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Comemorando 40 anos de formatura

Parece que foi ontem. Mas, não foi. Não foi mesmo. Neste sábado, minha turma de formação se reuniu para comemorar os 40 anos de formatura. Naquele momento, mágico, esotérico, triste, saudoso, alegre, divertido, mais divertido ainda, me veio um longo filme à mente. Desde o início do início do começo de tudo. Desde a minha maravilhosa infância até aquele dia de dezembro de 1981. Na época éramos mais numerosos. Mas, quis Deus, chamar alguns para admirar a dinâmica da vida, lá dos céus, ao lado Dele. E outros não puderam ir por diversos motivos.

Mas, o interessante é ver como mudamos. Como as antigas namoradas dos amigos mudaram. E o que eram aqueles molecotes pululando pra lá e pra cá durante a cerimônia? Pombas! Eram os netos, de muitos amigos de turma. Neste sábado, inúmeros momentos ficaram mais ainda marcados em nossas mentes. Lindo lembrar o que fomos, lá no início. E como as coisas mudaram e mudam. Os lugares onde tínhamos aulas, os locais de diversas atividades, enfim, muita coisa mudou. Mas, não mudaram as raízes, os valores e as tradições.

O que amalgamou o caráter daqueles jovens , permanece lá, vivo, forte, entranhado naquelas paredes, naqueles pisos, e se aloja na alma daqueles que por ali passam alguns anos, como alunos ou como mestres. Mas, eu não queria ver como está a “fábrica”, hoje. Eu não queria ver o que foi mudado, nem o que evoluiu. Não queria ver “alta tecnologia” nas palestras que nos fossem apresentadas. E também não queria ver meus velhos amigos, velhos, idosos, cabelos brancos. Na verdade, eu não queria estar em 2021. Eu queria ver de novo, 1981.

Mas, não foi possível rever o que eu queria e como eu queria rever. E me disseram que era impossível refazer o passado. Mas, como assim? Se tudo, ou quase tudo que aconteceu está vivo nas minhas memórias e nas minhas lembranças? E eu vivo sempre me recordando do passado daquela escola. É uma dádiva divina ter o que recordar. Mas, adoro meus amigos de turma. De verdade. Todo dia nos falamos no nosso grupo de “zap”. Sei que é diferente, e muito melhor mesmo, quando estamos “ao vivo”.

Mas, eu quero guardar todos eles em meu coração, em minhas memórias, como eram, como fomos. Agora, sei que somos sessentões. Quer dizer, a “casca”, o corpo, sabe disso. Meu cérebro ainda não. Na verdade, ainda somos “moleques” com muita, muita e muita sabedoria mesmo. E, por estarmos por aqui, nós vencemos. E vamos comemorar mais ainda !

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