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ELES CONTRA NÓS

É possível não falar em política na época de eleições? Discursos velhos pronunciados por candidatos novos e discursos novos pronunciados por raposas velhas parecem ser o resumo do resumo da campanha política. Não somos tão céticos a ponto não crer na honestidade de alguns candidatos. Contudo, não podemos esquecer que muitas vezes aqueles que têm um bom preparo para exercerem um cargo são péssimos na hora do voto. Os políticos que sabem disso, e são muitos, têm um discurso e a prática totalmente diferente. O importante mesmo é chegar, o trabalho se vê depois.

Porém ouvimos velhos jargões como: “Somos dominados desde o descobrimento do Brasil pelos mesmos que estão até hoje no poder.” Diga-se de passagem, que isso é dito por pessoas brancas e cabelos claros. Os que realmente foram dominados e trazidos como escravos não são os primeiros da fila. Nem os indígenas que tem mais terra que muito latifundiários e são inflados para ter mais, quando o que realmente querem, é vir para a cidade dos brancos. O Brasil é uma terra de oportunidades. É bem verdade, que a burocracia e a falta de visão dos administradores públicos têm dificultado isso. Mas, se formos ver os ricos de hoje, encontraremos entre eles pessoas que são filhos de operários, de camponeses e até descendentes de escravos negros.

Se alguém não melhora de vida, raramente a culpa é dos governos, das circunstâncias, enfim, dos outros. Da mesma forma se alguém trabalha a mais de dez anos numa empresa e continua ganhando o mínimo, algo está errado com ele ou com a empresa. O trabalhador que conhece seu ofício pode mudar de emprego. Por seu lado, a empresa não quer perder um trabalhador dedicado.

O pensamento enviesado de que para atingir a riqueza precisa deixar muitos pobres no caminho é tão tacanha quanto dizer que para ter saúde é preciso adoecer a muitos ou para ser feliz seria necessário deixar infelizes no percurso. Quem atinge a riqueza, naturalmente tem mais poder que aqueles cuja posição não influi a de outros. As decisões de um dirigente ou mandatário podem significar o sucesso ou o fracasso de pessoas que neles confiam.

O ditado “Pai rico, filho nobre e neto pobre” é verificado em muitos casos no Brasil. Em vez de nos espelharmos em quem dá continuidade às atividades dos seus antepassados, lhes jogamos pedras, como se eles fossem culpados de terem nascido sem os problemas financeiros da maioria. Podemos constatar o inverso também: Filhos de gente sem recursos que tornam imensamente ricos.

Assim, essa falácia do “nós contra eles” cai por terra. Empresário bem sucedido é aquele cujos auxiliares trabalham motivados. Um vendedor por muitas vezes faz um cálculo simplista de que vendeu um objeto de alto valor que custou x por y e o lucro da empresa é maior que o seu ganho mensal. Ter inveja do lucro da empresa talvez seja o primeiro passo para o fracasso daquele que nela trabalha. Não vemos funcionários que deixam tudo quando dá a hora de encerrar, como se tivessem medo de dar algum minuto a mais para a empresa, progredirem em lugar algum. Aqueles que “deixam o martelo no ar” quando a fábrica apita pensam estão certos, mas são os últimos a receberem promoção. Normalmente, uma empresa só progride onde há harmonia entre os trabalhadores que empregam e os empregados. O país n~]ao é diferente. (Luiz Lauschner)

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