto, e vi, também, muitos guris de 17 e 18 anos que assistiam aulas de terno e gravata, todos os dias, na faculdade. Ambos estavam errados? Não! Apenas faziam o que queriam e não se acorrentavam a rótulos impostos pela sociedade. Claro que se o seu emprego depende de comportamentos ligados à normas da empresa, se mantenha assim, ou seja, permaneça refém do seu trabalho e do sem emprego. Isso é errado? Por mim, não, pois faz parte do show da vida onde, por vezes, temos que representar e muito, mas muito bem mesmo. Mas, sempre me recordo das palavras de Napoleão: “As leis que governam as circunstâncias são abolidas por novas circunstâncias”. A leitura que faço é que a dinâmica da vida impõem o seu comportamento. Eu escrevi comportamento, que pode ser mutável, e o que não deve alterar é o caráter! Enfim, a derradeira Lei do Livro As 48 Leis do Poder, do Robert Greene, nos ensina assim: “Evite ter uma forma definida. Ao assumir uma forma, ao ter um plano visível, você se expõe ao ataque. Em vez de assumir uma forma que o seu inimigo possa agarrar, mantenha-se maleável e em movimento. Aceite o fato de que nada é certo e nenhuma lei é fixa. A melhor maneira de se proteger é ser tão fluido e amorfo como a água; não aposte na estabilidade ou na ordem permanente. Tudo muda.” Eu concordo, em parte, com esta Lei. Você já teve que trabalhar em algo que não conhecia e não gostava, mas pagava bem? E se destacou, positivamente, nisso? Muito comum mesmo. Nas faculdades, é como se um professor ministrasse aulas de um assunto que não conhecia absolutamente nada, mas se aprofundou no tema e desempenhou muito bem a atividade. A vida é assim e, mesmo com toda a tecnologia disponível, a essência humana não mudou.  No capítulo da Lei em comento, o autor nos brinda com casos muito interessantes: as peripécias entre Esparta e Atena; os embates de Chiang Kai-shek e Mao Tsé-tung; ideias de T. E Lawrence, na Arábia, e do barão James Rothschild, por exemplo. Vale a pena ler o livro. Aconselho a isso. E a vida segue! Com cervejas! Geladas!

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