Pesquisar
Close this search box.

Competências que todos precisam desenvolver

Vamos destacar hoje algumas competências e habilidades muito importantes para o sucesso das pessoas, especialmente nos aspectos sociais e relacionais.

1. Autocontrole emocional

A grande maioria das profissões e dos trabalhos, em qualquer ramo ou tipo de atividade, exige relacionamento interpessoal entre superior e subordinado, entre educador e educando, entre colegas, fornecedores e clientes, entre vendedores e clientes, entre profissionais liberais e clientes. Relacionamentos estes que envolvem trocas, entendimentos, negociações, acordos, parcerias na busca de algum objetivo, razão pela qual eles precisam ser positivos, saudáveis, amistosos, harmoniosos. E a emoção não controlada, destemperada, costuma ser o grande vilão dos relacionamentos. É mais comum verificar-se grande esforço de autocontrole emocional por parte de quem é, na relação, subordinado ou dependente; assim como negligência ou desprezo pelo autocontrole emocional por parte de quem exerce poder ou influência. Este grupo muitas vezes não percebe ou não considera o que perde em termos de lealdade, colaboração, imagem, economia, êxito nos objetivos, etc., por não ter o autocontrole emocional.

Até o limite aceitável, as pessoas que são obrigadas a autocontrolar-se para preservar alguma coisa importante devem aprender a virtude da paciência, a compreender e racionalizar causas e efeitos; devem aprender também a não se sentirem diminuídas com os destemperos emocionais de chefes, pais ou autoridades. Devem aprender a “engolir sapos” digeríveis, lembrando que mesmo as pessoas mais poderosas são obrigadas a fazer ISS. Significa dizer que só tem a ganhar quem souber desenvolver esta competência.

2. Empatia

É talvez a mais importante competência ou habilidade interpessoal. É a capacidade de se colocar no lugar do outro, para entender suas atitudes, interesses e necessidades, de compreender suas carências, preocupações e dificuldades.

Pessoas empáticas possuem melhor condição de serem compreensivas, de saberem avaliar os motivos dos outros, de serem aceitas e respeitadas. E isso as ajudará a se tornarem mais competentes, por exemplo, nas funções de líder, de sócio, de professor, de médico, bem como nos papéis de pai, de amigo, de marido ou mulher, de conselheiro, etc.

Se as pessoas prestarem atenção nas atitudes dos outros vão verificar freqüentes manifestações de falta de competência para ser empático, quase sempre causando algum tipo de problema: pessoas agredidas, frustradas ou revoltadas.

Dica: Diferença de simpatia e empática, explicada pelo psicólogo americano Bryn C. Collins: Simpatia: a pessoa se esforça por agradar, mas não se coloca no lugar do outros; tende a qerer resolver tudo para o outro, tirando-lhe o poder. Tende também a invadir a intimidade do outro. O simpático age mais intelectualmente (manifestação externa).

Empatia: a pessoa se esforça por entender o outro, mas se coloca à disposição para ajudar, respeitando seu sentimento, seu interesse, sua individualidade. Propõe compartilhar o poder e a solução do problema com o outro. Não invade sua intimidade. O empático, embora manifestando mais emoção (manifestação interna), pode até parecer ter uma atitude fria. Exemplo de atitude com falta de empatia:

Um chefe que descarrega sua irritação num funcionário que está desatento e com pouco rendimento num determinado dia, sem procurar saber o motivo. Se o funcionário não tem esse comportamento regularmente, é provável que esteja com algum problema pessoal ou familiar, precisando de atenção e apoio, não de crítica.

3. Comunicação

Comunicação é o processo mais vivenciado pelas pessoas todos os dias todas as horas, seja como emissoras, seja como receptoras de mensagens de diversas naturezas através de diversos meios e canais.

As pessoas passam a maior parte do tempo se comunicando de alguma forma, e não se dão conta disto suficientemente. E, em inúmeras ocasiões, cometem falhas de comunicação, com conseqüências de maior ou menor gravidade, contribuindo para a ocorrência de problemas para si e para outros. Talvez a ocorrência de falhas de comunicação seja o fenômeno mais comum e freqüente no mundo dos humanos. Tão comum que faça as pessoas pensarem que seja um fato natural e aceitável, com o qual devem saber conviver.

Falhas de comunicação constituem o principal problema de todas as organizações e, não obstante, ninguém faz nada para melhorar tal realidade. Como se fosse um problema inexorável.

Não existe, ao que parece, uma consciência maior de quanto custa as conseqüências das falhas de comunicação ou, visto de outra forma, dos benefícios que poderiam ser agregados às vidas das pessoas – se as deficiências de comunicação fossem minimizadas através de esforço de aprendizagem e de outros cuidados.

Pessoas com competências e habilidades de comunicação mais desenvolvidas com certeza serão mais bem-sucedidas nas organizações em que trabalham, no meio da família e nas relações sociais.

Boa semana!

Fiquem com Deus!

*Paula Pedrosa é Diretora Executiva, Headhunter e Coach de Carreira da Paulo Pedrosa Headhunter & Associados. Colunista de carreira, mercado e imagem corporativa do Jornal do Commercio.

Compartilhe:​

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Notícias Recentes

No data was found
Pesquisar