As fanfarrices do presidente

Em menos de dois meses de desgoverno o presidente tem gerado um descrédito, conduzindo os integrantes do legislativo a se reestruturarem — talvez o objetivo seja desviar a atenção das discussões acerca dos antigos casos de corrupção na gestão lulopetista. O presidente desdenhou de Armínio Fraga, feriu as suscetibilidades e ignorou seu passado. Por isso, há quem afirme que ao olhar para trás, Lula mostra seu revanchismo, sua mágoa. Não é sem razão que Fernando Henrique Cardoso classifica o discurso dos petistas de esquizofrênico  e sem pé na realidade. Vários ex-lulistas acordaram, inclusive  Aloysio Nunes Ferreira para quem o presidente “necessita unir a diversidade de forças e criar um programa”.

Muitos lembram que Luiz Inácio Lula da Silva não teve palanques, nem votos —  parece não sentir o significado do cargo ou faz dele a mola propulsora de sua vontade de impor o comunismo a qualquer preço, custe o que custar. Lula está ciente de que forças ocultas o colocaram na presidência; deixou para colocar seu plano em ação quando estivesse de volta à Brasília. O presidente tenta alinhar o país para suas ideias, mas o povo carrega as dores de quem o feriu; ele  tão pouco retomará sua liderança política  porque a mídia que o apoiou está pulando fora do barco. O presidente dos invisíveis enfrenta no legislativo uma forte resistência que cresce a cada semana — muitos ao voltarem às suas bases sentiram na pele uma falta de direção no comando do país, que se encontra perdido no espaço.

Esperar do Governo Federal algo que contribua para a solução dos supostos problemas atuais é sonhar no espaço da desfaçatez, o governo anterior deixou  um  país em crescente evolução. Assim, o governo petista não vê a hora de reconstruir a aliança  da destruição com os presidentes ditadores,  vizinhos do Brasil, para realizar os saques aos cofres do BNDES.   A distribuição de cargos em troca de apoio na “casa da barganha” começou em Brasília. O presidente uruguaio foi claro ao declarar que “não se unirá ao Brasil e à Argentina, cujo caminho é o do precipício econômico”.

Sendo assim, esperar o que de um presidente sem votos, que nada entende de economia que nomeou um desqualificado para o cargo de Ministro da Economia? Ele desconhece que o mercado reage às suas equivocadas manifestações, ao seu populismo que faz parte do passado que freou  o progresso, brecou o crescimento e tirou o país da prosperidade econômica. Hoje tem intenção de fazer gastos desnecessários com a nomeação das esposas dos ministros — sem qualificação e com salários  elevados.

Afinal, esperar o que de “um presidente que menospreza a responsabilidade fiscal e crítica a autonomia do  Banco Central” , in Estadão? E agora “descumpre compromisso de campanha”, conforme declara a presidente do Partido, Gleisi Hoffman, ao concordar com o retorno da cobrança dos impostos sobre os combustíveis imediatamente e não a partir de abril; ocasião em que o novo Conselho de Administração da Petrobrás tomará posse. Haddad venceu e o povo perdeu.

Manaus/AM,  28 de fevereiro de 2023

JOSÉ ALFREDO FERREIRA DE ANDRADE

Ex- Conselheiro Federal da OAB/AM nos Triênios 2001/2003 e 2007/2009 – OAB/AM 

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