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Estratégia para segurança alimentar 

E o tempo não pára! O Amazonas possui a maior Bacia Hidrográfica do Brasil e do mundo, com seus rios  e lagos de água doce onde existe o maior número de espécies de pescados comestíveis do mundo. Mas, como fazer para transformar tudo isso em riqueza? Em alimentos, em proteína animal da melhor qualidade? Para os pesquisadores economistas do CEA (Clube de Economia da Amazônia), extrair esse pescado dessa imensa Bacia, sempre foi conhecida, desde os primitivos indígenas até o século XXI, da mesma forma, ou com pequenas diferenças. E, na atualidade, com grandes desperdícios, esse processo extrativista está comprovado ter sido perverso, ou contrário ao equilíbrio ambiental entre espécies, donde tudo se retira e nada se recoloca ou repõem. Em alguma data em futuro próximo, irá faltar.

Sem embargo de outras análises, até a forma como é consumido esse pescado na Região Norte é herança de nossos antepassados indígenas (cozido ou caldeirada, assado ou moqueado e frito), demonstrando que processos inovativos gastronômicos fazem falta. Ou, melhor aproveitamento desse pescado para a segurança alimentar é necessário. Contudo, para o pessoal do CEA essa atividade econômica extrativa primária da pesca é uma das atividades mais importantes na Amazônia para a segurança alimentar desse povo amazônico, como importante fonte de proteína animal, tanto em mercado, quanto na geração de emprego e renda à parcela da população da Região Norte. Esses Recursos Naturais ictiológicos abundantes na Bacia do Rio Amazonas coloca o Estado do Amazonas na dianteira da oferta de proteína animal proveniente do pescado para esse imenso mercado demandante por esse tipo de produtos de primeira necessidade. Desde sempre o índios da Amazônia já sabiam dessa importância.

Conforme o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Amazonas lidera a aquisição e consumo de pescado no Brasil, 13,998 kg/ano e 2,796 kg/ano, mesmo com queda acentuada a cada ano, para o amazonense é primordial o consumo de pescado em sua dieta diária, assim também, na Amazônia o consumo de pescado, em média, está entre os maiores do mundo, sendo que em algumas sub-regiões é a principal fonte de proteína. Visto assim, os economistas do CEA ressaltam que, mais que uma prioridade, o pescado deve ser de importância única no PEEA (Planejamento Estratégico Econômico do Amazonas) e, não agir como pretendeu um certo governante, bem pouco tempo atrás, querendo furar buraco em todos os municípios para criar peixe e permitir que seja introduzido uma espécie alienígena (tilápia) na Cadeia do Pescado amazonense. Ainda bem, que essa asneira governamental não vigorou! Conhecendo-se o valor nutricional do pescado e seu valor de mercado, mesmo assim, o Amazonas ainda não conseguiu romper a barreira do domínio do extrativismo predatório no lado da oferta. Tanto que, cada vez mais torna-se necessário mais rigor no Controle de Defeso de Espécies, para não inviabilizar que esse importante alimento seja consumido por maior parcela da população que mais necessita. Aqui uma experiência própria: há poucos dias estive na Feira da Manaus Moderna (que de moderna NADA TEM),  para comprar jaraqui e, para minha surpresa, o preço da unidade estava R$10,00 (dez reais), não comprei obviamente, fiquei só na vontade! Como é sabido, o pescado tem importância primordial na alimentação humana, com algumas sociedades amazônica ou de diferentes povos terem suas culturas alimentar direcionadas à produção e consumo de peixes. Pescado é denominação genérica para diversos organismos/espécies aquáticas que servem de alimento para as populações (aqui no Amazonas são os peixes em geral, quelônios, jacarés).

Cabe destacar que a FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) publica no intervalo de dois anos, o relatório SOFI-2020 “The State of World Fisheries and Aquaculture”, sendo a última publicação em 2020, onde dispunha que o consumo anual de pescado no mundo cresceu 3,1%, em 70 décadas, crescimento esse maior que de outras fontes de proteínas no mesmo período observado. Conforme dados pesquisados, só em 2017, o consumo mundial representou cerca de 17% na ingestão de proteína animal via pescado, assim o consumo per capita de consumo de pescado para alimentação humana no mundo cresceu, atingindo em média 20,5 kg somente em 2018, demostrando ser determinante para ingestão de proteínas para as pessoas. Mesmo que tenha havido aumento no consumo no mundo, há diferenças regionais graves de consumo nas quantidades de pescado, quando se observa questões de segurança alimentar, servindo para se ressaltar o papel do consumo para a segurança alimentar e nutricional das populações. Observadas essas questões, outro relatório da FAO, “The State of Food Security and Nutrition in the World” 2021, dispõe de dados os quais demonstram o grave aumento da insegurança alimentar mundial, alcançando cerca de 2,36 bilhões de pessoas que sofrem o flagelo da fome. Visto esse cenário, como é estratégico o papel da produção de pescado, de modo racional profissional e, sua função para a segurança alimentar nutricional no mundo. Já se sabe e conhece que o modo extrativista primário é pernicioso para o meio ambiente (redução drástica de estoques naturais e até extinção de espécies) e para a segurança alimentar das populações, não somente no Amazonas e no Brasil, mas para o mundo. Se pode questionar: quais os gargalos dessa Cadeia Produtiva? Os insumos que elevam os preços? Em face de problemas climáticos nessas produções? (ração animal; milho; soja entre outros).

Será que a produção e comercialização adotam formas não adequadas para esse mercado? Será que o pescado está sendo mais consumido pelas populações com maior necessidade? E o poder aquisitivo das populações em insegurança alimentar? E as Políticas Públicas voltadas à essas populações? Dentro desse contexto, o Amazonas aparece em destaque para a indução da Aquicultura em maior consistência profissional inovativa, com conhecimentos científicos. O mundo (os maiores aquicultores já partiram para essa vigorosa de prática) precisa de proteínas para alimentação humana urgente! O Brasil e o Amazonas não estão de fora desse imenso contexto.

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