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Discorrendo sobre a figura do Placebo e o mais (Parte 3)

Bosco Jackmonth*

Justificando a sua sustentação com a figura do Placebo e seus desdobramentos, Dr. Joe Dispenza, para tanto, relata no seu livro que tudo se originou por força de um acidente de trânsito sofrido,  levando-o a buscar a cura das fraturas após dispensar atendimento cirúrgico, mais adiante voltando-se para a neurociência e o emprego da física quântica, o que já vinha estudando, onde encontrou solução para o problema a ponto de levar adiante a divulgação de tal experiência. É o que relata.

Ilustra o argumento ao sustentar que para acordar na vida alguns de nós às vezes precisam de um chamado de despertar. Revela que em 1968 recebeu o chamado. Num certo dia no sul da Califórnia foi atropelado por uma caminhonete no curso de um triatlo, momento em que mudou a sua vida e o colocou no rumo desta jornada que passou a seguir. Revela que havia terminado o segmento de natação e estava na fase de ciclismo da disputa quando aconteceu. Chegava a uma curva complicada, onde sabia que se misturaria com o tráfego, estando um policial de costas para os carros que se aproximavam e acenou-lhe para seguir o trajeto.

No entanto, um Bronco vermelho com tração nas quatro rodas deslocando-se quem sabe a cerca de noventa quilômetros por hora, bateu na sua bicicleta por trás atirando-o no ar e jogando-o de costas em cheio na pista. Sucede, por causa da velocidade do carro e dos reflexos lentos da mulher de idade que o dirigia, o veículo continuou a seguir na direção do atropelado, logo colando-o ao para-choque, tendo agarrado-se ali para não ficar debaixo, mas foi arrastado pela estrada até a motorista se dar conta, quando enfim parou de supetão atirando-o aos trambolhões por cerca de vinte metros, onde ficou caído e imóvel.

Socorrido, em seguida apurou-se que restavam-lhe quebradas seis vértebras, sendo fraturas por compressão nas torácicas 8, 9, 10, 11 e 12 e na lombar 1, com o dano estendendo-se das omoplatas até os rins. Sabendo-se que as vértebras são empilhadas como blocos individuais na espinha, portanto quando do choque no chão com aquela violência, elas desmoronaram e se comprimiram com o impacto. Deu-se que a oitava vértebra torácica, o segmento mais alto quebrado, estava mais de 60% danificada, e o arco circular que continha e protegia a medula espinhal estava partido e amontoado em formato semelhante um pretzel. É que quando uma vértebra se comprime e fratura, o osso tem que ir para algum lugar. No caso em espécie um grande volume de fragmentos quebrados voltou-se na direção da medula espinhal. Definitivamente era um quadro trágico…

Levado ao hospital, ali sustenta haver se queixado de  uma série de sintomas neurológicos, incluindo vários tipos de dor, alguns graus de dormência, formigamento, certa perda de sensibilidade nas pernas, além de dificuldades desanimadoras para controlar seus movimentos, tudo como se tivesse estado em um sonho ruim fora de controle, passando a fazer exames de sangue, raios X, tomografia computadorizada e ressonância magnética. 

Ao final, o cirurgião ortopédico mostrou os resultados e deu a notícia, desanimadora, aliás: para conter os fragmentos ósseos alojados na medula espinhal e o mais, precisaria de difícil cirurgia, significando cortar as partes traseiras das vértebras de dois a três segmentos acima e abaixo das fraturas e depois parafusar e fixar duas hastes de aço inoxidável de trinta centímetros em ambos os lados da coluna vertebral, seguindo-se raspar alguns fragmentos do osso do quadril e os colar nas hastes. O médico adiantou reconhecer que seria uma vultosa cirurgia, mas significaria gerar pelo menos uma chance de andar novamente, ainda que provavelmente com um pouco de deficiência e ter que conviver com dor crônica pelo resto da vida. Ou então não fazer a cirurgia, mas que a paralisia seria certa. 

Diante do quadro, quedou-se arrasado e procurou levar a questão mais adiante. Colheu duas opiniões adicionais, incluindo a do principal cirurgião ortopédico do sul da Califórnia que sem surpresas concordaram com a necessidade de a cirurgia ser realizada, tanto quanto o melhor neurologista da região de Palm Springs. Então, embora reconhecesse que o prognóstico era bastante consistente a ponto de achar que se fosse o profissional médico teria também assim concluído, no entanto não foi a opção escolhida.

Assim, decidiu contra o conselho médico e as recomendações dos especialistas, acreditando que haja uma inteligência, uma consciência invisível dentro de cada um de nós que concede a vida. Pesquisou que essa inteligência cria quase cem trilhões de células especializadas, mantendo nosso coração pulsando centenas de milhares de vezes por dia e compõe muitas outras funções assombrosas. Então, entendeu de retirar a atenção do mundo e começar a voltar-se para dentro de si, e conectar-se com ela, desenvolvendo um relacionamento a bem dizer.

Logo, mentalmente entendendo que o corpo tem capacidade de se curar, então passaria a criar uma verdadeira experiência de cura. E, acidentado, estando em repouso forçado, decidiu duas coisas. Primeiro, todos os dias colocaria toda a atenção consciente internamente nessa inteligência e criaria uma visão de ordens muito específicas, entregando a cura a essa mente maior de poder ilimitado. Segundo, não deixaria nenhum pensamento que não quisesse experimentar infiltrar-se na sua consciência. Já negara-se a submeter-se a cuidados médicos/hospitalares. (Conclusão).

É advogado há 57 anos (OAB/AM 436). Ex-ger.BEA, escrit. Bco.Brasil, Fisc. de Bancos, nom. Bco. Central, p/visar import. Zona Franca, Cursou Direito, Com. Soc.(Jornalismo), Lecionou História Geral, Articulista.

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