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Conflito de gerações

Carlos Silva

O conceito que define este artigo é originário, com certeza, do tempo dos homens das cavernas. Ou antes, até. Nada mais comum que a velha guarda se comparar com essa geração atual, que vive em cima de celulares e outras besteiras modernas. E a geração que nos antecedeu também nos criticava, e muito. Nos anos 60, os mais velhos criticavam o rock and roll. E nossos avós criticavam nossa letra nos cadernos. E hoje? Essa molecada não consegue nem pegar um pouco de chuva e já param nas UTI. Só se divertem com o uso de drogas alucinógenas. A maioria não sabe saborear uma cerveja, bem gelada, com tira gostos saborosos e jogar conversa fora, nas mesas de bar da vida. Reclamam que a cerveja engorda. Mentira. A cerveja não engorda nada. Quem engorda é você. Mas, se você consegue engordar, também consegue “desengordar”. Depende de você. Não gosto de entrar na comparação de cultura adquirida entre a minha geração, nascida nos anos 50, e esta hodierna por aí. Sabe-se lá o que será do futuro dos meus bisnetos e tetranetos e os demais vindouros. E veja que sou filho de um escravo fugido do cativeiro no interior do nordeste, nascido em 1929, registrado em 1930. Sem estudos das escolas, mas, com uma absurda cultura de vida, e que não se aprende em sala de aula. Herdei isso dele. E graças a Deus por isso. E transmiti aos meus filhos. Que, por sua vez, passaram aos netos. Mas, de verdade, nada mudou nas pessoas. Mudou muita coisa na vida. E tem diferença sim. Nós, as gerações mais antigas, desde os neandertais e até todas as gerações futuras, vão se alimentar, beber, fazer o número um e o número dois ( ou melhor, urinar e defecar) e sexo. No entanto, as ferramentas mudaram e muito. Nos tornaram escravos bem alimentados. E daí? Percebendo ou não, nos acostumamos. E ponto. E, seja como for, a vida segue. E, no meu caso, com cervejas! Geladas!

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