DIA DOS AVÓS – AMOR, RESPEITO E CUIDADO

Em 26 de julho é celebrado no Brasil o ‘Dia dos Avós’. Uma data simbólica, mas que também deve representar e nos trazer à reflexão acerca da importância ímpar que nossos ascendentes têm nas vidas de cada um de nós. Nosso país não tem, infelizmente, uma cultura enraizada de valorização merecida aos anciãos de nossa nação, como existe em outros lugares do mundo, em que o fato de se ter um idoso em casa é sinônimo de privilégio; o que é o certo. É preciso haver, por parte de todos, um tratamento respeitoso, humanitário e cuidadoso para com todas as pessoas de mais idade, especialmente os da nossa parentela e os que estão ao nosso redor. Em grande parte das famílias brasileiras, por exemplo, os avós exercem os papéis de pais e mães, dando apoio incondicional na criação e educação dos netos, sendo fundamentais neste processo, mesmo que o dever de criar e educar seja dos pais e não dos avós. Este é um fato comprovado.  

Em nossa conjuntura geral, é de amplo conhecimento também que nem todos aqueles que são avôs ou avós estão na terceira idade. Mesmo assim, sabemos que o nosso país está caminhando para ter uma população majoritariamente idosa. Tanto é assim que o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) projeta que no ano de 2060 a população mais velha será três vezes maior do que a que temos atualmente, chegando a equivaler ao percentual de 25,5% do total da sociedade. Todavia, ainda carecemos da implementação de políticas públicas sérias, corretas e bem direcionadas para esta parcela da sociedade, de forma que atendam, satisfatoriamente, a este público, fazendo com que a Legislação pertinente seja devidamente cumprida e continuamente aprimorada. O contexto que temos hoje em dia é, infelizmente, muito desfavorável e adverso aos idosos em nossa pátria.

A ausência um sistema de saúde público adequado e que contemple os mais velhos em todas as suas necessidades de maneira satisfatória; a renda insuficiente frente a demandas como alimentação e medicação; além da falta de qualidade de vida que permita ao cidadão chegar à terceira idade de maneira saudável, digna e ativa, estão entre os grandes desafios a serem superados para que possamos ser, de fato, uma nação plenamente preparada para atender os seus cidadãos mais longevos. Estes são alguns dos entraves históricos que precisam ser transpostos. E aquelas pessoas que buscam uma melhor condição de atendimento precisam recorrer a planos de saúde (com preços cada vez mais elevados, especialmente para os que têm maior faixa etária), previdência privada para complementar aposentadoria, compra de alimentação adequada e medicações etc. Porém, deve-se levar em conta que o índice de idosos que têm condições de recorrer a estas alternativas ainda é muito restrito.

Existem avanços importantes na legislação brasileira nesta área, como o Estatuto do Idoso (LEI Nº 10.741, DE 1º DE OUTUBRO DE 2003) e a LEI Nº 13.466, DE 12 DE JULHO DE 2017, que reconhece a figura do chamado “super idoso”, englobando os cidadãos a partir de 80 anos de idade (justamente para procurar adequar o arcabouço jurídico à nova tendência social e etária). Porém, somente o estabelecimento de normas legais não basta. Além da implementação das políticas públicas necessárias, é preciso também haver a conscientização e o ensino desde a infância no que tange à importância que há quanto ao respeito e carinho que devem ser dispensados aos mais velhos. E isso precisa começar a ser trabalhado nos lares, pois a educação é de atribuição dos pais ou responsáveis. A Bíblia Sagrada, que é A Palavra de DEUS reconhecida por nós, cristãos, em suas diversas passagens e textos, destaca o valor de se instruir os menores acerca dos princípios e valores que são eternos (Ensina a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele – Provérbios 22:6); da mesma forma que ressalta também que deve ser dado um tratamento digno aos idosos, como é mencionado em Levítico 19:32 – “Levantem-se na presença dos idosos, honrem os anciãos, temam o seu Deus. Eu sou o Senhor”. No Novo Testamento também há a menção nominal a Lóide, uma avó de especial papel na vida e no ensino do seu neto, Timóteo (2ª Timóteo 2:5), que foi um grande homem de DEUS, de comportamento exemplar na sociedade em que vivia e de dedicação a CRISTO e à Sua Grande Obra Salvadora.

Para fechar o Artigo de hoje, em alusão a esta importante data, quero fazer menções honrosas aos meus avós, em especial às minhas avós, as quais pude conhecer e conviver. Minha avó paterna, falecida quando eu ainda era pequeno; minha avó materna (que nos deixou a menos de um ano, cuja dor da sua partida ainda é dilacerante no coração) e a minha avó do coração (afetiva), que está enfrentando uma grande luta contra uma doença muito cruel, o que tem feito com que eu e minha família soframos muito ao vê-la passar por tantas em virtude desta enfermidade, sem podermos curá-la deste mal que a acomete. Mas nós não desistimos e não desistiremos! Estamos orando e crendo na Mão Poderosa do Médico dos médicos (JESUS CRISTO) e fazendo tudo o que é possível humanamente falando (procurando dar a ela o melhor atendimento, os melhores tratamentos e mais eficazes medicamentos) para trazer-lhe a plena recuperação. Sabemos que DEUS é Soberano e tem os Seus Desígnios, que são Perfeitos; contudo, enquanto há vida não podemos deixar de lutar com todas as nossas forças e possibilidades para trazer a saúde, a cura e o bem-estar aos nossos entes queridos, especialmente aqueles a quem temos o privilégio de chamarmos de avós, que são nossos tesouros.

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