Educação para o presente e para o futuro

Para alguns, que ignoram seu valor, ainda pode parecer algo de menor importância, ou de importância alguma. Mas para cada vez mais pessoas, a Educação Ambiental, possui um valor essencial para si próprias, seu futuro e o futuro da própria humanidade. Pessoas conscientes de que sustentabilidade não é um conceito abstrato e inócuo, mas sim uma visão de futuro essencial para o local em que vivemos, o planeta e seus habitantes.

A consciência sobre o ambiente em que vivemos e as formas de interação com ele, tanto as nocivas quanto as saudáveis, nos propicia as informações necessárias para fazermos opções sustentáveis ou não sustentáveis, entendendo que nossas ações hoje podem garantir bem-estar ou podem prejudicar a qualidade de vida, seja no curto ou médio prazo. Podemos ser impactados imediatamente ou daqui algum tempo por nossas decisões, bem como podemos deixar um legado positivo ou negativo para as próximas gerações.

Cuidar do ambiente significa, portanto, cuidar da nossa vida e nos ocuparmos de cuidar da vida de nossos filhos, netos e descendentes, os que virão depois de nós. Assim, significa um compromisso ético que vai além do próprio “umbigo”, de não pensar apenas nas nossas necessidades imediatas, sem refletir se podemos fazer boas escolhas, ainda que possam parecer mais difíceis, mas cujos resultados serão melhores para todos.

De modo exemplificativo, destaco a importância do saneamento urbano, seja pela garantia de abastecimento de água potável para a população das cidades, seja pela destinação correta dos resíduos, o que impacta diretamente o bem-estar das pessoas. No entanto, ainda há quem não dê a devida atenção para o “destino do lixo”, desde que não permaneça na sua residência, que a Prefeitura colete os resíduos e os leve para longe. Ocorre que levar os dejetos para um local distante de nossas casas não é suficiente para resolver o problema dos resíduos sólidos… Lixões à céu aberto, contaminações de rios, igarapés e lençóis freáticos mostram como é necessário que cada cidade, cada comunidade, possua um sistema integrado e eficaz de coleta, separação e destinação adequada do que é descartável, inclusive diminuindo consumo supérfluo e ampliando a reciclagem do que for reaproveitável. 

Da mesma maneira, a importância associada de preservar nascentes e veios de água, com as vegetações que protegem e ajudam a alimentar o processo hídrico de abastecimento das populações, que necessitam de água de boa qualidade para poder simplesmente existir.

Aliás, cuidar do ambiente urbano e também cuidar do ambiente rural, são atitudes interligadas. Florestas em pé redundam em água com abundância, para consumo das populações que nelas residem, bem como o abastecimento de reservatórios das cidades, das represas de hidrelétricas e a produção de chuvas para irrigar as plantações de alimentos consumidos por todos nós. E muitas outras utilidades, sejam as derivadas da proteção da biodiversidade, com os medicamentos e outros produtos dela derivados, seja pela utilização na indústria e no setor de serviços, inclusive o turismo, sem esquecer da pesca e da piscultura. Nesse sentido, cuidar bem do meio ambiente é garantir sustentabilidade econômica para o futuro do nosso país e do mundo.

Poderia acrescentar inúmeros outros benefícios da conscientização ambiental, dos serviços ambientais que a natureza fornece para a humanidade, desde o ar que se respira até os materiais utilizados para habitação, vestuário e a medicina. Mas gostaria de acrescentar as  mudanças climáticas derivadas do exacerbamento do aquecimento global por causa do aumento da emissão de gases de efeito estufa. Trata-se de um assunto essencial para o futuro da humanidade, com larga comprovação científica, com debates acumulados que derivaram no Acordo de Paris, mas que muita gente prefere ignorar.

Por outro lado, percebo que inúmeras pessoas que já possuem informações a respeito da importância de promover a sustentabilidade, ainda não se interessam em colaborar, provavelmente por conta do imediatismo, do consumismo e do egoísmo. Preferem se manter “ignorantes”, aderindo à narrativas negacionistas tolas, por preguiça egocêntrica mental e/ou falta de disposição para ajudar a resolver problemas de interesse coletivo.

Neste breve texto, desejo finalizar afirmar a importância da Educação Ambiental nas escolas e universidades, devendo permear todas as disciplinas. Trata-se de um campo de conhecimento transdisciplinar, transversal. E deve ser uma prática educativa em todos os níveis de formação, desde a pré-escola até os pós-doutorados. E, de modo mais abrangente, precisa fazer parte do dia a dia de todos nós, como elemento indissociável da cidadania.

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