Doutrina Espiritualista

Ser justo é o que há de mais difícil na Terra, porque a propensão da pessoa e julgar o semelhante de acordo com seu modo de ser e sentir, e, muitas vezes,  esse modo de ser e sentir não é correto. O julgamento feito pelo ser humano é quase sempre falho; raro é aquele que sabe julgar com imparcialidade. Julga de acordo com seus interesses ou suas inclinações. No entanto, a justiça é cega, sendo por isso representada de olhos vendados. O julgamento é feito de acordo com as provas e não deve contar com a simpatia nem a antipatia de quem julga.

 Ainda que neste mundo ninguém deva julgar o semelhante, pois todos são imperfeitos. Há indivíduos que só fazem mau juízo dos outros, que só levam em consideração  as aparências,  muitas vezes difamando sem justificativa. Certas pessoas difamam por terem imaginação doentia,  o que é bem prejudicial à saúde psíquica. Afirmar que alguém é uma coisa sem ter certeza disso é sério e grave, pois difamar é crime. Existem também no mundo aquelas que julgam pelo que ouviram dizer, e nunca pelo que viram com os próprios olhos. Por isso, a humanidade precisa de esclarecimento espiritual. O esclarecido analisa e pondera, raciocina, para chegar às próprias conclusões.

Tudo na vida deve ser contornado; as medidas drásticas são prejudiciais, porque uma atitude drástica atrai antipatia, causa mal -estar , torna o ambiente pesado. Quando a pessoa é calma, justa, ponderada e moderada,  não toma atitudes drásticas, procura ser tolerante. É preciso que se lembrem de que no mundo ninguém é perfeito, insistimos em dizer. Todos têm defeitos e qualidades, todos têm direitos e deveres, todos têm vontade, são o que querem ser. 

Os seres humanos poderiam viver em harmonia, e não vivem, porque tratam mais dos seus interesses. São vaidosos, acham que a sua opinião é a correta.  O necessário é respeitar o semelhante, pois sem respeito ninguém se compreende. A compreensão é virtude a ser cultivada;  havendo compreensão vive- se com tranquilidade. Mas, cada um querendo que prevaleça a própria vontade não pode haver sossego, não pode haver felicidade. E queremos que todos sejam felizes, que se compreendam e vivam em paz.

Jamil Merched Chaar

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