É justo envolver crianças e mulheres nessa atividade?

Parlamentares! Vocês foram eleitos para defender esse povo, não foi só para comer o filé do pirarucu em festas. Mostraram isso na COP? Vocês perguntaram da Sema o que o Amazonas foi apresentar na COP? Levaram alguém que entende de geração de renda e das 22 cadeias produtivas prioritárias identificadas pelo Idam/Sepror?

Na postagem do Paulo Ronan (facebook) fica a confirmação de que nada mudou no interior do Estado. Crianças que deveriam estar na escola, mulheres e crianças fazendo grande esforço por longos caminhos numa atividade pesada e que leva dias no lago. Não será possível o JC publicar a foto, mas no meu blog Thomaz Rural você vai encontrar mulheres e crianças carregando pesados pirarucus. Ainda na Conab, apresentei vídeo mostrando essa dura realidade, atendendo pedido da própria Alemanha, que investe no Fundo Amazônia e polui o planeta. Eram alemães e doutores de Universidades na plateia. Lembro que o vídeo que levei para mostrar toda a cadeia do manejo do pirarucu foi o amigo engenheiro de pesca Rigoberto Pontes que disponibilizou. Os alemães ficaram indignados com a presença de mulheres e crianças nessa atividade pesada, mas nada mudou até hoje. Pergunto:

Mas, os milhões que a Alemanha enviou ao Amazonas que foi parar nas ONGs. O que foi feito? A CPI defendida pelo senador Plínio Valério já mostrou o caminho dessa grana, quase nada foi para a ponta. Ano passado, vi no site da Sema (Secretaria de Estado do Meio Ambiente) um tobogã do pirarucu…isso mesmo, um tobogã de pirarucu…só pesquisar no meu blog que vocês vão encontrar esse absurdo divulgado pelo governo estadual. Maltrato ao animal e carne que certamente tem prejudicado o seu consumo, perdeu a qualidade. Continuam chegando milhões da Alemanha que não vai mudar em nada a situação do caboclo do manejo e de outras atividades. Fazendo o mesmo não teremos nada diferente. Sem ZEE (Zoneamento Econômico Ecológico), que é uma política ambiental, qualquer iniciativa será em vão, vai melhorar a vida de poucos, como sempre aconteceu, deixando a pobreza aumentar no Estado mais rico e preservado do mundo. Interessante que ainda tem gente que acredita que ONG vai combater desmatamento e fazer bioeconomia. Usem ONG apenas para fazer chegar a política pública já existente com metas claras de inclusão. Tem várias políticas boas, mas eles não vão querer dessa forma. Espero que alguns membros da CATRAPOA estejam fazendo, na prática, alguma coisa pela família dos manejadores, especificamente os 23 (de um total de 200) que me excluíram do grupo e que não pensam no povo, só em política partidária. Até quando?

19.12.2023Thomaz Antônio Perez da Silva Meirelles, servidor público federal aposentado, administrador, especialização na gestão da informação ao agronegócio. E-mail: [email protected]

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